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Não é todos os dias que se faz uma caminhada numa paisagem classificada como património da humanidade pela UNESCO desde 2004, mas quem vier à ilha do Pico conhecer a zona das vinhas da Criação Velha pode fazê-lo. A paisagem impressiona  não só pelo seu aspeto único, onde os pés de videira se escondem por entre muros de pedra negra, mas também por pensarmos na tarefa hercúlea que deve ter sido a construção de todos estes muros. Milhares e milhares de quadrados, chamados currais, protegem a vinha do vento e ajudam ao amadurecimento das uvas pelo calor acumulado nas rochas negras de basalto. Este trilho linear faz-se praticamente ao longo da costa oeste da ilha, com vista para a ilha vizinha do Faia. Decorre em parte pela beira da estrada e outra por caminhos rurais entre as vinhas. Um dos pontos de destaque é a passagem pelo moinho do frade, um edifício classificado e devidamente restaurado, cuja cor vermelha se destaca no meio dos muros negros.

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Painel informativo sobre os locais de interesse ao longo do percurso.

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Começamos na parte mais próxima da vila da Madalena, a zona conhecida como Areias largas.

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Os rola-pipas são locais de acesso ao mar por onde as pipas de vinha eram empurradas para poderem ser embarcadas nos barcos.

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Aspeto de um rola-pipas.

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Quase nem se veem as vinhas no meio de tanta pedra.

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Chegada ao famoso moinho do frade que surge em tantas fotografias da ilha.

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A vista do alto do moinho para a costa e a vizinha ilha do Faial.

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Placa a assinalar a classificação da paisagem como património da humanidade.

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Um mar negro e verde

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A paisagem tem tanto de único como de belo.

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Marca do PR em destaque no colorido da paisagem.

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Vista da janela

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Passagem por um pequeno caminho entre muros quase a perder de vista.

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Um dos barracões de apoio com a porta vermelha.

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Uma sinalética única para este PR.

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As relheiras são locais de passagem dos carros puxados pelos bois, cujo rasto das rodas ficou marcado no chão de pedra.

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As relheiras são bem visíveis na foto acima.

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Chegada à zona balnear da Laja das Rosas.

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A piscina natural...

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... com vista para o Faial.

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Seguimos por este "caminho" que se fez estrada.

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O estado das uvas na altura da caminhada.

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Chegada à pequena localidade de Calhau.

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Vista para o Faial e a cidade da Horta.

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Uma bela casa

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Em vários locais da ilha do Pico é possível encontrar poços de marés. O acesso a água doce no Pico nem sempre foi fácil e uma das soluções eram estes poços de marés, cujas águas eram menos salinizadas e permitiam suprir as necessidades.

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Vista para a baía do porto do Calhau. O nome não poderia estar melhor escolhido.

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Painel do início do percurso.

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O regresso fez-se pelo mesmo caminho pelo que acabamos com cerca de 16 km no total.

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Boas caminhadas

darasola

 

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1 comentário

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De Anónimo a 05.12.2017 às 18:42

Caro Darasola,
fiz este trilho há cerca de 5 semanas e outros na ilha do Pico e Faial. Pelo que vejo este é o único comum, feitos por ambos, nas nossas andanças pelos açores, você em abril, eu em outubro.
São umas ilhas maravilhosas e fiquei encantado pelo site azorestrails que tem os percursos de todas as ilhas, simples, prático, fotografias fantásticas, que dá vontade de ir para os açores caminhar em todas as ilhas. Além disso, o clima é fabuloso, nem quente, nem frio e com sorte, se não apanharmos chuva nem tempo encoberto, muito comum nas ilhas, as condições tornam-se ideais para caminhar e vêem-se paisagens únicas.
É curioso como dois caminhantes podem descrever o mesmo percurso de uma maneira diferente, mas é muito interessante como o companheiro darasola e eu gostamos de acrescentar detalhes históricos e culturais. Uma caminhada não é só paisagem, ...
Continuação de boas caminhadas

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