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O meu dilema era o seguinte: queria um percurso não muito longe do Porto que não fosse na Serra de Valongo. Infelizmente, as opções são poucas, então tive de alargar um pouco mais para norte até St.º Tirso, para descobrir alguns locais emblemáticos como o Castro do Monte Padrão ou a nascente do rio Leça.

O percurso foi iniciado bem perto do castro...

... junto ao centro interpretativo do local, onde deixámos o veículo.

Seguimos pelo estradão acima...

...em direção ao cruzeiro.

Esta bifurcação foi a primeira marca referente ao percurso que encontrámos. a sua interpretação é algo duvidosa e só depois conseguimos perceber que o caminho não é por qualquer um dos lados. Devemos ir 1º pela esquerda até ao castro, mas para continuar o PR teremos de voltar a este local e seguir pela direita.

Cruzeiro e capela da Srª do Padrão.

Uma melhor perspetiva da capela.

Logo na parte posterior da capela começaram a surgir elementos informativos: um mapa com carta militar da zona e os vários percursos pedestres e estas placas informativas sobre os vestígios arqueológicos observáveis.

Locais de escavações e pesquisas arqueológicas.

Na subida até à zona do alto do castro, surgem as sombras de um belo bosque de sobreiros.

As árvores tomaram conta do local e misturam-se entre os vestígios das muralhas.

Aqui, uma área do acampamento virado para sul.

Um curioso alinhamento de pedras. Pergunto-me de que será...

Que bosque espetacular!

No topo do monte, existe um marco geodésico a 413m de altitude (segundo a carta militar).

Pode ver-se na foto que fomos acompanhados por dois companheiros de 4 patas.

Se a cadelinha branca foi a primeira a fazer-nos companhia, mas também a primeira a abandonar-nos. Este corajoso rafeiro acompanhou-nos ao longo de toda a caminhada, causando-nos alguma preocupação por pensarmos que estava perdido, ou abandonado.

A área maior do castro, com os seus vestígios de contruções bem visíveis.

Lá ao longe, a próxima paragem: o santuário da N. Sr.ª da Assunção.

É impressionante ver que a calçada está em ótimo estado.

O santuário da N. Sr.ª da Assunção com zoom.

O regresso fez-se com algumas dúvidas sobre o caminho certo, mas optámos em boa hora por regressar à bifurcação inicial e seguir pela direita. O caminho seguiu por uma calçada e pouco depois perdemos as marcações de vista. Regressámos depois de um parte em que já tínhamos descido demasiado e ao regressar sobre os nossos passos...

... vimos que as marcações estavam no meio do mato, num muro que serve de limite a uma enorme quinta que por lá existe.

O trilho propriamente dito não existe e foi um bocado a corta mato que fomos descendo ao longo do muro, passando uma linha de água e subindo uma ladeira mais acentuada que a descida inicial.

Depois de uma série de caminhos florestais por entre eucaliptos, demos com uma estrada e a indicação para o santuário.

Chegados a este cruzeiro, o trilho segue pela direita, mas o acesso ao santuário é no lado oposto.

A igreja da N. Sr.ª da Assunção.

Outra perspetiva sobre o templo.

e outra ainda!

Placa informativa.

Aspeto do interior da igreja.

Lá ao fundo, St.º Tirso e as margens do rio Ave.

Depois de abandonar o recinto, acabámos por deixar de caminhar junto à estrada e seguimos novamente por entre eucaliptos.

Uma pedreira abandonada transformada em lago.

Para quem anda a apregoar a energia eólica como uma novidade, podem ver que estão errados. Já se usa há muito tempo!

O percurso chega novamente a uma estrada, o que nos obrigou a ter cuidados especiais por causa do "Bobby".

Novo trilho florestal com uma placa indicando "Bouça da cruz".

Finalmente a chegada a um local que desejava bastante conhecer: a nascente do rio Leça.

O local até nem é nada de especial, mas conhecer um local onde nasce um rio, que vai serra abaixo em direção a mar e influencia a vida de pessoas, animais e plantas ate desaguar no oceano, acho isso fantástico.

Chegados ao ponto mais distante do percurso, é hora de regressar.

Passando pelo Redundo.

Vestígios de um moinho em ruínas.

O cenário volta a ser bucólico, com campos que acompanham o curso do rio, que ainda é um ribeiro.

Moinho de rodízio debaixo de silvas.

Ao longo do percurso, fomos encontrado algumas marcações que não correspondem às marcações regulamentadas, mas que foram ajudando a encontrar o percurso certo.

O caminhante e uma represa.

O outono tem destas preciosidades: ouriços, ...

... uvas e outras iguarias.

Trilho.

Paragem junto a uma pequena capela (lugar de Costa) para retemperar as forças...

... e seguir novamente.

Pouco depois, atravessámos um bosque denso e após ums descida demos com esta pedreira, um cancro na natureza.

Um pequeno paraíso verde junto ao curso do rio, no lugar de Pereiras.

Havia por lá gente a aproveitar a excelente tarde de outono para realizar um pic-nic.

Um painel informativo com os vários percursos de Stº Tirso.

A roxo, o percurso realizado.

Passagem pela serra hidráulica das Pereiras.

Quem diria que este é o mesmo rio Leça cujas águas negras vemos desaguar em Leixões.

Águas cristalinas.

Acabámos por abandonar um pouco o trilho para seguir o track GPS que enviava para umas quedas de água (de Fervença?) onde encontrámos mais moinhos abandonados.

O nosso companheiro de viagem que acabou por regressar a casa depois de sairmos desta zona. Como é que descobrimos? Acabámos por dar com ele numa varanda a olhar para nós com um ar de quem dizia: "Gostei da voltinha, mas agora cheguei a casa..." Espetacular este cãozito!

Voltámos à zona da das Pereiras e seguimos as marcações. A estrada acabaria por surgir mais adiante e com ela a indicação do castro do monte padrão onde estava o veículo.

Avaliação do percurso:

 

BOM:

- Património arqueológico (castro do Monte Padrão)

- património geológico (nascente do rio Leça).

- património religioso (capela do Monte Padrão e Igreja da N.ª Sr.ª da Assunção)

 

MAU:

- muita estrada e muitas casas/habitações ao longo do percurso

- grande parte do percurso sem interesse

- marcações que deixam a desejar

 

Podem encontrar o trilho usado para orientação no wikiloc da autoria do caminheiro "aguia-real".

Boas caminhadas

darasola

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