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A última caminhada Darasola reuniu um pequeno grupo de amigos para uma aventura nas margens da Barragem do Azibo, perto de Macedo de Cavaleiros. O percurso acabou por ser um improviso, uma vez que a intenção inicial não era esta. Partindo da praia fluvial existente no local, acabámos por seguir ao longo das margens da albufeira do Azibo, uma zona protegida, num percurso que nos obrigou a algum corta-mato, até conseguirmos alcançar o Trilho Ricardo Magalhães. Ao longo da caminhada encontrámos várias infra-estruturas de apoio, como zonas de merendas e de descanso, cais de embarque, observatórios de aves, etc. Passámos pela simpática aldeia de Santa Combinha e regressámos ao ponto de partida depois de cerca de 8 km. Foi uma caminhada agradável num dia de sol, mas de frio intenso, em que nos valeram as roupas quentes e o entusiasmo para resistir às baixas temperaturas. Obviamente que todo este cenário terá outro encanto no verão, mas nesta altura, podemos dizer que estava quase tudo por nossa conta. No final, contabilizámos cerca de 8 km, sem nenhuma dificuldade. Esperemos que este tenha sido o retomar das caminhadas regulares.

Iniciámos o percurso junto à praia fluvial.

Painel representativo da área da albufeira do Azibo.

A vista para a praia fluvial.

O restaurante local, onde estava tudo preparado para a chegada de um casamento.

Para quem quiser ir a banhos. Com o frio que estava, deixámos para outra vez.

Foto artística. Não me perguntem o que é aquele objecto.

Seguindo junto à água.

Um pequeno prado, por onde regressaríamos.

O trilho foi sempre junto à linha de água.

Subida a uma fraga.

A fraga do desejo. Ainda houve quem atirasse uma moeda à barragem.

Mais um prado, numa zona de merendas.

Blue

O cais de embarque parece flutuar entre a água e o céu.

No cimo de um penedo se contempla o mundo... a barragem também.

A paisagem é lindíssima.

Existe ali uma "quase ilha", que aproveitámos para visitar.

Uma testemunha do tempo.

Encontrámos então marcações de um percurso marcado.

Trilho Ricardo Magalhães.

Um observatório de aves.

A vista a partir do observatório. As aves não marcaram presença.

Montes de bolotas.

Afinal ainda houve uma ave.

A vista para a torre de captação, com a paisagem circundante.

Sobreiros ou azinheiras?

O trilho.

Uma ligeira subida.

Centro interpretativo de Santa Combinha.

Existe um mini-museu / loja, mas estava fechado.

Painel informativo.

Caminhando em direcção à aldeia.

Passando junto ao cemitério local.

Até chegar à aldeia.

A capela local com o aspecto típico da fachada de Trás-os-Montes.

Placa do PR - Trilho Ricardo Magalhães.

A descida para a zona da praia fluvial.

Bastou seguir a linha de água para chegar à albufeira.

Lindíssima paisagem.

Boas caminhadas

Darasola

PS: Só a título informativo, existem vários trilhos na zona do Azibo:

TRILHO DOS CARETOS
Percurso: Praia da Ribeira / Casa do Careto / Igreja Matriz de Podence / Praia da Ribeira
Distância: 4 145 m
Duração do Trajecto: aproximadamente 1 hora

C. Verde de Vale de Prados
Percurso: Macedo de Cavaleiros / Vale de Prados / Albufeira do Azibo / Macedo de Cavaleiros
Distância: 9 254 m
Duração do Trajecto: aproximadamente 2 horas

Trilho Ricardo de Magalhães
Percurso: Santa Combinha / Albufeira do Azibo / Santa Combinha
Distância: 2 554 m
Duração do Trajecto: aproximadamente 45 minutos

Trilho dos Fornos
Percurso: Museu Rural de Salselas / Valdrez / Albufeira do Azibo / Núcleo Central da PPAA / Salselas
Distância: 10 253 m
Duração do Trajecto: aproximadamente 2 horas

Trilho dos Quercus
Percurso: Praia da Fraga da Pegada / Rotunda de Stª Combinha / Rio Azibo / Albufeira do Azibo / Núcleo Central da PPAA
Distância: 10 573 m
Duração do Trajecto: aproximadamente 2 horas e meia

Ciclovia do Azibo
Percurso: Praia da Ribeira / Núcleo Central da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo
Distância: 15 559 m

Para mais informações, consulte www.azibo.org

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Deixo aqui a sugestão para este percurso descoberto um pouco por acaso quando avistei na estrada umas placas indicando “gravuras rupestres”. Impelido pela curiosidade e interesse por esse tipo de vestígios arqueológicos, lá fui seguindo os sinais até encontrar este pequeno percurso que corresponde ao Itinerário Arqueológico do Vale do Tâmega.

Iniciei o percurso talvez pelo lado de mais difícil acesso, seguindo por um estradão estreito em paralelos entre casas e monte acima, até alcançar um local onde existe esta placa informativa. Nela constam as seguintes informações: Este itinerário integra vários sítios e monumentos arqueológicos das freguesias de Peroselo, Luzim e Boelhe. Estes núcleos patrimoniais encontram-se devidamente sinalizados ao longo de todo o percurso, tendo-se requalificado as suas envolventes.

Segui então monte acima, passando junto de uma pequena pedreira, até alcançar esta curiosa construção que podem ver na foto.

Impressionado por tamanha construção, fiquei com altas expectativas em relação às gravuras.

Este é o acesso às gravuras rupestres de Lomar.

Cá estão elas. Um pouco decepcionante, esperava um pouco mais, mas não deixa de ser interessante.

Uma outra perspectiva para o bloco com as gravuras.

Deixo aqui a descrição do local, encontrada no painel informativo:

Este núcleo de arte rupestre integra quase cem insculturas de motivos variados, talhadas num pequeno penedo granítico aplanado que se destaca do solo. Entre os símbolos representados abundam os pedomorfos agrupados e alinhados em diferentes posições, inúmeras fossettes, e ainda alguns motivos halteriformes e paracirculares. Desconhece-se o verdadeiro significado destes núcleos artísticos, bem como a simbologia dos motivos representados. Os pedomorfos, por exemplos, muito comuns neste tipo de arte rupestre, são normalmente interpretados como a representação esquemática do pé humano, podendo associar-se à ideia de um percurso ou caminhada. Há contudo, várias interpretações que relacionam esta arte esquemática e abstracta não só com a sacralização dos lugares, mas também com a delimitação territorial e/ou com rituais iniciáticos.

Como se pode ver pela placa, o percurso ainda é recente, talvez por isso não esteja muito divulgado. O mesmo não é bem um percurso pedestre, uma vez que não segue as normas existentes em Portugal, nomeadamente no que diz respeito às marcações.

Não existem marcas pintadas, mas todo o caminhos está assinalado com "calhas" de madeira no chão, de cada lado do caminho, parecendo quase carris. Nos cruzamentos existe sinalização indicando o caminho correcto. Segui então pelo caminho, ao longo de quase 1 km até chegar à outra zona de interesse onde existe o Menir de Luzim e as Pegadinhas de S. Gonçalo.

Aqui também, volto a deixar as informações que encontrei por lá:

Menir de Luzim: Os menires são monumentos megalíticos integrados num fenómeno cultural que começa a marcar a paisagem europeia a partir do Vº milénio a.C., e que se traduz por uma arquitectura monumental, caracterizada pela construção de estruturas com blocos pétreos de grande dimensão. Ao passo que as antas ou dólmenes constituem monumentos funerários, os menires poderiam assinalar lugares de reunião de comunidades pré-históricas afins, projectando também os seus ideais sagrados, voltados para o culto da fecundidade, marcada pelo carácter fálico destes monólitos. Podem também ser interpretados como marcos de território e/ou como ponto de observação dos astros, conjugando aspectos intimamente ligados à exploração e fertilidade do solo, do qual dependiam cada vez mais estas sociedades, progressivamente sedentárias. No caso concreto do menir de Luzim, a sua localização pode também estar associada à proximidade da necrópole da Tapada de Sequeiros.

 

Pegadinhas de S. Gonçalo

As gravuras rupestres conhecidas como “pegadinhas de S. Gonçalo” revelam quatro pedomorfos, orientados a Nascente-Poente, articulados com cinco fossettes ou “covinhas”, e ainda um motivo geométrico em “T”, relacionado com outras duas fossettes. Não pode precisar-se a sua datação, mas é genericamente aceite que esta arte rupestre é mais recente que os monumentos megalíticos aos quais se associa, desenvolvendo-se a partir do IIIº milénio a.C. até à Idade do Bronze. Durante este período começa a abandonar-se a construção dos grandes túmulos colectivos em favor de enterramentos individuais em cista, coincidindo com uma ampla e comprovada reutilização de dólmenes, factor que poderá justificar a presença destes núcleos artísticos em áreas de necrópoles megalíticas.

Regressei então pelo mesmo caminho...

... apreciando a paisagem envolvente do vale do Tâmega.

Uma descida até ao Tâmega?

Não! Apenas uma bela perspectiva sobre a albufeira da barragem próxima.

Regressei à zona das gravuras rupestres e segui até ao ponto de partida, por se tratar, obviamente, de um percurso linear.

O percurso é simples e sem dificuldades, ideal para uma passeio em família. Contem com 1,4 km para cada lado.

O mapa do percurso. O ficheiro GPS está também disponível na conta do Wikiloc.com do darasola (podem encontrá-la ao fundo, no lado esquerdo do blog).

Boas caminhadas

Darasola

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