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Rota da Fórnea [Porto de Mós]

por darasola, em 09.06.14

Voltei a acompanhar o grupo ANDAR.CC em mais uma descoberta, desta vez para sul, para ficar a conhecer a Fórnea, em pleno Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros (PNSAC). A Fórnea é uma formação geológica particular que se assemelha a um anfiteatro natural, uma depressão esculpida pela erosão ao longo de milhões de anos, com 500 m de diâmetro e 205 m de altura. Sem dúvida, algo que vale a pena descobrir in loco. Como se isso não bastasse, é ainda possível descobrir a Cova da Velha, uma gruta de onde brota uma nascente que alimenta o ribeiro da Fórnea (Nota: tanto a gruta como o ribeiro estavam completamente secos apesar de ter sido um inverno bastante chuvoso, o que significa que será difícil encontrá-lo com água). A vegetação ao longo de todo o percurso é típica de solos calcários, rasteira e predominantemente com arbustos. Este elementos foi uma das maiores riquezas do percurso: ao longo do caminho, os perfumes e aromas ia inebriando os caminheiros com alfazema, poejo, alecrim, etc. O percurso marcado existente apenas tem 3 km de extensão, pelo que se improvisou e graças às partilhas de trilhos no Wikiloc, pudemos realizar um trajeto de aproximadamente 8 km. É perfeitamente acessível a qualquer um, no entanto convém ter algum cuidado numa subida muito inclinada em cima de uma cascalheira. Ou muito me engano ou a subida terá uma ângulo de ataque de cerca de 60% de inclinação, uma verdadeira parede onde os bastões de marcha são quase obrigatórios. Chegados ao alto da Fórnea, foi-nos revelada a envergadura do enorme anfiteatro natural, onde nos sentimos muito pequenos e efémeros perante uma obra da natureza tão grandiosa.

 

Sinal a indicar a zona do início do percurso.

Placa do percurso oficial do PNSAC.

O grup iniciando a caminhada.

Seguimos junto ao leito seco da Ribeira da Fórnea.

Marcações e vegetação.

Atravessámos uma extensa área de oliveiras.

Junto a esta ponte, seguimos em frente (pela esquerda), haveríamso de regressar pelo caminho da direita.

Pouco a pouco, a imponência do monte ia-se revelando.

Um pequeno bebedouro para os animais ainda resistia à seca.

Chegamos à zona da cascata da ribeira da Fórnea.

Infelizmente, a queda de água não existia. Uma pena, pois as fotos que encontrei pela net revelam uma pequena maravilha, que gostaria de ter visto.

Entrámos então no anfiteatro natural.

Passamos por um ciclista de BTT, sem saber muito bem de onde teria vindo. Depois de perceber como era o trilho dali em diante, ainda mais dúvidas tive sobre como teria chegado ali.

Parece uma armadilha gigante, um fojo para apanhar lobos gigantes.

Seguimos em direção à Cova da Velha.

Parte do grupo observando as paredes que se erguiam em redor.

A passagem até junto da Cova da Velha é algo estreita para um grupo tão grande.

O grupo junto à Cova da Velha.

Aspeto da Cova da Velha.

A gruta estava completamente seca, sendo possível entrar pela cavidade.

Voltamos pelo mesmo caminho até encontrarmos um trilho que seguia encosta acima.

Esta é a subida íngreme de que falava. Em cima de todo este cascalho e com uma inclinção brutal, várias foram as pessoas que se viram obrigadas a andar de quatro para conseguir subir.

Uma prova de equilibrismo.

Vista de cima, a tarefa continuava a parecer muito complicada.

Muitos se lamentaram por ter deixado os bastões em casa.

 Na vertente em frente, observámos várias cascalheiras, vestígios do gelo ali existente em outras eras.

A subida íngreme teve o seu fim com um pequeno trilho de pé posto pela curva de nível.

No fundo do vale, o caminho por onde viemos.

Acabamos por alcançar uma zona marcada pela construção de vários muros de pedra, marcando os limites das propriedades rurais.

Vista geral sobre a vertente oposta.

O caminho segue pela borda superior da Fórnea.

Vista da aldeia de Chão das Pias.

Ainda não tínhamos acabado de subir...

 Panorâmica sobre o topo da Fórnea.

Hora da foto de grupo.

A última subida.

Ao longo de todo o percurso, fomos encontrando flores a embelezar o caminho.

Cardo.

Alcançado o ponto mais alto da Fórnea, iniciámos a descida e conseguimos então avistar Porto de Mós, com o seu peculiar castelo em destaque.

Primavera em força.

Entre muros.

Nem quero imaginar o trabalhão que terá sido apanhar tanta pedra para construir estes muros.

Papoilas.

Mais cardos.

Esta parecia jasmim, mas não tenho a certeza.

Caminhos infindáveis...

O percurso volta a orientar-se para a zona da Fórnea.

Descida em zigue-zague.

Lá ao fundo, a zona do caminho por onde começamos.

Mais flores...

... e mais...

... e mais ainda.

A descida final até encontrar o caminho inicial junto à pequena ponte.

Este foi sem dúvida um local fantástico que descobri num percurso que recomendo fortemente e um dia bem passado a caminhar.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 8 km

Tempo: 3h30 (+/-) com paragens para almoço e admirar a paisagem.

Tipo: circular

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso: C.M. de Porto de Mós

Outros sites de relevo: ICNF

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: Wikiloc darasola

Ponto positivos: a beleza geológica e paisagística da Fórnea, A Cova da Velha, A Queda de água do Ribeiro da Fórnea

Pontos negativos: n/a

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1 comentário

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De L. Lima a 10.04.2017 às 02:30

A flor que parece jasmim é uma madressilva. E nas suas fotos aparece também uma linda orquídea (antepenúltima foto). Uma das muitas que é possível ver nesta zona e um pouco por todo o PNSAC.

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