Há já algum tempo que acompanho este interessante e louvável projecto cujo objectivo é limpar as lixeiras ilegais existentes nas nossas matas. Muitas vezes, quando percorremos os trilhos e caminhos florestais acabámos por encontrar os resultados da nossa falta de civismo e de consciência ambiental.
Assim deixo aqui as informações sobre o projecto para que se divulgue ainda mais e acabe por ter um impacto real no nosso ambiente.
Projecto Limpar Portugal
Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado.

Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de 6000 voluntários.
Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.
Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!
Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, www.limparportugal.org, onde tem toda a informação de como o fazer.
O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento.
No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.
“Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?"
Mais uma vez juntei-me ao grupo ANDAR de Oliveira de Azeméis para uma caminhada.
O destino desta vez foi Lamego, para percorrer o PR1 - Serra das Meadas.
Depois de uma viagem de autocarro que aproveitei para recuperar algumas horas de sono, chegámos ao Destino.
Este percurso divide-se em três partes distintas: uma dentro da cidade, outra de subida e descida à serra e finalmente uma zona mais rural. A organização do ANDAR decidiu não iniciar o percurso no centro da cidade, mas antes começar a cerca de 1,5 km (junto à aldeia de S. João) para poupar-nos à passagem pelo centro da cidade e à subida inicial.
Fiquei um pouco triste por não poder percorrer o trilho integralmente, no entanto, com tamanhas paisagens, depressa esqueci isso.
A certo ponto, começamos a dirigirmo-nos para o Parque biológico de Lamego.
Seguimos então pela estrada, passando junto ao acesso para a entrada do parque.
As vistas para sudoeste.
A estrada segue então junto ao bosque do parque biológico, uma área cercada que deslumbra pela vegetação densa e pouco comum, toda coberta por musgos.
Uma zona onde existe um parque de merendas, muito agradável por sinal.
Jogo de reflexos num tanque de água.
Um alinhamento de cedros.
O grupo caminhava entusiasmado, uns mais à frente, outros mais para trás, cada um ao seu ritmo.
Pouco depois, abandonámos a estrada, virando à esquerda, seguindo por um caminho largo de terra batida e saibro.
A paisagem.
As vistas olhando para trás.
Para oeste, gigantes de ferro e fibra moviam-se ao sabor do vento que neste dia soprava frio.
A descida em direcção à cidade de Lamego.
As marcas não deixam dúvidas... é mesmo por ali!
O caminho encontrava-se em muito mau estado nalgumas zonas, devido às recentes chuvadas. Aqui jipes não devem conseguir passar.
à entrada de Penude de baixo, encontrámos uma local que agradou a todos para pararmos e almoçar.
Diga-se que não era preciso nenhum sítio especial, pois a fome já apertava há um bocado.
Uma paragem no centro da aldeia para os cafeinó-dependentes.
Seguimos pela estrada...
... até encontrar este pequeno trilho que nos levaria de volta a Lamego.
Esta é a parte do percurso que atravessa uma zona essencialmente de campos agrícolas.
Um pequeno burro observava curioso o grupo a passar.
O grupo andava com desejos de castanhas e pensavam encontrar muitas ao longo do percurso. Mas expectativas saíram goradas...
... pois o que se encontrava mais eram bolotas.
O trilho que seguimos...
... alternava entre zonas de campos e zonas de pastagens.
Ao caminhar no Outono, a natureza não deixa de nos presentear...
... ou tentar com frutas. Uma cornucópia de sabores...
Passámos bem próximos da zona das caves do espumante "Raposeira". Vai um brinde!?
Começamos então a circular entre zonas residenciais, no meio das quais surgiu esta pequena capela.
Junto à rotunda Dr. Ferreira Amaral, uma expressiva frase: "Os povos só são verdadeiramente livre quando aceitam, reconhecem e aplaudem a liberdade dos outros".
Já próximos do centro da cidade, passámos junto à Capela de Stº António.
E ainda junto à Igreja de Almacave...
... onde reza a história que D. Afonso Henrique tesá reunido a sua cúria, em Setembro de 1143, no regresso de Zamora depois de assinar o tratado que nos deu a nossa independência.
Pelas ruelas do centro, em direcção ao Castelo...
... já se viam as muralhas.
A passagem na Porta dos Fogos que dá acesso à área fortificada do centro histórico.
Uma das ruas mais pitorescas que pude observar.
A torre do castelo de Lamego.
O castelo encontrava-se fechado, mas o local foi um pretexto para tirar a foto de grupo da praxe
Uma outra perspectiva da muralha.
O grupo ainda estava com vontade de caminhar, e nada melhor do que...
... atacar a escadaria do Santuário da N. Srª dos Remédios.
A meio da escadaria, a vista para a cidade.
Já junto à Igreja.
Este foi um percurso com áreas distintas (Cidade / serra/ campo) que provavelmente terá como objectivo tentar agradar a todos, mas também corre o risco de não agradar totalmente a ninguém. Pessoalmente gostei da zona do bosque no topo da serra e da parte dos campos. Aquele estradão entre o alto da serra e Penude não tem muito que se lhe diga, mas vale pela paisagem. Há quem não tenha gostado de passar pelo centro da cidade, mas eu até achei piada por nos levar a descobrir os monumentos da zona histórica. Tive somente pena de não ter feito o percurso integralmente, pois por cerca de 1 km e pouco acabei por não completar o circuito. Talvez um dia o complete. Podem encontrar a oferta de Percurso pedestres da Câmara Municipal de Lamego clicando aqui. Resumindo, foram cerca de 10,5 km percorridos calmamente na companhia do grupo bem disposto do ANDAR. Até à próxima.
Boas caminhadas
Darasola
Isto nem foi bem uma caminhada, mas antes um passeio com amigos para pôr a conversa em dia sem estarmos fechados num café.
O tempo não estava muito bom, mas S. Pedro lá nos fez o favor de aguentar os baldes e ainda deu para esticar as pernas entre a Central do Parque Eólico da Freita, o "radar" e o S. Pedro Velho.
Acho que nunca tinha estado tão perto do "radar". Na placa é possível ler "Força Aérea - Esquadra n.º 12 - Destacamento S. Pedro-o-velho"
Seguimos ao longo da rede virada para a vertente norte da Serra, com algum receio dos caçadores armados que por lá andavam também.
As vistas para o vale de Arouca são sempre fantásticas e esta perspectiva era nova.
A vista para a zona da partida.
A última estrutura construída no recinto do "radar". Será algum sistema de vigilância do espaço aéreo nacional?
Chegados ao alto do S. Pedro Velho, junto ao marco geodésico, o nevoeiro começou a surgir. O D. Sebastião é que nem vê-lo....
Vimos foi uma vaca arouquesa estranhamente sozinha. Por estar a chegar o final da tarde, despertou-nos a curiosidade e passámos por perto. A causa desse estranho comportamento... levantou-se do meio dos feitos e abanou o rabinho ao saudar a sua chegada à vida! Um pequeno vitelo que devia ter nascido umas horas antes. A fiel mãe cuidava da cria até que tenha forças suficientes para a acompanhar até casa. Fiquei encantado com esta nova vida...
Regressámos à zona do ponto de partida contornando a Sul do bosque de pinheiros junto ao "radar".
A subida por uma picada debaixo da linha de alta tensão...
... até alcançar as ruínas de uma das várias antigas casas da guarda florestal.
Um belo património que se vai pouco a pouco degradando, vítima da falta de civismo do "tuga" que, por ver tudo ao abandono, acha-se no direito de destruir. Seria bom que a CM de Arouca tentasse chegar a um acordo com a Direcção Geral das Florestas ou outra qualquer entidade que possua os direitos destas casas para poder aproveitá-las em serviço da comunidade. Quem sabe até como estrutura de apoio ao pedestrianista que queiram percorrer a Grande Rota 28.
Já perto do local da partida, o nevoeiro tomou conta da serra transformando-a num cenário de uma história de Stephen King.
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