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Rota do Gaia - PRM2 - Oliveira de Frades

por darasola, em 25.09.16

A rota do Gaia (PRM2) é mais uma proposta do concelho de Oliveira de Frades para convidar a descobrir os encantos da região. O percurso tem como principal motivo de interesse as zonas junto às margens do rio Gaia, onde as paisagens verdejantes e as pequenas quedas de águas são cenários constantes. O percurso inicia-se junto à antiga estação de comboio de Arcozelo das Maias, na extinta linha do Vouga. O local foi restaurado e reconvertido para uso de uma associação local. Daí, segue-se pelos campos rurais que rodeiam a aldeia e vamos descendo por caminhos florestais em direção ao Castro da Coroa até alcançarmos as zonas mais baixas por onde corre o rio. Foram construídas algumas travessias em pontes de madeira para cruzarmos as linhas de água e isso acaba por ser mais um motivo de interesse ao percurso. Confesso que as expectativas eram elevadas relativamente a este percurso, especialmente depois de ter percorrido o Trilho das Levadas (PRM1), uns tempos antes. Devo dizer que não foram defraudadas relativamente às paisagens e à beleza do percurso, no entanto achei o traçado confuso. Apesar de haver bastante sinalética, nalguns pontos torna-se confusa e pouco eficaz, em especial na parte do trilho que liga ao troço interpretativo do Gaia. O percurso apesar de circular, tem 3 zonas realmente circulares e outra linear de ligação a essa parte do trilho interpretativo do Gaia. Para além disso, o corte de árvores nessa zona causou alguma desorientação e fez-me perder cerca de um quarto de hora a tentar encontrar o caminho certo. É algo a rever porque a parte do percurso interpretativa é muito bonita com a passagem junto à ponte da estrada nacional, aos moinhos e à ponte das coifas da estrada real. O regresso até Arcozelo das Maias faz-se a subir até alcançar o troço da linha de comboio que nos leva até às ruelas da aldeia e finalmente voltar ao ponto de partida. 

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Estação de Arcozelo das Maias

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Painel do percurso onde se vê claramente o estranho formato do trilho.

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Descendo pelos campos para atravessar a estrada nacional.

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A primeira queda de água (pequenina) do percurso.

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Ponte de madeira improvisada.

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A zona da queda de água na foz da Ribeira da Lavandeira - a mais bonita do percurso.

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Myself

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Seguindo pelas margens do rio.

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Passagens de madeira na zona dos moinhos.

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Os dois percursos da Rota dos Rios e Levadas e a Rota do Gaia cruzam-se e não convém enganar-se e seguir pelo trilho errado.

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Moinho em ruínas.

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As paisagens são realmente fantásticas, com o constante correr do rio.

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Seguir pelo PRM2!

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Antiga casa em ruínas. A julgar pelos socalcos, a zona devia ser alguma quinta agrícola há décadas atrás.

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Lindo! Deixo-vos várias fotos para ilustrar a beleza do Gaia.

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O percurso leva-nos a subir o rio até voltar à estrada nacional, onde temos mesmo de subir à estrada...Rota_do_Gaia_28.JPG

para atravessá-la junto a este fontanário...

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e à ponte sobre o Gaia.

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Aí, encontramos o percurso interpretativo do Gaia, que aparentemente é anterior a este PRM, mas que acabou por ser integrado no mesmo.

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A descida para a zona dos moinhos.

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O local é de uma verdura luxuriante.

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Nova travessia

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A vista para a imponente ponte da estrada nacional. De cima, não parece tão alta.

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Ao longo do percurso interpretativo, encontrámos painéis informativos sobre a fauna, a flora e outros motivos de interesse do Gaia.

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Um verdadeiro postal!

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Depois da zona deste sinal, entrei numa área recentemente cortada e foi aí que andei um pouco perdido. Felizmente depois de tentar algumas hipóteses, voltei ao caminho certo.

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Travessia para a outra margem na ponte de Coifas.

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Sinalética do percurso interpretativo do Gaia.

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Ponte de Coifas e trajeto da antiga estrada real.

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Esta zona do percurso deve provavelmente estar alegada no inverno e época de chuvas.

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Algumas marmitas de gigantes no leito do rio.

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O regresso faz-se novamente pela ponte sobre a nacional.

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Depois de seguir pela margem do rio, voltamos a subir até à estrada...

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e entrar na linha do Vouga...

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que nos leva de regresso a Arcozelo das Maias.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 7 km

Tempo:  2 (+/- com paragens para fotos e almoço)

Tipo: circular

Dureza física: 3/5  não aconselhável durante as épocas de maior chuvas

Dificuldade técnica: 3/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: 3/5 (pela confusão na zona do Percurso interpretativo do Gaia)

Informações sobre o percurso: n/a

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: a beleza das ribeiras e quedas de água, vegetação

Pontos negativos: o problema das marcações

Autoria e outros dados (tags, etc)

Este projeto nasceu da iniciativa de 7 municípios da zona centro (Vouzela, Oliveira de Frades, Sever do Vouga, Tondela, Albergaria-a-Velha, Águeda e Viseu) em dinamizar os caminhos de Santiago nessa zona do país.O traçado total desse trajeto denominado Caminho de Santiago do Caramulo ao Vale do Vouga (CSCVV) liga o Caminho do Interior ao Caminho Central e tem uma extensão total de cerca de 110 km.

Antes que os mais puristas façam entoar a sua voz de protesto, convém esclarecer que não sou daqueles que considera que há apenas "um" caminho de Santiago. Como muitas vezes se diz, o caminho de Santiago começa à porta da casa de cada um. Assim, porque não destacar os antigos caminhos históricos desses concelhos, que muitas vezes têm origem nas vias romanas ou caminhos de romarias ancestrais?

Feito o esclarecimento, convém dizer que esta caminhada foi integrada num evento ligado ao geocaching e que tinha como objetivo juntar a caça às geocaches à descoberta do trilho na parte correspondente ao território do concelho de Oliveira de Frades.

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Início no centro histórico de Oliveira de Frades

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Igreja paroquial de S. Pelágio.

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O percurso está todo marcado com as tradicionais setas amarelas.

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Edifício da antiga estação de comboio de Oliveira de Frades.

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Junto ao monumento da Srª do Bom Caminho, um altar que vem mesmo a calhar para abençoar o caminho de quem ali passa.

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Passando por caminhos florestais.

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Capela da N. Senhora da Ajuda, na aldeia de Vilarinho.

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Reflexos sobre o Caramulo.

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Cruzeiro de S. Martinho.

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Passagem pela aldeia de Pontefora.

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Na estrada romana de Pontefora-Ral

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Paisagens de primavera.

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Capela de S. Miguel na aldeia de Ral

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Uma casa senhorial imponente no meio do campo.

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Um dia de primavera perfeito!

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O pontão "romano" na entrada da aldeia de Entreáguas.

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A capela de S. Miguel à entrada da mesma aldeia.

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Passagem pelo carvalho centenário da Fontanheira, classificado como árvore de interesse público.

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O percurso encontra então a auto-estrada A25 e segue durante quase 1km ao longo da mesma.

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Abandonamos então o percurso do CSCVV para nos dirigirmos até à aldeia de Reigoso onde terminou esta caminhada.

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O percurso continua em direção a Santiago pelo concelho vizinho de Sever do Vouga, no entanto, à data deste artigo, desconheço se o caminho se encontra marcado a partir daí.

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Chegada à aldeia de Reigoso onde o transporte aguardava os caminhantes para os levar ao ponto de partida após um percurso bastante agradável com cerca de 13 km.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 13 km

Tempo: 3h30 (+/- com paragens para fotos e caches)

Tipo: linear

Dureza física: 2/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 3/5

Marcação: 5/5 (setas amarelas)

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo:

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: paisagens rurais e florestais, património histórico

Pontos negativos: alguns aviários pelo percurso, a parte junto à A25

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