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Vilarinho das Furnas (Gerês)

por darasola, em 01.09.11

Aproveitei a minha estadia no Gerês para conhecer um lugar emblemático de muito tinha ouvido falar, mas onde nunca tinha tido o privilégio de ir: a aldeia submersa de Vilarinho das Furnas.

Com a construção da barragem de mesmo nome em 1971, a aldeia comunitária acabou submersa, no entanto, no estio do verão, quando as águas baixam, é possível ver as suas ruínas, que ressurgem, quase como por milagre, das profundezas.

Já sabia pela consulta de outros blogs que a aldeia se encontrava visível, então dirigi-me até ao paredão da barragem, onde surge o caminho que leva à aldeia.

Existe lá uma cancela que tanto pode estar fechada como aberta. Apesar de estar aberta, optámos por deixar os carros lá e seguir a pé. Afinal a caminhada era curta, pouco mais de 2 km para cada lado.

A vista das águas da barragem não deixavam dúvidas quanto ao facto do nível das águas ter baixado bastante.

A vista do paredão da barragem.

Não contava era que estivesse taaaaao quente! Apesar deste mês de Agosto ter estragado as férias a muita gente, connosco acabou por pregar-nos uma partida. Estavam mais de 30º quando começamos a caminhar.

Os 2km e pouco pareceram muito mais!

O que valia era que sabíamos que esta água toda estava à nossa espera.

Passagem por uma pequena ponte sobre uma linha de água.

Bem refrescante para acalmar a dureza da temperatura alta!

A julgar pelo seu leito, esta pequena linha de água deve transformar-se substancialmente com a chegada do inverno.

Quase, quase a chegar...

E.... Ei-la!

Não faltava çá gente a tomar banho na pequena praia improvisada.

É ao mesmo tempo belo e desolador observar uma paisagem semelhante, a sua singularidade cria um certa maravilhamento, mas a fria realidade de que foi mais uma aldeia a morrer deixa-nos com um certo amargo na alma...

Deixo várias amostras de fotografia do local.

Curioso ver um tanque, aqui no meio da água.

Seria este local um lavadouro?

Nesta perspectiva, os muros da aldeia quase se confundem com as rochas envolventes. É estranho também ver alguém a passear no meio das casas da aldeia... num colchão de ar!

Depois de uma boa banhoca, o regresso foi pelo mesmo caminho e não custou nada, pois aí estávamos à sombra e a temperatura era muito amena.

Se ainda não conhecem, vale a pena deslocar-se lá para ver este singular local. O percurso é muito fácil e até é possível ir de carro (o que não recomendo)

Boas caminhadas

darasola

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