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Convidado para participar numa caminhada no percurso pedestre "Caminhos e Encruzilhada de ir à fonte", desloquei-me até a uma zona do Algarve de que gosto muito: o barrocal. Neste caso, o barrocal de S. Brás de Alportel.

O percurso inicia-se no cruzamento da Fonte Mesquita. Para chegar lá, partindo de S. Brás de Alportel, devemos entrar na E.N. 270, seguir em direcção a Tavira e virar à direita no cruzamento para a Fonte Mesquita.


A sinalizar o início do percurso está um painel informativo...

... com o habitual mapa do percurso e as informações mais pertinentes, como por exemplo, a distância (9 km), a duração média (3h), etc.

o caminho surge ao virar a esquina desta casa...

... e segue por um pequeno trilho, monte acima, pela zona da Mesquita Alta.

O grupo estava bem composto com 13 caminhantes bem dispostos.

Pelo caminho surgiram vários pequenos "postes" de madeira com uma pequena placa informativa com as informações mais relevantes sobre o local. Na imagem, o primeiro informava sobre...

... o Poço do Monte Negro, cuja arquitectura e solidez da construção são apontados como prova de que já terá algumas centenas de anos.

A vista para o barrocal algarvia e a Serra do Caldeirão em pano de fundo.

A manhã estava agradável e o grupo caminhava com entusiasmo.

Pelos campos em redor, várias amendoeiras. Pena esta não ser a época da floração. Este percurso terá certamente um encanto especial nessa altura.

Um pouco mais adiante, surgiu mais um "poste" informativo com a referência à perspectiva da paisagem do local...

... o Vale do Bengado, cuja vegetação é predominantemente mediterrânica. Segundo a placa, um dos montes que ladeiam este vale poderá ser o "foradoiro", lugar onde, de acordo com a Crónica da Conquista do Algarve, os mouros se esconderam dos cristãos após a batalha no Desbarato.

O grupo, durante a descida do vale.

A vegetação.

Passámos por alguns campos de cultivo: belos quintais...

... e atravessámos a ribeira (seca) do Bengado.

Em direcção às Minas de água, que não consegui identificar.

Ao longo do percurso existiam marcações antigas e outras mais recentes. Curiosamente algumas estavam mal colocadas, estando a apontar para cima ou pintadas ao contrário.

A organização tinha deixado uma prenda a meio do percurso: uma geleira com pão caseiro, mel regional e vinho... do Porto. O pessoal, que já começava a acusar o desgaste pelo calor que começara a fazer-se sentir, ficou logo muito mais animado.

Uma flor de cardo com inquilinos.

Mais à frente um batatal muito bonito e simétrico.

Sensivelmente a meio do percurso, mais uma placa informativa...

... perto da travessia da E.N. 270

Uma chaminé algarvia.

Uma curiosa "curiosa" pois já tinha a cruz, mas possuía uma caveira gravada na pedra.

Apesar de seguirmos em direcção a Mesquita Baixa, o percurso subia ligeiramente.

A vista para o vale a sul, onde se avistava uma pedreira.

Papoilas fechadas.

Chegados à estrada, encontrámos o Poço Velho...

... com esta quadra de José Vicente de Brito inscrita na placa:

"Corre o tempo velozmente

E nós também da mesma sorte

Como as águas da corrente

Correndo vamos para a morte."

Neste local, a sinalética era confusa com cruzes a indicar caminho errado em ambas as direcções da estrada. Acabámos por descer para Sul.

Até avistar esta placa indicando que estávamos no bom caminho.

O geoponto da Mesquita é um pequeno monumento que assinala um aspecto geológico particular, neste caso, o facto da pedreira se situar na Brecha Avermelhada da Mesquita, que pertence à formação geológica do Cerro da Cabeça. Esta área encontrava-se em tempos remotos o fundo do oceano, com luxuriante recifes de corais onde se acumularam restos dos animais que viviam nesse habitat. Da cimentação destes elementos resultaram as rochas que se encontram neste local: um calcário rico em restos de animais fossilizados (espongiários, crinóides e corais). As rochas extraídas deste local são sobretudo utilizadas no construção civil.

Lá continuamos o nosso percurso por mais um estradão de terra entre muros de pedra (alguns com mais de dois metros de largura), oliveiras e alfarrobeiras.

Chegados à estrada, já perto do ponte de partida, uma referência a este moinho com uma roda de água bastante impressionante.

O regresso ao ponto de partida.

Foi um percurso agradável que encanta pelas suas paisagens e vegetação tipicamente mediterrânica. Pessoalmente, gosto muito do Barrocal algarvio que me traz boas recordações. A caminhada proporcionou também um bom convívio com pessoas que não conhecia, prova que o pedestrianismo é muito mais do que simplesmente caminhar.

Um belo percurso que recomendo.

Podem encontrar mais informações deste percurso num livro publicado pela Região de Turismo do Algarve, cuja versão em PDF poderão encontrar aqui.

Boas caminhadas

Darasola

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