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Mudamos novamente de ilha e até de grupo, pois apanhámos um voo de cerca de 45 min do grupo central até ao grupo ocidental, para conhecer as ilhas mais distantes: as Flores e o Corvo.

Posso garantir que foi na ilha das Flores que conheci o local mais bonito da minha vida (até à data). Falo do Poço da Alagoinha, também conhecido como Poço da Ribeira do Ferreiro ou ainda lagoa dos patos (ou patas). Integra a zona da Reserva florestal do Morro Alto. É um verdadeiro jardim do Éden, um pequeno paraíso na terra, perdido no meio do Atlântico. Para lá chegar, basta percorrer um pequeno trilho durante 10 min, para alcançar um local que deixa qualquer um de boca aberta perante tamanha beleza. Garanto que não é exagero! É impossível chegar ali e não ficar deslumbrado pela paisagem verdejante, onde se destacam uma série de linhas de água cujas aguas brancas escorrem pelas paredes contrastando com a verde vegetação luxuriante. Não há foto, nem vídeo que consigam fazer jus à beleza do local, mas mesmo assim deixo aqui as que tirei. De referir também que este percurso coincide em parte com o PR2FLO (Lajedo - Fajã Grande), que não percorremos por questões logísticas e de tempo. Apenas fizemos a ligação da estrada até ao Poço da Alagoinha, mas garanto que é suficiente para ser inesquecível.

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O acesso ao local faz-se na estrada de acesso à Fajã Grande, a poucos metros desta ponte.

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Vista a partir da ponte sobre a Ribeira do Ferreiro.

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Placa assinalando o local. Basta deixar o carro junto à estrada e seguir a pé.

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Aspeto do início do trilho.

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Embrenhamo-nos num manto verde de vegetação, num trilho de calçada grosseira e irregular.

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Basta seguir o caminho...

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.. até alcançar este local único.

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A paisagem é fan-tástica!

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As linhas de águas alvas rasgam a parede vertical coberta de vegetação.

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Quando chegámos ao local, apenas estava por ali um casal estrangeiro. Acabaram por seguir caminho e deixaram a lagoa apenas para nós.

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É impossível não ficar a contemplar a beleza do local.

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O PR está presente junto à lagoa.

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Já no regresso, com outras perspetivas sobre o caminho de acesso.

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A vegetação luxuriante do trilho.

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Para todos os que forem à ilha das Flores, é imperativo conhecer este local fantástico.

Boas caminhadas

darasola

 

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Açores - Pico - Subida do vulcão do Pico

por darasola, em 03.05.17

O objetivo principal da visita ao grupo central dos Açores era a subida ao topo do vulcão do Pico. Com 2351 m de altitude, constitui o ponto mais alto do território português e é um "must do" para qualquer amante de caminhadas. A montanha está omnipresente em qualquer ponto da ilha, e até mesmo das ilhas vizinhas do Faial e de S. Jorge, e torna-se um companheiro de viagem, servindo de ponto de referência. Na verdade, a conquista da montanha não é propriamente um passeio, pois dada a dificuldade da subida acaba por ser mais do que uma simples caminhada e está quase no patamar da escalada/montanhismo.

A primeira questão é a da meteorologia: será que o tempo vai estar favorável à subida? Será que vai estar "fechado" e não será permitida a subida? Apesar do trilho estar identificado por estacas ao longo de todo o percurso, se a visibilidade for reduzida é muito fácil perder e sair do trilho, daí a interdição de subida. Foi então o nosso primeiro receio. No dia da chegada ao Faial, apenas conseguimos ver o topo da montanha - o Piquinho - quando o avião fez a descida para o aeroporto. Após descermos abaixo do nível das nuvens, o cume manteve-se escondido e assim se manteve até quando mudamos de ilha. Por uma questão de segurança, fomos à Casa da montanha, o centro de receção dos caminhantes e ponto de partida da subida, para obtermos informações sobre as previsões para o dia seguinte. Não obtivemos a resposta pretendida, pois o tempo era incerto, mas ficamos com um "É melhor vir até cá e ver como está o tempo". Assim fizemos. Saímos da vila da Madalena com um céu coberto e cinzento que não permitia ver sequer  a sombra da montanha. Cruzamos a ilha pela estrada longitudinal e ficamos radiantes quando constatamos que a Casa da Montanha estava já acima das nuvens e que o cume estava completamente limpo.

Como referido, é necessário fazer a inscrição de cada caminhante na Casa da Montanha para se poder iniciar a subida. Somos informados das regras e condições de seguranças e visualizamos um breve vídeo informativo. É entregue um GPS com função de rádio para uma eventual emergência e para que os vigilantes possam saber a nossa posição exata durante a subida (surge em tempo real num ecrã da sala da Casa da montanha). De destacar também que somos informados das coimas aplicadas e custos de uma eventual operação de resgate, algo que considero muito positivo para dissuadir muitos "aventureiros" destemidos, que não saibam respeitar a montanha. Também temos de pagar uma taxa de 10€ por pessoa para subir ao Pico e 2€ se a subida incluir a subida ao Piquinho.

Finalmente demos início à subida. Apesar de ser apenas cerca de 5 km, o percurso é bastante exigente, principalmente devido à irregularidade do trilho. Apesar de em algumas zonas ser um trilho bem nítido, noutras é apenas uma linha imaginária entre uma estaca e outra. Em parte do percurso a progressão faz-se de rocha em rocha. Umas boas botas e bastões de caminhada (2 de preferência) são essenciais, em especial para a descida que é muito mais exigente do ponto de vista técnico e mais perigosa também. No nosso caso, a subida fez-se em cerca de 2h30 e a descida demorou 3h. De referir ainda a subida ao Piquinho, o pequeno cume de 70 m que existe no centro da cratera do vulcão. O terreno é muito inclinado e tão acidentado que em certos pontos o mais seguro é usar mãos e pés para a subida.

Resumindo, a subida ao Pico foi incrível. A conquista e superação aliadas às paisagens únicas e vistas fantásticas sobre as ilhas do grupo central tornaram a experiência inesquecível. As dores musculares nos dias seguintes também não deixaram esquecer a dureza da conquista da montanha.

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Casa da Montanha

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Interior da Casa da Montanha, com o ecrã onde se consegue ver imagens em direto da câmara colocada na subida, bem como os outros caminhantes.

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A porta para o Pico.

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A escadaria de início da subida e o monumento existente.

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O aspeto da Casa da Montanha acima das nuvens.

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O início do trilho é muito fácil.

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Uma das várias crateras pelas quais passamos durante a subida.

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A câmara colocada no início da subida que transmite imagens em streaming (disponível no SpotAzores)

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Verde e branco

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Mais uma cratera observável na subida.

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Nessa parte já não se distingue nenhuma trilho, apenas as estacas de orientação.

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Aspeto da irregularidade do piso.

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Sentimo-nos pequenos perante a montanha.

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Nalguns locais, a lava deixou pequenos túneis ocos debaixo da rocha.

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O símbolo da paz feito de rochas vulcânicas.

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Um mar de nuvens com uma aberta sobre a ilha do Faial.

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O Faial já se distinguia um pouco mais.

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Aspeto final da subida.

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O trilho aqui é bem visível, mas é composto por um chão de gravilha escorregadia.

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Na chegada ao topo da cratera.

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Vista da cratera e do Piquinho. Conseguem distinguir as pessoas com roupas rosa/vermelho na fotografia?

...

(dica: por cima da palavra sapo)

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Finalmente, no topo do Piquinho, com vista para a cratera.

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O topo de Portugal é aqui!

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2351 m

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Depois da conquista da montanha, iniciamos a dura e longa descida. As estacas marcam o caminho.

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Vista para o Faial e a baía da cidade da Horta.

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Cá estou eu!

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Dominando a paisagem.

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A descida ainda ia a meio, mas era impossível não parar para contemplar as vistas.

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Alcançamos dois grupos diferentes na descida, que tinham dificuldades visíveis para descer.

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A base do vulcão parece uma vasta pradaria, com uma cratera aqui e ali.

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Buracos no piso sobre túneis lávicos.

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No regresso à Casa da Montanha, recebemos o certificado da subida ao Pico.

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Regressando à Madalena seguindo pela estrada longitudinal, com vista para a baía da Horta (Faial).

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 10 km (5 km para cada lado)

Tempo:  2h30 para a subida e 3h para a descida (com bom tempo e boa visibilidade)

Tipo: linear

Dureza física: 5/5

Dificuldade técnica: 5/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: 4/5

Informações sobre o percurso: n/a

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: beleza e desafio do percurso, topo de portugal

Pontos negativos: percurso fisicamente exigente

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