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Caminhos do Montemuro - PR1 - Arouca

por darasola, em 24.08.09

a última caminhada que realizei acabou por ser o PR1 de Arouca - Caminhos do Montemuro que, tal como o nome indica, explora a extremidade nordeste do Concelho de Arouca. Já tinha percorrido uma parte do percurso quando o mesmo foi inaugurado, no entanto nessa altura tinha sido encurtado numa parte para facilitar a caminhada inaugural às pessoas com menos resistência.

Convém lembrar que este é o maior percurso de pequena rota (PR) do concelho de Arouca, sendo ultrapassado apenas pela grande rota 28 (GR28) que tem um percurso de sensivelmente 90 km.

Iniciei o percurso junto à capela da Srª do Monte, em Alvarenga.

A partir dessa capela (local aconselhado para estacionar) surgem duas alternativas: pode-se fazer o percurso seguindo a ordem dos ponteiros dos relógios (vai-se para Bustelo)...

... ou então seguir a ordem inversa (vai-se para S. Pedro do Campo).

As duas opções surgem nesta portela. Optei por seguir pela esquerda em direcção a Bustelo. No final da caminhada acabei por terminar pelo trilho da direita.

Depois de caminhar por uma zona mista de terrenos baldios e plantações de eucaliptos, cheguei a este belíssimo cenário rural.

Um pequeno caminho rural entre zonas de campos cultivados e sombras de castanheiros, por onde a água corria alegremente.

Mais adiante fiz um pequeno desvio para apreciar a pequena capela de Bustelo, com o seu telhado de xisto.

O percurso atravessa então a pequena aldeia de Bustelo e a estrada principal da zona, junto à qual se encontra o café local. Até aqui tinha percorrida sensivelmente 3 km.

Continuei pela estrada até chegar ao Ribeiro de Bustelo e à sua pequena ponte...

...à beira da qual se encontrava este belíssimo espécimen da raça arouquesa que ficou curiosa com o que eu andava a fazer. No horizonte da foto, pode ver-se o topo da serra onde este percurso me haveria de levar.

Pouco depois da ponte o percurso abandona a estrada e vira à direita, seguindo novamente por caminhos rurais.

Segue-se pelo da direita até encontrar novamente uma zona de campos agrícolas.

Junto a uma habitação acabei por encontrar novos amigos, que ficaram a choramingar com a minha partida. Quase que apetecia ficar com eles.

A paisagem é muito agradável, cheia de verdura, isto apesar de estar no pico do verão.

Quantos e quantos carros de bois carregados não terão passado por aqui até deixarem as suas marcas gravadas na pedra?

Mais alguns exemplares bovinos pastando na verdura.

Cheguei então à aldeia de Noninha, onde aproveitei uma sombra de uma castanheiro para almoçar mesmo junto à estrada.

No centro da aldeia, o barulho e frescura da água do Fontanário foram um convite irresistível para mais uma paragem. Aproveitei para encher o meu cantil pois sabia que a parte mais difícil do percurso ainda estava para vir.

O percurso continua pelas ruelas da aldeia sempre com o topo da serra como pano de fundo.

Em primeiro plano, campos de milho que contrastam com a aridez da serra numa zona que foi fustigada pelo fogo. Mais ou menos ao centro da serra vê-se o trilho pelo qual haveria de subir.

O percurso começa então a virar 180º para a zona deste campos e currais...

... até à área onde se vêem ainda os vestígios do fogo.

Aqui começou a primeira subida séria do percurso por este pequeno trilho cuja principal característica é uma forte inclinação em poucos metros de distância.

já no topo da subida do caminho. Ao fundo, o local onde foi tirada a foto anterior.

O percurso segue então pela cumeada da serra em direcção ao seu ponto mais alto nesta zona. A noroeste era possível avistar a zona de Nespereira.

Olhando para trás, uma panorâmica sobre as Serras da Arada e da Freita.

Self picture!

Depois de ter contornado pela vertente noroeste este muro, aproveitei para tirar uma foto. Imagino o trabalho que deve ter sido construir aquele muro nesse local.

Já próximo do cume, cheguei a um local onde começam a surgir as torres eólicas dos vários parques eólicos ali existentes.

O VG (Vértice Geodésico) da Pedra alçada no ponto mais alto do concelho de Arouca a 1222m.

As vistas para nordeste são deslumbrantes.

Segui então pelo caminho de acesso do parque eólico até chegar à zona desta cancela, onde o percurso vira à direita para Este.

Junto à cancela existe um painel informativo colocado pelo parque eólico que informa que esta zona ainda está dentro da área de influência de algumas matilhas de lobos ibéricos disseminadas a sul do rio Douro.

No mapa existente, facilmente se percebe que a Arada e Montemuro ainda são zonas por onde o lobo ibérico se movimenta.

O caminho continua descendo em direcção...

...à capela de S. Pedro do Campo.

Uma capela sui-generis perdida na solidão da serra. Apesar disso é um local bastante concorrido no verão, quando as pessoas aproveitam o parque de merendas aí existente para um dia de convívio.

O PR continua para sul em direcção a estes montes.

Pelo caminho encontrei uma das placas de direcção do percurso tombada no chão. É claro que a falta de civismo das pessoas é muitas vezes a causa de tais situações, mas é também importante haver uma manutenção efectiva dos percursos.

Seguindo pelo caminho em paralelos, o percurso abandona-o um pouco mais abaixo e segue à direita pelo caminho de terra que se vê na foto.

Sempre presentes: as torres eólicas!

Mais uma central de apoio das torres eólicas.

Depois de subir mais um cume (alto do Vale de Asno), voltámos a descer. Junto à torre eólica que se vê em 1º plano, seguimos pela direita para apanhar outro caminho, mais tradicional, ... que se inicia...

... junto a este vestígio pré-histórico: o Menir da Jogada.

As informações que encontrei sobre o menir são as seguintes: Monólito de granito, sumariamente afeiçoada, fincado no terreno à berma do estradão; mede 1,18 m de altura; apresenta um lajeado de base, de planta circular, com 4,30 m de diâmetro, definido perifericamente por blocos de maiores dimensões; ocupa uma portela, a nascente da ribeira da Noninha e a poente do Vale do Asno; terá sido utilizado como marco territorial em tempos históricos, situação que justificará a inscrição de idade histórica que ostenta numa das faces.

O percurso segue encosta abaixo descendo em direcção à portela do início do percurso. As vistas a partir deste ponto são fantásticas. Parece que a encosta da serra é um grande prado verde.

Eram muitas as vacas que por lá pastavam. Em 2º plano na foto, a perspectiva sobre a aldeia de Noninha, lá bem ao fundo, por onde tinha passado umas horas antes.

Sempre presentes os moinhos dos tempos modernos.

Noninha, mais uma vista sobre a aldeia ao fundo do vale.

Do outro lado do vale, o cume do VG da Pedra Alçada por onde também tinha passado umas horas antes.

A descida final com a sombra da Capela da Srª do Monte na serra adiante.

Mais uma perspectiva diferente.

O regresso à portela por onde tinha passado nesse dia de manhã.

Antes de voltar à capela, olhei satisfeito para toda a envolvência da serra que palmilhei ao longo do dia. Fantástica, sem dúvida! É grande a satisfação que se obtém depois de um dia bem passado em comunhão com a natureza.

Finalmente, dirigi-me à capela para voltar a apreciá-la devidamente, visto que de manhã não tinha tido essa oportunidade. O local proporciona também umas vistas fantásticas.

Acabei por fazer quase 22 km ao longo deste dia, com 950m de subidas acumuladas. É possível realizar o percurso em cerca de 6 horas sempre a caminhar, mas obviamente demorei um pouco mais devido às paragens.

O mapa do percurso.

O gráfico de altimetria.

Boas caminhadas

Darasola

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