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 A Calçada do Diabo... o nome é bem sugestivo e deixa no imaginário de cada um a ideia de um local agreste e associado a lendas e histórias populares, essa é uma das facetas da Calçada de Alpajares. Bem a propósito, eis a lenda da Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo:
Diz a lenda que "Em tempos antigos era tudo por este sítios barrancos e precipícios medonhos, um cavaleiro vindo dos lados de Barca d'Alva em noite de tempestade, chegou à margem da Ribeira do Mosteiro que ia de mar a monte. Dada a necessidade impiedosa de atravessar o bravo curso de água, pois tinha a sua amada à espera, suspirou aflito: Valha-me Deus ou o Diabo. Foi Satanás que apareceu ao chamamento e disse: Se me deres a tua alma, antes que o galo preto cante, te darei uma ponte e uma estrada para que possas seguir a tua cavalgada sem perigo. O Cavaleiro aceitou e o infernal pedreiro e seus acólitos atarefaram-se na arrojada construção de uma calçada entre os fraguedos, distribuindo 18 elegantes lancetes em gogos da ribeira, ao som estridentes cantares de Bruxas que no terreiro se reuniram para festejar a conquista de mais uma alma. Eis que canta o galo três vezes quando apenas faltava colocar as duas últimas pedras da ponte. O cavaleiro liberto do seu compromisso prosseguido a sua viagem e o Diabo enraivecido, desapareceu com os seus acólitos através de uma bocarra que se abriu entre os penhascos".

Outra é de um paraíso para os geólogos, tal a quantidade de dobras e formações geológicas, que lembram a raiva retorcida do diabo ao ver fugir mais uma alma prometida. A paisagem é lindíssima, outra coisa não poderá ser, já que estamos em pleno Parque Natural do Douro Internacional.

O que nos trouxe a este local foi a inauguração de um centro interpretativo sobre a Calçada de Alpajares na antiga escola primária da aldeia de Poiares e foi mesmo aí que começou a caminhada, depois da inauguração, onde não faltou um porto de honra e umas amêndoas caramelizadas fabulosas. A partir daí o grupo percorreu as ruelas da aldeia e pouco a pouco foi abandonando a zona do casario, para percorrermos caminhos da serra em direção à calçada. Ainda deu para descobrir o interior de um pombal típico de Trás-os-Montes, umas sepulturas antropomórficas, pinturas rupestres ao ar livre e terminar com um belo lanche. Sem dúvida um dia em grande, que justificou os quilómetros percorridos de carro.

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Centro da aldeia de Poiares com a escola primária ao fundo, onde foi inaugurado o centro interpretativo.

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Percorrendo as ruelas da aldeia.

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Uma construção peculiar que reflete os materiais disponíveis na região.

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Outra casa de relevo.

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Pelos caminhos da serra.

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Chegada ao ponto mais alto do percurso. O horizonte estende-se a perder de vista.

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O rio Douro serpenteia entre estes montes e espreita a alguns quilómetros.

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A partir daqui foi sempre a descer.

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Aqui encontramos o percurso pedestre marcado que existe na calçada de Alpajares, no entanto, hoje apenas íamos percorrer uma metade deste percurso sinalizado, a que consiste justamente com a Calçada de Alpajares.

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A seta mostra por onde seguimos.

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... as vistas para o vale eram fantásticas. Como nos sentimos pequenos perante a grandeza da mãe natureza. Impressiona a verdadeira muralha que existe neste vale. Até parece uma construção do homem, a famosa muralha do Norte ?

 

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No alto do castro de S. Paulito...

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... pudemos apreciar uma construção típica do norte transmontano: um pombal.

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Também pudemos apreciar estas sepulturas antropomórficas escavadas na rocha.

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Os famosos pombais são construções muito particulares em forma de U e telhado inclinado.

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As paredes interiores estão revestidas de pequenas "prateleiras" ou nichos, onde os pombos faziam os seus ninhos. A sua importância era assinalável, visto que tinha várias funções. Os pombos era um alimento acessível, mesmo às famílias mais pobres que viviam da agricultura, e ainda podiam utilizar os excrementos para fertilizar os solos.

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Era época das amendoeiras em flores, a época mais bonita para percorrer esta zona.

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Tão pequeno no meio da imensidão da serra.

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Num promontório de pedra.

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A beleza das flores de amendoeiras.

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A placa informativa da Calçada de Alpajares.

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Eis a famosa calçada e a paisagem do vale da ribeira de Mosteiro.

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A calçada é uma construção um pouco banal, mas que deixa imaginar as dificuldades que terão tido aquando da sua construção.

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Dobras geológicas.

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Um aspeto das paredes rochosas no percurso.

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Esta parede tem a particularidade de ter uma pintura rupestre ao ar livre - algo de muito raro - que representam dois animais: a vermelho, uma possível lontra e a preto, um bufo. Algo único e a preservar.

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Também encontramos uma rocha especial, com pequenas cavidades e riscos, onde era costume deixar oferendas.

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Quase a chegar ao fundo da calçada.

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Na foto, as partes brancas correspondem a excrementos de um ninho de abutres.

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O vale da ribeira.

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Uma pequena ponte improvisada.

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Esta é a perspectiva para quem inicia a subida da calçada.

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Panorâmica sobre a ribeira e o moinho.

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O antigo moinho estava arranjado e aberto para podermos visitar.

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O interior.

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Seguimos pelo percurso marcado.

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Ribeira de Mosteiro

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Um antiga ponte que ruiu?

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A parte final fez-se por um caminho rural.

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Aspeto final do percurso e do vale que ficou para trás.

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O início do percurso marcado.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 8 km

Tempo: 3h (com paragens)

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 2/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso: n/a

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: Calçada de Alpajares, Castro de S. Paulito e sepulturas antropomórficas, aspetos geológicos, amendoeiras em flor,

Pontos negativos: nada de especial a apontar

 

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