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Decidi incluir este post num blog de caminhada apesar de não ser uma "verdadeira" caminhada. Apenas se trata de uma descida com cerca de 300m por uma escadaria degradada, no meio da vegetação típica da Serra da Arrábida. Estou a falar da Gruta ou Lapa de Stª Margarida, uma cavidade natural existente no sopé da serra, entre o Portinho da Arrábida e a praia de Alpertuche.

Para chegar lá, é necessário ir para o Portinho da Arriba e mais ou menos 500m antes de chegar aos semáforos, existe o lar de férias da Casa do Gaiato (na foto).

Do lado oposto existe um pequeno caminho particular de acesso a uma propriedade privada com o nome "Casal de Stª Margarida" e do lado esquerdo aparece o início do trilho no meio da vegetação.

Não há que enganar, é por aqui a baixo!

À medida que avançamos, a vegetação vai deixando pouco a pouco ver o azul do mar.

As escadas já tiveram obviamente melhores dias, mas nada de especial para quem anda por trilhos, mas para quem for em família, em especial com crianças, convém ter algum cuidado.

Ziguezagueado serra abaixo...

Um barco que andava a fazer a visita turística à costa da Serra da Arrábida.

O mar começava a revelar os seus segredos, em especial as águas de azul turquesa ou verde esmeralda.

Para quem estiver cansado, sempre podem parar e sentar para retomar o fôlego ou ganhar coragem para o regresso.

Um pouco afastado do trilho, no meio da vegetação está um cruzeiro.

A escadaria termina neste local e como se vê pela foto existe um entrada com uns degraus no interior da serra.

Descendo por ali...

Existe uma placa indicando que se trata de uma propriedade privada, no entanto não encontrámos qualquer sinal de restrição, como tal deverá ser essencialmente para relembrar que o património é para ser respeitado.

No meio da gruta, deparamo-nos logo com esta inesperada construção: uma pequena capela!

Este pequeno altar estará provavelmente ligado à existência do Mosteiro da Arrábida, bem próximo do local, mas a outra cota de altitude da mesma serra e terá provavelmente servido como local de retiro espiritual dos monges (a suposição é minha e não confirmada). Quando entrei na capela, vi claramente um pequeno vulto a passar em cima do altar, que calculo ter sido de alguma ratazana (sim, elas também têm o direito de andar por ali).

Do lado esquerdo da capela existem estas aberturas para o mar...

... que nos proporcionam estas vistas.

Convém ter cuidado pois o mar ainda está a uns metros e o terreno é perigoso.

As águas claras facilmente deixavam ver os cardumes de peixes que por ali andavam.

Depois de explorada, o caminho é o mesmo. A subida para a luz tem algo de fantástico.

Com flash, é possível ver que a gruta tem sofrido a acção de alguns vândalos, pois vê-se por ali muitas pinturas e lixo, bem como vários vestígios de fogueiras. É uma pena que nem toda a gente saiba respeitar um local único como este.

Como disse, isto não é uma caminhada, mas este pequeno trilho levou-me a este sítio único e isso deixou-me muito satisfeito, pelo que decidi partilhar à mesma no blog.

Podem encontrar o track GPS neste link.

Boas caminhadas

darasola

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Vilarinho das Furnas (Gerês)

por darasola, em 01.09.11

Aproveitei a minha estadia no Gerês para conhecer um lugar emblemático de muito tinha ouvido falar, mas onde nunca tinha tido o privilégio de ir: a aldeia submersa de Vilarinho das Furnas.

Com a construção da barragem de mesmo nome em 1971, a aldeia comunitária acabou submersa, no entanto, no estio do verão, quando as águas baixam, é possível ver as suas ruínas, que ressurgem, quase como por milagre, das profundezas.

Já sabia pela consulta de outros blogs que a aldeia se encontrava visível, então dirigi-me até ao paredão da barragem, onde surge o caminho que leva à aldeia.

Existe lá uma cancela que tanto pode estar fechada como aberta. Apesar de estar aberta, optámos por deixar os carros lá e seguir a pé. Afinal a caminhada era curta, pouco mais de 2 km para cada lado.

A vista das águas da barragem não deixavam dúvidas quanto ao facto do nível das águas ter baixado bastante.

A vista do paredão da barragem.

Não contava era que estivesse taaaaao quente! Apesar deste mês de Agosto ter estragado as férias a muita gente, connosco acabou por pregar-nos uma partida. Estavam mais de 30º quando começamos a caminhar.

Os 2km e pouco pareceram muito mais!

O que valia era que sabíamos que esta água toda estava à nossa espera.

Passagem por uma pequena ponte sobre uma linha de água.

Bem refrescante para acalmar a dureza da temperatura alta!

A julgar pelo seu leito, esta pequena linha de água deve transformar-se substancialmente com a chegada do inverno.

Quase, quase a chegar...

E.... Ei-la!

Não faltava çá gente a tomar banho na pequena praia improvisada.

É ao mesmo tempo belo e desolador observar uma paisagem semelhante, a sua singularidade cria um certa maravilhamento, mas a fria realidade de que foi mais uma aldeia a morrer deixa-nos com um certo amargo na alma...

Deixo várias amostras de fotografia do local.

Curioso ver um tanque, aqui no meio da água.

Seria este local um lavadouro?

Nesta perspectiva, os muros da aldeia quase se confundem com as rochas envolventes. É estranho também ver alguém a passear no meio das casas da aldeia... num colchão de ar!

Depois de uma boa banhoca, o regresso foi pelo mesmo caminho e não custou nada, pois aí estávamos à sombra e a temperatura era muito amena.

Se ainda não conhecem, vale a pena deslocar-se lá para ver este singular local. O percurso é muito fácil e até é possível ir de carro (o que não recomendo)

Boas caminhadas

darasola

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