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Os Açores são o único local da Europa onde é possível produzir chá e se, no séc. XIX, esta era uma indústria florescente com várias fábricas implantadas nas ilhas, hoje em dia restam pouquíssimas. A fábrica de chá Gorreana é uma das poucas resistentes. Sempre quis conhecer o local e quando vi a possibilidade de aliar a visita a um percurso pedestre, claro que nem hesitei. Por momento, parecia que estava num destino exótico como a Índia, o maior produtor de chá, percorrendo os socalcos cobertos dos arbustos de chá. Junto à fábrica da Gorreana, encontramos a proposta de um PR relativamente simples, com cerca de 6 km de extensão, que nos leva a percorrer as plantações de chá até à cota máxima de 480 m onde existe uma construção abandonada que funciona como miradouro. A vista estende-se pelos campos em redor até ao mar. Para terminar o passeio, nada como provar o gelado artesanal produzido no local e comprar alguns produtos na loja. Ainda deu para uma visita ao interior da fábrica e a descoberta das maquinarias e processos usados praticamente inalterados desde a sua fundação.

 

A entrada da fábrica.

A vista das plantações de chá a partir do estacionamento frente à fábrica.

Painel informativo do percurso pedestre.

Sinalética e hortênsias.

O único senão deste percurso é a travessia da estrada regional que obriga a um cuidado redobrado, em especial com grupo numerosos ou crianças.

A entrada dos terrenos de cultivo do chá.

As linhas desenhadas pelas plantações criam  uma paisagem em "socalcos" que faz lembrar um pouco os terrenos das encostas do Douro.

Um veículo 4x4 que leva as rações aos animais que pastam nos prados, com a cisterna para a recolha do leite.

Vegetação luxuriante e vistas lindíssimas.

Chá e mar! Lindo!

Os operários encontravam-se a trabalhar no local, recolhendo folhas de chá.

A apanha era tradicionalmente feita manualmente, no entanto atualmente existem máquinas que permite cortar e "aspirar" as folhas superiores, mais recentes e valiosas, para sacos, facilitando assim esta árdua tarefa.

Quase chegando ao miradouro.

Este edifício em ruínas corresponde ao local do miradouro.

Lá, somos brindados com estas fantásticas vistas.

Estranho local para colocar a sinalética.

Já na descida.

Com a estrada regional e a fábrica em pano de fundo.

As vistas das plantações de chá são mesmo algo único.

Regresso ao ponto de partida.

A maquinaria do séc. passado na visita ao interior da fábrica.

A loja da fábrica.

Várias máquinas usadas no processo de fabrico do chá.

No piso acima, os tabuleiros de secagem do chá, antes do mesmo ser processado.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 6 km

Tempo: 1h30 (+/-)

Tipo: circular

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo:

Panfleto oficial: PR28SMI aqui

Trilho GPX: aqui

Ponto positivos: a paisagem das plantações de chá, a visita à fábrica Gorreana, as vistas dos alto do "miradouro"

Pontos negativos: a travessia da estrada regional que requer algum cuidado

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