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No passado dia 26 de Janeiro, a Câmara Municipal de Sever do Vouga inaugurou um novo PR - PR2   Cabreia e Minas do Braçal.

 

Ao convite responderam muitas pessoas, desejosas de conhecer mais um percurso pedestre que dê a conhecer as belezas de Sever do Vouga.

O percurso inicia-se na zona de lazer do parque da Cabreia .

E divide-se em 3 percursos de distância diferente: o PR2 .1 é o mais pequeno, o PR2 .2 tem um pouco mais de 6 km e o PR2 .3 é o maior, com 10 km.

O percurso segue o Rio Mau (uma curiosidade é que a montante o mesmo rio se chama Rio Bom)...

... passa inicialmente numa zona de campos.

Segue-se pelo mesmo percurso até chegar a uma bifurcação onde encontramos uma estrada em asfalto que vamos utilizar até encontrar uma ponte para atravessar novamente o Rio Mau.

Mais adiante encontramos as primeiras ruínas da exploração mineira do chumbo argentífero, que correspondem às minas da Malhada.

Continuando mais um pouco encontramos uma clareira...

... com mais vestígios das mesmas minas. Segundo dizem, estas possuíam um poço mestre com cerca de 400m de profundidade.

Mais adiante surge uma bifurcação dos percursos. Aí, o grupo enganou-se e seguiu pela direita, quando, na verdade, deveria ter seguido à esquerdo por um pequeno trilho...

até encontrar o rio. A verdade é que as marcações não indicavam a mudança de direcção.

Esta zona junto ao rio é particularmente agradável pela abundante vegetação que aí se encontra: bosques densos de autrálias e carvalhos.

Acabámos então por chegar à zona das Minas do Braçal, onde se encontram vestígios, ainda em bom estado,

que, pela sua dimensão, revelam a importância que esta exploração representou outrora para a região.

O percurso passa pelo meio do complexo.

Dentro de uma das casas encontramos recibos da Portucel datados de 1977.

Notam-se pelos vários vestígios que existiu aqui um jardim bem cuidado, com muitas camélias e carreiros delimitados por buxo. Aqui até formava uma cúpula vegetal!

Mais adiante, o Rio Mau, que se encontra canalizado ao longo de quase todo o complexo, surge numa queda de água muito bonita. No mesmo local, encontramos vestígios daquilo que parece ter sido uma nora.

Mais um edifício das minas, junto do qual existe um abatimento do terreno que deixou à vista o túnel por onde passa o rio. Recomendo muito cuidado nessa zona, em especial com crianças, pois, apesar de estar assinalado com fitas, estas não protegem do perigo.

A partir daqui, seguindo recomendações da organização, deveríamos regressar por outro caminho, mas ainda fizemos um pequeno desvio para ir ver os vestígios da fundição.

São poucas as paredes da fundição que se encontram em bom estado, no entanto, a chaminé ergue-se ainda majestosamente por entre a vegetação.

Regressámos à zona do complexo principal onde se observam novos edifícios

A partir daqui o caminho segue por uma zona de eucaliptal sem grande interesse...

... a não ser a vista sobre o vale do Rio Mau.

Refira-se que o percurso não tinha tido até aqui grandes declives, mas nesta zona a inclinação acentua-se um pouco mais.

Passamos junto de algumas povoações, seguindo sempre as indicações das placas. Neste local da foto, juntam-se o PR 2.2 e o PR 2.3.

Mais adiante, voltamos a encontrar o rio, um pouco a montante da cascata da Cabreia ...

... que pudemos contemplar mais adiante. Uma queda de água majestosa com cerca de 25 metros de serviu de cenário, há uns anos atrás, para a novela da RTP "A senhora das águas". Esta cascata é sem dúvida uma das principais referências de Sever do Vouga, e percebe-se bem porquê!

Junto à zona da partida, encontrámos já a maior parte dos caminhantes a comer (ou melhor à espera de comer). A organização (pela falta de experiência, certamente) falhou um pouco aqui, pois gerou-se muita confusão e nalguns casos foi preciso esperar mais de maia hora para conseguir provar o porco no espeto. Quando há porco no espeto à borla é sempre assim :-)

Mas nem tudo são críticas, pois havia também um bolo enorme para festejar a inauguração com a imagem do percurso. Pena foi que por ter alguma pressa acabei por não o provar.

Este percurso é muito interessante, e é ideal para ser feito no verão pois grande parte do percurso é feito à sombra. Acabei por percorrer uma distância de cerca de 10 km, que correspondeu a uma mistura do PR2 .2 e um pouco do 2.3. Estou curioso por conhecer as variantes todas.

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