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Na senda do Paivó - PR13 - Arouca

por darasola, em 01.10.12

Apesar de já ter percorrido pelo menos 4 vezes este percursos, realizei mais uma vez este trilho que me deixa sempre incrédulo pelas paisagens e pelas marcas nas lajes do percurso deixadas pelos carros de bois que ligavam as duas aldeias.

O PR13 de Arouca é um dos mais antigos PR marcados do concelho e liga as aldeias de Regoufe e Covelo de Paivó. O pretexto deste passeio foi uma atividade do Verão Ciência Viva, que nos proporcionou a presença de uma guia com a qual aprendi mais umas coisas sobre a zona.

Iniciámos a atividade na zona das ruínas das minas de Regoufe.

 

Para quem nunca ouviu falar destas minas, fica a informação geral:

Minas de Regoufe - A mina de Poça da Cadela, situada junto a Regoufe, foi concedida para exploração em 9-9-1915, tendo sido extinta por decreto lei em 1990. Esta mina foi explorada, no seu período áureo, pela Companhia Portuguesa de Minas, que na realidade pertencia a ingleses. Sendo a mais importante na zona de Regoufe, era composta por mais de uma dezena de filões de quartzo com uma mineralização de volframite, cassiterite, arsenopirite e, acessoriamente, pirite, blenda, apatite e berilo. Os filões de direcção média N 30º E, e 35º a 45º de inclinação para NW, tinham, normalmente, uma espessura entre 10 e 20 cm (excepcionalmente, até 50 cm); encontravam-se encaixados no granito de Regoufe. Contornando o plutão existe uma auréola de metamorfismo de contacto até 2 km do granito, onde existiram outras minas (Muro, Raposeira e Cerdeiral).
A mina de Poça da Cadela ocupava vários pisos; actualmente podem observar -se mais de uma dezena de entradas de galerias. Entre 1935 e 1951 foram extraidos 639 000 toneladas de minério de volfrâmio e estanho das minas na região de Regoufe. Poderá mais encontrar informação sobre este complexo mineiro em www.geologia.aroucanet.com. (Fonte: http://covelodepaivo.aroucanet.com/v2/loc.php)

 

Ficamos a saber a que correspondiam os vários edifícios que ainda vão sobrevivendo à passagem do tempo. Este era o edifício dos escritórios.

Edifício das instalações técnicas.

A lavaria.

Mapa da zona com legendas.

Foto da época I - O bairro dos mineiros.

Foto da época II - Vista geral do complexo.

Foto da época III - Edifício da direção.

Foto da época IV - Vista geral

Foto da época VI - Vista dos edifícios da direção onde se vê a cabine elétrica.

Foto da época VII - dormitório

Ainda entrei numa das minas que sabia ter um orifício no teto. O espetáculo de luz foi este!

No edifício da direção, este local era uma capela onde se venerava Stª Bárbara, padroeira dos mineiros.

Voltámos então até à aldeia para realizar o PR13. Verifiquei que havia uma nova construção, que será um futuro restaurante a abrir neste final de ano.

Um majestoso sobreiro saúda-nos à entrada da aldeia.

Junto à capela local de Stº Amaro.

Aí encontramos a sinalética dos dois percursos que partem dali: o PR13 "Na senda do Paivó" e o PR14 "A aldeia mágica" que segue para Drave.

Painel informativo no local.

Depois de percorrer algumas das ruelas da aldeia, onde observamos o engenho de quem construiu o casario em locais que desafiam qualquer segurança, encontrámos o caminho rural que nos levaria até Covelo de Paivó.

Uma pequena ponte improvisada com uma rocha permite a travessia da linha de água que provém das minas.

O percursos carateriza-se pelas lajes de calcário ao longo do trajeto.

Uma cruz de pedra sobre um penedo. Desconheço a razão de ter sido ali colocado. Uma vez perguntei a uma habitante de Covelo de Paivó se sabia o seu significado, mas respondeu que estava ali desde que se lembrava e não sabia a sua razão.

São bem visíveis as marcas feitas pelas inumeras viagem de carros de bois, carregando mercadorias ao longo deste trajeto. Imagina-se a dureza do trabalho nessa época.

O grupo de participantes na atividade.

Um pequeno palheiro numa zona de campos.

Vistas impressionantes para a serra da Arada.

O trilho torna-se mais estreito e começa então a descer de forma mais acentuada. Pela observação do local, parece que os carros de bois afinal não conseguiam chegar até à outra aldeia.

Nesta zona as giestas tomaram conta da paisagem.

Finalmente, começa-se a adivinhar a aldeia de Covelo de Paivó ao longe, com a presença dos campos cultivados.

Novamente surgem as marcas dos carros de bois, sinal de que já era possível deslocar-se de Covelo até aqui.

Chegada à aldeia, com o casario e a capela à vista.

Chegada à capela de Covelo de Paivó, que se encontrava um pouco descaraterizada pela presença de obras no local.

Foi um percurso muito agradável, mas com alguma dureza para os menos preparados que integravam a "comitiva", tendo mesmo um dos elementos sentido a necessidade de se sentar uns minutos para recuperar do calor intenso do meio dia, a pior hora para caminhar. A mais valia foi acima de tudo a informação que recebemos e que poderão eventualmente solicitar no posto de turismo de Arouca.

 

Ficha técnica:

Distância: cerca de 4,5 km (deve contar-se com o regresso se tiver de voltar ao ponto de partida)

Tempo: 1,5h (+/- para cada lado)

Tipo: linear

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação:

Informações sobre o percurso: (aqui)

Panfleto oficial. (aqui)

 

Ponto positivos: paisagem rural típica da zona, vistas ao longo do percurso, Complexo das Minas de Regoufe, capelas locais

Pontos negativos: o facto de ser linear, é bastante exposto ao sol (poucas sombras) e sem pontos de água a meio do percurso

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