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Depois de um longo período sem nenhuma actividade ligada ao pedestrianismo, não por ter esmorecido o entusiasmo, mas por ter estado envolvido em outros projectos pessoais, regressei às aventuras pelos trilhos.

Desta vez foi para uma subida de rio, organizada pelo grupo folclórico de Arões, pelo Teixeira acima.

O ponto de encontro foi na pequena aldeia de Lameiras, onde nos esperava o autocarro para nos levar a poucos quilómetros do local.

Foi nesta ponte, na estrada que liga Vale de Cambra a S. Pedro do Sul (EN227) que começámos o percurso.

O acesso ao rio estava "condicionado", mas nada que não se conseguisse facilmente ultrapassar. No entanto, alguns optaram pela maneira mais difícil (veja foto acima)..

... e isso acabou mal! Um dos elementos do grupo acabou por cair. Felizmente a queda (mais ou menos 4 metros) não teve consequências graves e tudo não passou de um susto e alguns arranhões. Felizmente que os bombeiros nos acompanhavam com as cordas necessárias para o resgate.

Esta é a pequena quinta que fica junto à ponte.

A vista da ponte a partir do rio.

O grupo seguiu então até ao rio. Como podem ver pela foto, a queda não afectou o entusiasmo do participante.

O 1º contacto com o rio! Apesar de ter tentado durante algum tempo percorrer o rio, saltando de pedra em pedra, a verdade é que a humidade e a vegetação que as cobria tornavam-nas extremamente escorregadias. Era mais sensato ir mesmo a banhos e molhar o calçado

Os mais temerários não resistiram à tentação da água e foram logo para a água.

Alguns fizeram-nos de uma forma bem acrobática!

O percurso continuou rio acima, passando por locais mais difíceis de transpor e outros com um encanto inegável.

Chegámos então à zona da central da mini-hídrica. Este é o local onde as águas criam a energia eléctrica. A questão das mini-hídricas é polémica visto que tem um forte impacto ambiental nos habitats das espécies animais e vegetais onde são instaladas. Isto para não falar no facto das instalações constituírem um "cancro" nesta paisagem fantástica.

O grupo continuou rio acima, passando por vários locais com piscinas naturais, tal como se vê nestas fotos.

Outra perspectiva.

Fan-tas-ti-co!

Junto a esta fantástica piscina natural, existem estruturas rudimentares para facilitarem o acesso.

Mais uma escadinhas que nos levaram...

...até à Tquinta de S. Francisco.

Suponho que esta quinta seja algum acampamento-base de escuteiros, pois as construções e a forma cuidada em que se encontra toda essa área são típicas dos acampamentos de escuteiros. Francamente, adorei toda a área e teria imenso prazer a passar uns dias acampado por lá, longe de toda a confusão do dia-a-dia.

A partir da quinta, saímos do rio e fomos subindo pelo estradão de acesso à quinta...

... em direcção ao caminho de acesso ao tão falado "túnel".

A subida foi extremamente inclinada e por isso o grupo voltou a separar-se consoante a resistência de cada um.

Uma vista da mesma zona do túnel e o leito do rio. Fruto da barragem da mini-hídrica existente a montante, esta parte do rio leva pouca água e acaba por ser uma paisagem menos bonita. Este é um dos grandes inconvenientes das mini-hídricas que transformam completamente os leitos dos rios.

 

Mesmo assim, isso não demove os apreciadores de actividades radicais que aproveitam os declives do terreno para emoções fortes.

Já no caminho de acesso ao túnel. O que se vê na foto é a protecção da conduta de água que vem da barragem até à zona da central das turbinas. A água é canalizada ao longo de alguns metros para ganhar mais força e, desta forma, mover as pás das turbinas.

Para isso tudo, foi necessário atravessar a montanha, criando o tão falado túnel.

A 1ª parte do grupo junto à entrada do túnel.

O aspecto da entrada do túnel. O túnel é muito pequeno e, não fosse o facto de fazer uma curva, seria possível da entrada ver a luz ao fundo.

Dentro do túnel, já com a saída à vista. Para alguns, atravessá-lo foi uma pequena aventura.

Depois da travessia pelo escuro, voltámos à intensa luz do sol e descemos por uma zona bastante acidentada e com muitas silvas até chegar novamente ao rio. Temo que dentro de pouco tempo, esta zona esteja completamente impraticável devido às silvas. Para a próxima será necessário levar catanas!

Pouco depois, chegámos àquele que foi, quanto a mim, o local mais bonito do percurso: o Poço negro. É uma lagoa enorme, com uma queda de água lindíssima. A zona é simplesmente fantástica!

Claro está que o pessoal aproveitou para ir (novamente) a banhos, e alguns, de forma acrobática! Estivemos mais ou menos 45 minutos à espera que chegasse o grupo dos últimos!

Bem próximo, passa a tal conduta de canalização da água.

E mais acima, encontrámos a barragem - Aproveitamento Hidroeléctrico do Carregal.

Um aspecto da barragem.

Vista sobre a pequena albufeira.

O grupo aproveitou o local para um repasto ao ar livre e um convívio muito agradável.

O percurso continuou...

... ao longo de uma zona de cultivo, mas sempre junto ao rio.

Foram surgindo mais cascatas muito bonitas, mas nenhuma conseguiu igualar em grandiosidade e beleza a do Poço Negro.

Ainda houve um momento para "desportos radicais", pois nesta zona, não havia outra alternativa para passar a não ser as cordas que estão estrategicamente colocadas no local.

O elemento H2O não deixa de nos surpreender pela beleza que consegue criar. Mais uma razão para não esquecer o quanto este líquido é valioso e a importância de o poupar e preservar!

Já perto de Manhouce, um pequeno moinho abandonado ainda estava num estado bastante razoável. Quanta farinha não terá sido ali produzida...

Finalmente, o percurso terminou junto à ponte romana de Manhouce...

... por onde passava a antiga via romana que ligava a Viseu.

Finalmente Manhouce. Ainda houve tempo para um pequeno convívio no largo junto à rotunda de Manhouce, onde aproveitámos para partilhar as sensações vividas ao longo deste dia. Devo dizer que gostei muito de ter participado neste convívio pois o percurso é lindíssimo e as pessoas que conheci foram sempre muito simpáticas e divertidas.

Cá está o gráfico de altimetria do percurso, onde se destaca a subida de cerca de 200m até ao acesso ao túnel.

E finalmente a carta militar com o percurso assinalado.

Boas caminhadas

Darasola

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