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Já tinha ouvido falar de forma bastante positiva das ilhas Cies, um pequeno arquipélago ao largo de Vigo, que pertence ao Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, que integra várias ilhas das Rias Bajas (Cies, Ons, Sálvora e Cortegada). São muitas vezes referenciadas como as Seychelles galegas e são constituídas por três ilhas – Monteagudo (ou Norte), O Farol e San Martiño. As duas primeiras estão unidas por um longo areal, a praia de Rodas, considerada a melhor praia do mundo pelo diário inglês The Guardian (2007). A ilha de San Martiño está separada das outras pelos 500 metros de largura do canal Freu da Porta. A superfície total é de 434 hectares, o perímetro costeiro de 24 quilómetros e o comprimento próximo dos 9 quilómetros. (dados aqui) A sua localização, mesmo na entrada da ria de Vigo, acaba por ser um ponto estratégico para o controlo da zona, pelo que a sua história acabou por estar ligada a figuras históricas como o pirata inglês Francis Drake. Durante a Idade Média, o arquipélago viu ser construído o Mosteiro de São Estêvão e hoje em dia são um local procurado por muitos turistas no verão, sendo que é a única altura do ano em que é permitido ir até lá.

Fizemos como os outros e pusemo-nos a caminho desta beleza natural e confesso que não ficamos nada desiludidos, antes pelo contrário.

Como não poderia deixar de ser, para além de aproveitarmos as fantásticas praias, também procuramos descobrir os trilhos existentes. São quatro os percursos lineares ali existentes:

  1. Faro de Cies (3.5 km);
  2. Faro da Porta (2.6 km);
  3. Alto do príncipe (1.7 km);
  4. Faro do Peito (2.8 km).

Como se vê pelos nomes, a maior parte do percursos são simples caminhos de ligação aos locais onde se situam os faróis / farolins, mas nem assim os trilhos perdem o seu encanto. Este post diz respeito aos dois primeiros trilhos, que podem ser facilmente ligados, tal como fizemos. Optamos por seguir pelo percurso do Faro da Porta e apanhar o troço que o liga ao caminho do Faro de Cies, que nos levou até ao ponto mais alto da ilha do meio. Junto ao farol, pudemos apreciar uma vista fantástica sobre as restantes ilhas, sobre o cabo Silleiro.

Pontão de ligação entre a ilha do Monte Agudo (Norte) à do Monte Faro (meio).

Ao passar o pontão, temos de lado as agruras do Atlântico e do outro, uma lagoa natural (onde é proibido tomar banho pois trata-se de uma reserva para as espécies naturais ali existentes).

Depois de passarmos o parque de campismo, seguimos pelo caminho para sul.

Passagem pelo antigo Mosteiro de São Estêvão, agora convertido em posto de informações turísticas.

Bifurcação que divide os dois caminhos: Faro da Porta à esquerda, Faro das Cies à direita. Seguimos pela esquerda.

Logo adiante ficamos maravilhados com a Praia da Nossa Senhora.

Aguas azul turquesa, areia branca, parecia mesmo um destino tropical, destoando apenas pela temperatura da água.

O faro da Porta já à vista.

Rapidamente chegámos ao termino deste trilho, junto a este farolim.

Vista para a Ilha de São Martinho (Sul).

Regressámos pelo mesmo caminho, mas antes de passarmos de novo pela praia, encontramos um caminho que nos levou até ao trilho do Faro de Cies. O destino era mesmo aquele alto onde se encontra o farol, a 175m acima do nível do mar.

Aspeto do trilho de ligação dos percursos. Upa, upa, que aquilo sobe!

Chegámos então ao percurso superior e bastou seguirmos até ao farol.

Bastou... mas não é assim tão simples. A última parte em ziguezague é o último obstáculo antes de alcançar o destino.

Lá em baixo, o faro da Porta, onde tinhamos estado.

Início do ziguezague.

O Farol da Cies.

Vista para sul, onde se destaca a ilha de São Martinho e a costa atlântica com o cabo Silleiro.

Painel informativo sobre as vistas.

Uma última vista e toca a descer pelo mesmo caminho.

Ainda fizemos um pequeno desvio para conhecer a pedra da Campa, uma formação geológica peculiar e um observatório de aves.

A pedra de Campa possui um enorme orifício no seu meio.

O observatório de aves. Refira-se que as gaivotas estão omnipresentes em toda a ilha e é proibido sair dos trilhos, bem como perturbar a sua tranquilidade.

A vista a partir do observatório.

Do lado oposto, o enorme areal da Praia de Roda.

Voltamos ao trilho do Faro de Cies e seguimos então em direção ao parque de campismo e à praia.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 8 km

Tempo: 2h +/-

Tipo: circular na nossa versão, mas corresponde a dois percursos lineares

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação: inexistentes, visto que não é um percurso marcado

Informações sobre o percurso: indisponível

Outros sites de relevo: http://ilhascies.com

Panfleto oficial: indisponível

Trilho GPX: aqui (um registo que não é meu, mas que corresponde aproximadamente ao que foi feito.

 

Ponto positivos: a beleza das paisagens e praia, a subida ao alto do farol com a paisagem em redor.

Pontos negativos: n/a

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Castro Laboreiro - Subida ao castelo

por darasola, em 02.09.13

Este não é um percurso pedestre tradicional (os ditos PR), mas antes um pequeno trilho para a visita ao castelo de Castro Laboreiro, uma fortificação construída no alto de um monte que dominam o horizonte, e em particular, a fronteira com Espanha. Esta pequena caminhada levou-nos do museu local até ao castelo, num trajeto com pouco mais de 1000 m para cada lado. A beleza do percurso, das vistas e do castelo em si valem bem a visita até este recanto de Portugal.

Passagem junto da igreja local.

Pelourinho de Castro Laboreiro.

Museu municipal a partir de onde iniciamos o percurso.

Sinalética do percurso.

Aspeto do caminho inicial.

Vista sobre Castro Laboreiro.

Um pouco mais adiante, podemos finalmente ver o alto onde se encontram as muralhas.

Sinalética para o castelo.

Os degraus estão escavados na própria rocha.

As muralhas em pano de fundo.

Placa informativa.

A altitude ultrapassa aqui os 1000m.

No centro do castelo existe um Vértice Geodésico.

Tanque escavado na rocha, talvez para aproveitamento das águas.

A muralha que divide a meio a área do castelo.

A parte por onde entramos com vista para a vila de Castro Laboreiro.

As vistas são de cortar a respiração e o cenário faz lembrar a série de sucesso "A guerra dos Tronos".

A vista a partir do VG.

Para além do portão.

Passeando sobre as muralhas.

A vista a partir do ponto oposto ao da entrada.

No centro da área fortificada, encontra-se esta ruína do que aparente ter sido um pequeno edifício.

Saindo por onde tínhamos entrado, com Castro Laboreiro em pano de fundo.

O regresso faz-se, obviamente, pelo mesmo trilho por onde vimos.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 2 km

Tempo: 1h +/- (contando com a visita às muralhas)

Tipo: linear (ida e volta)

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação: inexistentes, visto que não é um percurso marcado

Informações sobre o percurso: indisponível

Panfleto oficial: indisponível

Trilho GPX: aqui (Wikiloc darasola)

 

Ponto positivos: a beleza das panorâmicas de 360º no alto do castelo, a visita às muralhas

Pontos negativos: n/a mas recomenda-se cuidado na subida / descida ao castelo devido ao perigo de queda.

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