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Serra Devassa [S. Miguel - Açores]

por darasola, em 26.11.13

E como tudo o que é bom, acaba depressa, eis o último trilho percorrido na fantástica ilha de S. Miguel: o PRC5SMI da Serra Devassa. O percurso começa perto da lagoa do canário e leva-nos a descobrir múltiplas pequenas lagoas e a descobrir novos miradouros com vistas fabulosas. A curiosidade deste percurso foi a presença de nevoeiro "intermitente", que tanto aparecia ocultando tudo à nossa volta, como desaparecia e revela-nos paisagens fabulosas. O percurso é bastante concorrido, pois cruzámo-nos com bastantes pessoas pelo trilho, mas também pela quantidade de carros estacionados no local de partida. Talvez seja pela reduzida distância a percorrer, ou porque nos foi recomendado pelo funcionário do posto de turismo do aeroporto (a nós e a muita gente, provavelmente). A parte inicial do trilho leva-nos a uma zona praticamente sem árvores, com vegetação rasteira, onde seguimos por cumeadas de pequenas elevações. No ponto mais alto, encontrámos um miradouro com vista para várias lagoas como a lagoa do pau pique, a lagoa do Éguas, a lagoa rasa. De seguida, iniciamos uma descida pelo meio de uma paisagem estranha que parecia o resultado de uma tempestade. Chegámos então à margem da lagoa rasa e fomos observar uma construção que parecia ser um sistema de captação de água. Aqui, a vegetação revela sua beleza com várias coníferas e hortênsias em todo o lado. Depois de contornarmos a lagoa, retomamos a direção do ponto de partida por um um trilho muito estreito até chegarmos ao final.

O painel do início do trilho está afastado da estrada e do local de estacionamento.

Painel informativo.

Em direção às cumeadas.

Outros caminhantes seguindo pela linha da cumeada.

Na linha da cumeada em direção ao céu.

Serra Devassa

É por ali - direção lagos

Escadinha improvisada.

O nevoeiro a permitir-nos espreitar o mar.

Continuando a subida até ao marco 

Parece um paisagem no meio dos Andes (pelo menos, é assim que a imagino).

A lagoa do Éguas.

O pequeno miradouro de onde não se "mirava" nada...

... até o nevoeiro desaparecer e presentear-nos com esta vista.

Vista para a lagoa rasa.

O percurso passa ali em baixo.

Iniciando a descida.

Uma paisagem estranha, quase apocalíptica.

Uma estranha construção coberta pela vegetação. Não percebi a sua função.

Chegada à lagoa rasa.

Sistema de captação de água.

Contornando a lagoa, as hortênsias surgem ladeando os caminhos.

Uma zona lindíssima.

Vista da lagoa rasa entre a vegetação.

Início do trilho mais estreito.

A vegetação é mais densa e abriga-nos da ventania que se fazia sentir no topo.

Regresso às escadinhas iniciais.

A vista sobre o antigo aqueduto conhecido como o muro das nove janelas, que já tinha descoberto neste percurso.

Regresso ao estacionamento junto à estrada de acesso às Sete cidades.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 4,5 km

Tempo: 1h (+/-)

Tipo: circular

Dureza física

Dificuldade técnica

Beleza do Percurso

Marcação

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo: 

Panfleto oficial: PRC5SMI aqui e aqui

Trilho GPX: aqui

Ponto positivos: as vistas a longo do trilho e no alto do miradouro, a lagoa rasa e a sua vegetação.

Pontos negativos: n/a

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Os Açores são o único local da Europa onde é possível produzir chá e se, no séc. XIX, esta era uma indústria florescente com várias fábricas implantadas nas ilhas, hoje em dia restam pouquíssimas. A fábrica de chá Gorreana é uma das poucas resistentes. Sempre quis conhecer o local e quando vi a possibilidade de aliar a visita a um percurso pedestre, claro que nem hesitei. Por momento, parecia que estava num destino exótico como a Índia, o maior produtor de chá, percorrendo os socalcos cobertos dos arbustos de chá. Junto à fábrica da Gorreana, encontramos a proposta de um PR relativamente simples, com cerca de 6 km de extensão, que nos leva a percorrer as plantações de chá até à cota máxima de 480 m onde existe uma construção abandonada que funciona como miradouro. A vista estende-se pelos campos em redor até ao mar. Para terminar o passeio, nada como provar o gelado artesanal produzido no local e comprar alguns produtos na loja. Ainda deu para uma visita ao interior da fábrica e a descoberta das maquinarias e processos usados praticamente inalterados desde a sua fundação.

 

A entrada da fábrica.

A vista das plantações de chá a partir do estacionamento frente à fábrica.

Painel informativo do percurso pedestre.

Sinalética e hortênsias.

O único senão deste percurso é a travessia da estrada regional que obriga a um cuidado redobrado, em especial com grupo numerosos ou crianças.

A entrada dos terrenos de cultivo do chá.

As linhas desenhadas pelas plantações criam  uma paisagem em "socalcos" que faz lembrar um pouco os terrenos das encostas do Douro.

Um veículo 4x4 que leva as rações aos animais que pastam nos prados, com a cisterna para a recolha do leite.

Vegetação luxuriante e vistas lindíssimas.

Chá e mar! Lindo!

Os operários encontravam-se a trabalhar no local, recolhendo folhas de chá.

A apanha era tradicionalmente feita manualmente, no entanto atualmente existem máquinas que permite cortar e "aspirar" as folhas superiores, mais recentes e valiosas, para sacos, facilitando assim esta árdua tarefa.

Quase chegando ao miradouro.

Este edifício em ruínas corresponde ao local do miradouro.

Lá, somos brindados com estas fantásticas vistas.

Estranho local para colocar a sinalética.

Já na descida.

Com a estrada regional e a fábrica em pano de fundo.

As vistas das plantações de chá são mesmo algo único.

Regresso ao ponto de partida.

A maquinaria do séc. passado na visita ao interior da fábrica.

A loja da fábrica.

Várias máquinas usadas no processo de fabrico do chá.

No piso acima, os tabuleiros de secagem do chá, antes do mesmo ser processado.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 6 km

Tempo: 1h30 (+/-)

Tipo: circular

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo:

Panfleto oficial: PR28SMI aqui

Trilho GPX: aqui

Ponto positivos: a paisagem das plantações de chá, a visita à fábrica Gorreana, as vistas dos alto do "miradouro"

Pontos negativos: a travessia da estrada regional que requer algum cuidado

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