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No passado Domingo 27 de Maio, foi inaugurado mais um Percurso Pedestre em Arouca. Desta vez, tratou-se do PR8 - A rota do Ouro Negro. A percurso inicia-se no pequeno lugar de Fuste, na freguesia de Moldes e propões retratar as vivências na época da 2ª guerra mundial, quando aquelas encostas da serra estavam povoadas de gentes à procura do minério Volfrâmio em minas ilegais nas encostas abruptas do monte da Pena Amarela. A concentração foi junto à câmara municipal no centro de Arouca. A organização providenciou transportes até ao local de início.

 

Chegada de um dos vários (nove) autocarros.

 

No largo de Fuste, junto à capela, algumas orientações foram dadas pelos guias.

 

A placa informativa do percurso.

 

Pelas ruelas da aldeia, os vários grupos iam-se cruzando. Uns já faziam o percurso propriamente dito, outros deslocavam-se em direcção ao largo da capela.

 

Na aldeia cruzam-se dois caminhos: o novo PR8 e o PR3 - Caminho do Sol Nascente.

 

Uma rocha "cebola"?!?!? Segundo o folheto informativo, são rochas que vão "descascando" com o efeito da erosão e do tempo.

 

A neblina dá um ar místico às paisagens. Parece que estamos nas nuvens a alta altitude.

 

A descida (bastante íngreme) pode ser complicada para pessoas com dificuldades de mobilidade.

 

A descida é em direcção ao lugar do Pedrógão onde existe um pequeno (mas bastante conhecido) restaurante.

 

A mesma descida ainda.

 

O restaurante do Pedrógão ofereceu o "mata-bicho" aos caminhantes: agua ardente com mel e broa barrada com mel (ou no caso de algumas pessoas mel com broa

 

Logo à saída do restaurante, o percurso dirige-se para as minas da Pena Amarela.

 

A anterior descida até ao restaurante numa outra perspectiva.

 

Pela encosta da serra...

 

Ainda persistem alguns indícios dos fogos de há dois anos, mas, pouco a pouco, a natureza vai recuperando...

 

A vista é fabulosa! Mas antes esta encosta da serra estava coberta de árvores.

 

Adiante o monte da Pena Amarela nas encostas do qual se encontram as minas de volfrâmio .

 

Aspecto da entrada de uma mina.

 

O caminho nesta zona é fantástico. Sentimo-nos pequeninos perante tamanha grandeza. Não sei se dá para perceber mas os pontinhos brancos na encosta de lá são pessoas de um outro grupo de caminhantes.

 

O caminho é muito estreito (foram instalada correntes para auxiliar as pessoas) e vai seguindo ao longo do flanco do monte.

 

Para a passagem desta linha de água (super límpida) foi instalada esta pequena ponte de madeira.

 

Des-lum-brante !!!

 

Depois da linha de água, inicia-se uma subida íngreme .

 

Direcção Rio de Frades.

 

O fogo também passou por aqui.

 

No horizonte, já se avistava Rio de Frades.

 

Por este caminho, já passaram centena de vezes, carros de bois carregados. Tantas foram esses difíceis trajectos que as suas marcas perduram ao longo dos tempos...

 

Chegada à aldeia típica de Rio de Frades onde se situava um antigo complexo mineiro de exploração de Volfrâmio .

 

Um detalhe de uma casa na aldeia.

 

As videiras e o xisto.

 

Rio de Frades - o contraste entre o antigo e o mais recente. É pena mas são sinais dos tempos.

O percurso PR8 na carta militar.

A altimetria de uma parte do percurso (o GPS ficou sem pilhas )

Foi sem dúvida um bom percurso. Não é duro, por acabaram por ser apenas 6km , mas para quem fizer em autonomia, é preciso contar com o regresso. Foi pena o tempo não ter estado melhor, mas valeu o facto de só ter começado a chover a sério no fim do percurso. Este é sem dúvida uma mais valia para a oferta de PR em Arouca.

Boas caminhadas

Darasola

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3 comentários

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De Glória Tavares a 29.05.2007 às 14:29

Mais um Pr, que vale à pena percorrer... Para quem não conhece, os vales escondidos de Arouca, onde as pedras escondem os gemidos e suores de um passado misterioso...vale a pena deliciar o olhar pelas colorido da paisagem...
Não fique sentado, pegue na mochila e connheça O NOSSO PORTUGAL...
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De AT a 29.05.2007 às 20:28

Um bom PR para fazer qualquer dia...e para variar, excelente relato...parabéns!

cpts ;)
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De Salvador a 06.09.2013 às 14:15

Excelente e preciosa descrição para quem como eu pretende fazer o trilho em breve! Boas caminhadas

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