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Açores - Corvo - Caldeirão - PR2COR

por darasola, em 04.06.17

Da ilha das Flores, demos um saltinho até à ilha mais pequena e isolada de todo o arquipélago: o Corvo. A viagem em si foi uma aventura. Feita num pequeno barco semi-rígido com quase vinte pessoas, o percurso fez-se contornando a costa da ilha a partir de Stª Cruz das Flores até Ponta Delgada, observando grutas e quedas de água apenas observáveis pelo mar. A partir daí foi sempre em frente com a silhueta da ilha a servir de guia. Chegamos à vila do Corvo e com a chegada do barco apareceram algumas carrinhas para levar-nos até ao miradouro do Caldeirão (deixo o contacto do simpático senhor que nos conduziu; João Mendonça - 917 763 029 - joao-antonio-mendonca@hotmail.com). A partir daí pudemos apreciar a beleza do seu interior e das suas lagoas. É nesse preciso local que se inicia o percurso pedestre do Caldeirão - o PR2COR. Para descobrir a riqueza do Caldeirão, basta descer pela sua encosta abaixo - não há que enganar, apenas há esse trilho - e, seguindo as recomendações do trilho, contornamos as lagoas no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Uma vez no fundo da cratera, apercebemo-nos da real dimensão do local. Tivemos sorte com a meteorologia, pois apesar de um ou outro momento mais encoberto, pudemos usufruir de toda a beleza do local. Isso facilitou-nos também a tarefa de orientação, já que no fundo da cratera, não há propriamente um caminho. O terreno é todo irregular e calcado pelas patas de dezenas de vacas que por lá vivem. A orientação faz-se por marcações habituais dos percursos pedestres pintadas em rochas e algumas (poucas) estacas que (nem sempre) ajudam a orientar. De qualquer maneiras, não há muito por onde enganar. É usufruir da beleza do local pensando na sensação estranha que é estarmos no fundo da cratera de um vulcão. Apesar de termos vindo num carrinha cheia, fomos os únicos a descer para fazer o trilho. Só no final do percurso é que nos cruzamos com um casal de caminheiros, o que acentua a sensação de solidão e imensidão deste local perdido no meio do Atlântico.

 

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Painel informativo junto ao miradouro onde os veículos nos levam.

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A vista para o lado exterior do caldeirão.

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A marca no início da descida.

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O interior do caldeirão está completamente coberto de erva, daí ser usado para a criação de gado bovino.

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É só seguir a marcação... ou a vaca.

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As marcações são visíveis, mas por ali não fica rasto de caminho.

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Seguindo em direção às lagoas.

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O piso é bastante irregular, pois o constante pisoteio das vacas que por ali pastam e a humidade do solo acaba por deixar buracos, que facilmente podem provocar um entorse. Convém então ver bem onde se colocam os pés.

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As estacas de marcação do percurso são poucas e algo distanciadas umas das outras, por isso em alguns locais não as vimos. Fomos mantendo a direção até encontrarmos outra marcação.

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Junto à margem de uma das lagoas.

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O céu ficou mais coberto, mas o ambiente continuava quente e húmido.

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Na encosta oposta à da descida, encontrámos parcelas de terreno delimitadas por muros de pedras e de hortênsias.

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O céu azul voltou a surgir.

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Uma encosta que parece uma manta de retalhos.

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Uma linha de água cheia de hortênsias.

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Terminado o percurso circular em redor do fundo da cratera, iniciámos a subida por onde tínhamos descido, para alcançar o ponto de partida. Restou-nos então ligar ao taxista que nos tinha levado para voltar recolher-nos para chegarmos a horas de regressar à ilha das Flores. Na viagem de barco de regresso, tivemos a sorte de sermos acompanhados por um bando de golfinhos, que saltavam de um lado e do outro do barco. Fantástico!

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 5 km

Tempo:  2h30

Tipo: circular

Dureza física: 2/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: 3/5

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: beleza e tranquilidade do caldeirão

Pontos negativos: piso algo traiçoeiro, temos de estar sempre a olhar para o chão.

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