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O post anterior do percurso da Levada de Piscaredo recordou-me uma caminhada que realizei há já uns anos (no longínquo ano de 2005) numa levada da pérola do Atlântico, a bela Ilha da Madeira. Fui então ao baú das recordações, leia-se disco duro, para procurar os registos dessa caminhada. Recordo-me ter sido um percurso muito curto, até porque ainda não andava muito nestas andanças de percursos pedestres.

Deixo-vos então as informações disponíveis sobre o percurso e as respectivas fotos.

 

Este percurso situado aos 930m de altitude, no concelho de Santana conta com cerca de 2km de comprimento e dá a conhecer uma bonita zona de floresta mista. Por floresta mista, entende-se aquela que é composta por espécies de arvores resinosas como o pinheiro, o cedro, o abeto, que crescem misturadas com árvores folhosas como o carvalho, o plátano, a faia europeia, o eucalipto, o loureiro, o til...

Este percurso situa-se numa área de transição entre a floresta natural da Madeira (Floresta laurissilva) e a floresta exótica (árvores introduzidas pelo homem nesta ilha, como são exemplos os pinheiros, eucaliptos, acácias, carvalhos, plátanos, etc.).

Para quem entra pelo lado do Pico das Pedras encontra uma forte presença da floresta exótica composta  essencialmente pela acácia austrália (Acácia autralis) e pela Mimosa (Acacia dealbata) que apesar das bonitas flores amarelas que dão cor à floresta, assumem carácter infestante e invasor constituindo uma séria ameaça à conservação da biodiversidade insular. Também os eucaliptos (Eucalyptos sp) e as pseudotsugas (pseudotsugas mensiesii) compõem a mancha florestal envolvente.

Sempre presente é a intervenção humana na natureza com a plantação de carvalhos (Quercus robur), plátanos (Platanus sp) e faias europeias (Fagus sylvatica), ao longo do caminho, que no inverno se evidenciam pela perdad total das folhas ao contrário das folhosas endémicas da ilha. Já mais perto das Queimadas podemos notar a mudança do tipo de floresta com predominância para as espécies da flora natural como sejam os loureiros (Laurus azorica) a faia das ilhas (Myrica faya) e o folhado (Clethra arborea) entre outras. Tenha-se em atenção a presença da urze molar (Erica arborea) de pequenas folhas lineares e que se enche  de pequenas flores brancas durante a primavera, aqui é facilmente identificado pelos troncos de dimensões apreciáveis cobertos de casca castanha que se desprende em fitas, e retorcido pelo tempo após séculos de crescimento.

As tradicionais casas de Santana, localidade por onde passámos de carro em direcção ao percurso.

O trilho propriamente dito estava no início muito bem delimitado e com uma largura assinalável.

A sombra era constante e baixava consideravelmente a temperatura.

Algumas imagens da muitas flores que se encontravam de forma espontânea ao longo do percurso.

As hortênsias, mais associadas ao Açores, também marcam a sua presença por cá.

Do lado esquerdo do trilho, corria...

... a levada. A Madeira possui centenas de quilómetros destas condutas de água que permitem levar o precioso líquido das montanhas, onde é abundante, para as zonas de cultivo e, desta forma, irrigar os campos.

Uma passagem perto de uma linha de água, muito ténue por sinal, por ter sido em Julho.

Continuação do percurso, sempre com uma vegetação luxuriante.

Heis o cartaz da descrição acima transcrita.

A chegada ao Parque as Queimadas, na continuação do trilho em direcção ao Caldeirão Verde.

As casas tradicionais do Parque das Queimadas ainda mantem o telhado em colmo.

Até o abrigo dos patos respeitava o estilo local.

A sinalética indicava-nos a distância aos caldeirões, no entanto, não chegámos a deslocar-nos até ao local.

Esta árvore tinha um aspecto estranho.

A vista para os montes densamente cobertos de vegetação.

Lá ao fundo, o mar!

A luz, as cores verdes e azul davam uma tonalidade fantástica ao cenário.

A partir de determinado ponto, o trilho ficou muito estreito, sendo necessário caminhar literalmente em cima da levada. Existe um resguardo de segurança, no entanto era muito precário.

Uma ponte permite à levada transpor este pequeno vale...

... cuja linha de água era quase invisível debaixo de tanta vegetação.

Uma outra perspectiva do mesmo local onde demos por terminado o percurso, regressando ao ponto de partida. Foi o único percurso que realizei na Madeira, mas espero um dia regressar para percorrer o trilho de ligação do Pico do Areeiro ao Pico Ruivo, os pontos mais altos da ilha.

Boas caminhadas

darasola.

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