Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Não é todos os dias que se faz uma caminhada numa paisagem classificada como património da humanidade pela UNESCO desde 2004, mas quem vier à ilha do Pico conhecer a zona das vinhas da Criação Velha pode fazê-lo. A paisagem impressiona  não só pelo seu aspeto único, onde os pés de videira se escondem por entre muros de pedra negra, mas também por pensarmos na tarefa hercúlea que deve ter sido a construção de todos estes muros. Milhares e milhares de quadrados, chamados currais, protegem a vinha do vento e ajudam ao amadurecimento das uvas pelo calor acumulado nas rochas negras de basalto. Este trilho linear faz-se praticamente ao longo da costa oeste da ilha, com vista para a ilha vizinha do Faia. Decorre em parte pela beira da estrada e outra por caminhos rurais entre as vinhas. Um dos pontos de destaque é a passagem pelo moinho do frade, um edifício classificado e devidamente restaurado, cuja cor vermelha se destaca no meio dos muros negros.

azores_pico_criacao_velha_01.JPG

Painel informativo sobre os locais de interesse ao longo do percurso.

azores_pico_criacao_velha_02.JPG

Começamos na parte mais próxima da vila da Madalena, a zona conhecida como Areias largas.

azores_pico_criacao_velha_03.JPG

Os rola-pipas são locais de acesso ao mar por onde as pipas de vinha eram empurradas para poderem ser embarcadas nos barcos.

azores_pico_criacao_velha_04.JPG

azores_pico_criacao_velha_05.JPG

Aspeto de um rola-pipas.

azores_pico_criacao_velha_06.JPG

azores_pico_criacao_velha_07.JPG

Quase nem se veem as vinhas no meio de tanta pedra.

azores_pico_criacao_velha_08.JPG

Chegada ao famoso moinho do frade que surge em tantas fotografias da ilha.

azores_pico_criacao_velha_09.JPG

azores_pico_criacao_velha_10.JPG

A vista do alto do moinho para a costa e a vizinha ilha do Faial.

azores_pico_criacao_velha_11.JPG

Placa a assinalar a classificação da paisagem como património da humanidade.

azores_pico_criacao_velha_12.JPG

Um mar negro e verde

azores_pico_criacao_velha_13.JPG

A paisagem tem tanto de único como de belo.

azores_pico_criacao_velha_14.JPG

Marca do PR em destaque no colorido da paisagem.

azores_pico_criacao_velha_15.JPG

azores_pico_criacao_velha_16.JPG

Vista da janela

azores_pico_criacao_velha_17.JPG

azores_pico_criacao_velha_18.JPG

azores_pico_criacao_velha_19.JPG

Passagem por um pequeno caminho entre muros quase a perder de vista.

azores_pico_criacao_velha_21.JPG

azores_pico_criacao_velha_22.JPG

azores_pico_criacao_velha_23.JPG

Um dos barracões de apoio com a porta vermelha.

azores_pico_criacao_velha_24.JPG

azores_pico_criacao_velha_25.JPG

Uma sinalética única para este PR.

azores_pico_criacao_velha_26.JPG

As relheiras são locais de passagem dos carros puxados pelos bois, cujo rasto das rodas ficou marcado no chão de pedra.

azores_pico_criacao_velha_27.JPG

As relheiras são bem visíveis na foto acima.

azores_pico_criacao_velha_28.JPG

azores_pico_criacao_velha_29.JPG

Chegada à zona balnear da Laja das Rosas.

azores_pico_criacao_velha_31.JPG

A piscina natural...

azores_pico_criacao_velha_32.JPG

... com vista para o Faial.

azores_pico_criacao_velha_33.JPG

Seguimos por este "caminho" que se fez estrada.

azores_pico_criacao_velha_34.JPG

O estado das uvas na altura da caminhada.

azores_pico_criacao_velha_35.JPG

azores_pico_criacao_velha_36.JPG

 

azores_pico_criacao_velha_37.JPG

azores_pico_criacao_velha_38.JPG

Chegada à pequena localidade de Calhau.

azores_pico_criacao_velha_39.JPG

Vista para o Faial e a cidade da Horta.

azores_pico_criacao_velha_40.JPG

Uma bela casa

azores_pico_criacao_velha_41.JPG

Em vários locais da ilha do Pico é possível encontrar poços de marés. O acesso a água doce no Pico nem sempre foi fácil e uma das soluções eram estes poços de marés, cujas águas eram menos salinizadas e permitiam suprir as necessidades.

azores_pico_criacao_velha_42.JPG

azores_pico_criacao_velha_43.JPG

Vista para a baía do porto do Calhau. O nome não poderia estar melhor escolhido.

azores_pico_criacao_velha_44.JPG

Painel do início do percurso.

azores_pico_criacao_velha_45.JPG

azores_pico_criacao_velha_46.JPG

azores_pico_criacao_velha_47.JPG

O regresso fez-se pelo mesmo caminho pelo que acabamos com cerca de 16 km no total.

azores_pico_criacao_velha_48.JPG

azores_pico_criacao_velha_49.JPG

Boas caminhadas

darasola

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Este trilho não estava nos planos, até porque o tempo é sempre limitado e o nosso objetivo principal era a subida à montanha do Pico e isso condicionava o tempo disponível para fazer outros percursos. Ainda assim, tivemos tempo de percorrer a ilha de carro e, levados por panfletos e guias turísticos, viemos parar à pequena aldeia de Cabrito, apenas com o intuito de contemplar a vista para a costa da Ilha de S. Jorge e o aspeto dos campos de lava desta zona. Chegados ao local ficamos agradavelmente surpreendidos com o cenário que encontrámos. A costa rochosa e agreste revela formas estranhas resultantes do arrefecimento da lava aquando da erupção que deu origem a esta área. Deslumbrados pelo aspeto lunar e encantados pela descoberta, fomos caminhando ao longo da costa, observando os curiosos relevos formados pela choque de duas forças da natureza: o vulcão e o mar. Ao longo da costa encontrámos pequenas baías naturais transformadas em piscinas naturais ou em acessos ao mar para as embarcações, mas são raras pois o mais comum é uma falésia caindo a pique sobre o mar, sobre as quais a força das ondas embate num constante vai e vem.

Caminhar sobre o basalto vulcânico é algo estranho: o piso é muito irregular e áspero. Contudo o negrume da rocha cria um contraste fantástico em relação às tradicionais marcações amarelas e vermelhas do PR. Fomos encontrando várias construções, algumas casas em ruínas e a curiosa ermida de S. Mateus, toda em rocha vulcânica negra.

O passeio foi curto mas foi suficiente para ter sido inesquecível e nos ter deixado com pena de não ter feito o trilho todo. Acabamos por voltar ao carro e terminar a tarde a jantar no Cella bar, com vista para o Faial.

Podem encontrar as informações sobre o trilho completo aqui.

Ficam as fotos.

azores_pico_lajido_01.JPG

Casa de basalto em ruínas

azores_pico_lajido_02.JPG

A vista para a costa da ilha vizinha de S. Jorge

azores_pico_lajido_03.JPG

azores_pico_lajido_04.JPG

Passagem de um rochedo para outro

azores_pico_lajido_05.JPG

O estranho aspeto do campos de lava, onde a vegetação surge por entre as rochas.

azores_pico_lajido_06.JPG

As formas da rochas não deixam dúvidas que se trata mesmo de lava viscosa que arrefeceu e solidificou.

azores_pico_lajido_07.JPG

Mariolas construídas por outros caminhantes.

azores_pico_lajido_08.JPG

As marcações do PR destacando-se no negrume da rocha

azores_pico_lajido_09.JPG

Mariolas e marcações

azores_pico_lajido_10.JPG

Uma fenda

azores_pico_lajido_11.JPG

azores_pico_lajido_12.JPG

Quase parece uma raiz fossilizada

azores_pico_lajido_13.JPG

Calçada vulcânica

azores_pico_lajido_14.JPG

A solitária Ermida de S. Mateus virada para o mar e de costas para a montanha.

azores_pico_lajido_15.JPG

A montanha do Pico escondida por entre as nuvens.

azores_pico_lajido_17.JPG

O vermelho das portadas e janelas sobressaindo na paisagem.

azores_pico_lajido_18.JPG

Painel de sinalética do PR10PIC

azores_pico_lajido_19.JPG

azores_pico_lajido_20.JPG

Fim de tarde no Cella Bar com vista para o mar.

azores_pico_lajido_21.JPG

Terraço com vista para a Madalena e a ilha do Pico à direita.

azores_pico_lajido_22.JPG

Sem dúvida, um edifício muito original.

Boas caminhadas

darasola

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Instagram


Siga o darasola no Instagram

Instagram

Copyrights

A reprodução de todo ou qualquer texto, fotografia ou conteúdo é expressamente PROIBIDA sem autorização por escrito do autor. A reprodução não autorizada é punida por lei. O eventual uso de conteúdos deste blog deve ser SEMPRE acompanhado da referência ao mesmo (de preferência com link). Para contacto: dar.a.sola@sapo.pt

Facebook



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D