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O Parque Nacional de Doñana situa-se em Espanha, na província da Andaluzia e cobre parte do território das províncias de Huelva, Sevilha e Cádis e de 14 municípios. É Património da Humanidade desde 1994 e constitui a maior reserva biológica de Espanha com mais de 100 000 ha. É também célebre por ser o último reduto de um dos felinos mais ameaçados do mundo: o lince ibérico. A aldeia de El Rocio fica também à entrada do parque e é o local da maior peregrinação religiosa de Espanha, por isso tudo não faltam motivos para querer conhecer a zona.

Como é óbvio também dá para aproveitar para caminhar e descobrir alguns dos encantos da zona. Embora a maior parte do parque esteja vedada e a entrada proibida, existem centros interpretativos com pequenos trilhos marcados. Este é um deles: o percurso da Laguna del Acebuche. O termómetro do carro marcava 41º mas isso não nos impediu de nos fazermos ao trilho. No centro interpretativo, o ar condicionado convidava-nos ficar. Os ecrãs de uma televisão mostravam imagens de péssima qualidade do interior de uma cela onde uma fêmea de lince ibérico se refugiara do calor tórrido. Abrir a porta do edifício parecia a abertura da porta de um forno, mas mesmo assim fomos conhecer o pequeno trilho, os observatório da vida selvagem (cuja sombra era um regalo). Conseguimos ver várias aves e até um corço

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Junto ao centro de visitantes de El Acebuche. É junto ao parque de estacionamento deste centro que encontramos os autocarros turísticos 4x4 que permitem visitar o interior do parque. Apenas há saídas cedo de manhã ou ao final da tarde e como tínhamos o tempo contado, não deu para fazer a visita. É mais um motivo para voltar a Doñana.

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Relógio solar

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No interior do centro interpretativo, o ecrã que mostrava um das celas onde os linces ibéricos são criados em cativeiro para salvar a espécie. Existe outro centro semelhante em Portugal, em Silves, no Algarve.

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Fizemos o percurso da direita.

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O trilho tem cerca de 5.4 km e leva-nos a vários observatórios a partir dos quais se podem observar a fauna local.

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Trilho sobre passadiços.

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A vegetação tipicamente mediterrânica.

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A "laguna" tinha muito pouca água.

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La Chozas - pequenas construções típicas com telhados de colmo.

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Uma das aves que conseguimos ver.

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Existe outro sendero (o da esquerda na foto mais acima), mas dado o calor que estava, decidimos ficar pelo trilho inicial.

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Painel sobre os vários tipos de aves que por ali passam/vivem.

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Mais aves.

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Uma garça a levantar voo.

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Regresso ao centro interpretativo, com passagem junto a um curioso engenho...

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... uma máquina que servia para retirar os pinhões das pinhas.

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Olhando assim para isto, nunca teria chegado à sua função.

Boas caminhadas

PS: se gostou, partilhe e dê a conhecer o "darasola".

 

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Torcal de Antequera - Andaluzia - Espanha

por darasola, em 11.02.18

Antequera fica bem perto da zona do Caminito del Rey e destaca-se pelas curiosas formações rochosas do Torcal de Antequera. Resumindo um pouco, esta curiosas rochas eram sedimentos do fundo marinho há 150 milhões de anos atrás, que se elevaram mais de 1300 m na Era Terciária para o atual nível. A erosão encarregou-se de esculpi-las e deu origem a estas verdadeiras obras de arte da natureza, que foram classificadas Património da Humanidade pela UNESCO em 2016. Existem vários percursos nesta paisagem protegida de acordo com a escolha de cada um. Optámos pelo percurso amarelo, um trilho simples e curto que nos permitiu explorar este labiríntico cárstico e maravilhar-nos com verdadeiras obras de arte da natureza.

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Centro interpretativo do Torcal de Antequera, com visita interpretativa e um pequeno café/restaurante.

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Início do trilho junto ao parque de estacionamento.

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Painel do trilho da Ruta Amarilla.

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O percurso está marcado com pequenas estacas coloridas e marcas pintadas na rocha. Mesmo assim, as rochas e a vegetação podem confundir-nos e levar-nos a perder o trilho.

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Árvores verdes e árvores de pedra.

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A paisagem é simplesmente fantástica, quase parece que estamos noutro planeta.

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Um entroncamento de "senderos"

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Algumas passagens são bastante estreitas. O solo é também muito irregular e as botas de caminhadas são obrigatórias.

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O vale perdido.

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Parece chaminés de pedra.

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Os gigantes vigiam-nos.

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A passagem é mesmo por ali e não convém ser muito largo para poder passar.

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Conseguem ver o camelo de pedra?

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É impossível perceber por onde andamos a trilhar esta planalto único.

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Já perto do final, com o centro interpretativo à vista.

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Linhas horizontais

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Fim do percurso.

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Ainda fizemos um pequeno desvio para o Mirador Las Ventanillas.

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Chegada ao miradouro.

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Painel explicativo dos fenómenos de erosão que esculpiram a paisagem.

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A vista do miradouro. O dia tinha névoa no horizonte e não nos deixavam avistar Málaga e o Mediterrâneo.

Ficha técnica: 

Distância: 3 km

Tempo: 1 h

Tipo: circular

Dureza física: 1/5

Dificuldade técnica: 3/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: 4/5

Site oficial

Trilho GPX

Ponto positivos: paisagens e fenómenos rochosos

Pontos negativos: o piso é muito traiçoeiro sendo fácil tropeçar e cair. Olhar bem para onde se pisa é fundamental.

 

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