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Açores - Flores - Fajã Grande - PR1FLO

por darasola, em 12.07.17

Pelo facto deste PR1FLO ser um percurso linear entre as localidades da Fajã Grande e Ponta Delgada, não foi possível arranjar atempadamente transporte para o regresso e ficou por descobrir a maior parte do trilho. Mesmo assim não quisemos deixar de conhecer a parte inicial a partir da Fajã Grande. Depois de passarmos a cascata do Poço do bacalhau, depois de passar a igreja da Ponta da Fajã, seguimos junto à falésia, vendo o mar quebras as suas ondas nas praias rochosas. O acesso é até aí bastante simples, mas pode impressionar quem é mais sensível às alturas. É possível avistar o Ilhéu de Monchique, o ponto mais ocidental de toda a Europa. Alcançámos então a zona do início da subida pelo flanco da escarpa. Nessa zona, a vegetação endémicas é impressionante e sem igual. Encontrámos espécies com troncos retorcidos a ponto de parecerem figuras saídas de algum conto maravilhoso, uma verdura densa e húmida, por onde o trilho escorregadio e estreito nos levava. O calor, a humidade e as características do trilho tornavam a progressão lenta e exigente. É uma parte onde é necessário estar sempre a ver bem onde se colocam os pés, pois as raízes e as rochas no chão são traiçoeiras. Mesmo assim, as pausas eram frequentes para poder contemplar e fotografar a beleza quer da paisagem, quer da vegetação. Fiquei com pena de não poder concluir o trilho, que nos leva a passar pelo farol de Albernaz - o mais ocidental dos Açores e da Europa. Talvez um dia...

Ficam as fotos:

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O ilhéu de Monchique entre as árvores.

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Este trilho é não só um PR, mas também faz parte do GR 01 FLO, que atravessa a ilha das Flores.

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A pequena igreja da Ponta da Fajã ficou para trás.

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Esta parte do trilho é bastante simples e segue pelo flanco da encosta.

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A falésia que termina muitos metros lá abaixo.

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Vista para a igreja da Ponta da Fajã e, em fundo, a Fajã Grande.

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Lá ao fundo a praia rochosa.

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Pouco a pouco, o percurso começa a subir e a dificuldade aumenta.

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Outra perspetiva para trás.

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A vegetação vai-se tornando mais densa...

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... até mergulharmos na parte da vegetação endémica, com árvores impressionantes.

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Penso que serão cedro-do-mato, mas quem for especialista que deixe um comentário a confirmar.

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Esta parte do trilho é lindíssima, mas bastante perigosa.

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O trilho perdido no meio da vegetação.

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Nalgumas zonas mais "perigosas", uma ajuda preciosa foi instalada. Infelizmente não foi possível avançarmos mais para além desta zona e acabámos por regressar, descendo cuidadosamente pelo mesmo percurso.

E assim terminam os relatos das aventura pelos Açores, em que percorremos 4 ilhas dos grupos central e ocidental. Certamente voltaremos aos Açores para conhecer as restantes ilhas de S. Jorge, da Terceira, da Graciosa e de Santa Maria.

Boas caminhadas

darasola

 

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A Fajã de Lopo Vaz é uma pequena porção de terra na costa sul da ilha, muito perto da Laje das Flores, que tem a particularidade de possuir um micro-clima, que conserva a fauna e flora originais das ilhas da Macaronésia. Este terá sido o primeiro local habitado da ilha da Flores. O único acesso à fajã faz-se por um caminho íngreme e estreito, e não há outro forma de lá chegar por terra. Este é o percurso do trilho PRC4FLO, que se inicia junto ao Miradouro da Fajã de Lopo Vaz, descendo até à fajã para contornar as poucas "habitações" por lá existentes pela praia e regressar pelo mesmo caminho. A chuva que caiu durante a noite e o calor intenso da manhã tornaram o ambiente extremamente húmido, o que colava as roupas ao corpo e dificultou um pouco o percurso. A descida não teve qualquer dificuldade, nem alternativa que nos pudessem desviar do caminho, contudo ao chegarmos à fajã, foi muito difícil encontrar o caminho. Mesmo com o trilho no GPS, acabamos por entrar numa zona de vegetação densa e altíssima, que nos deixou completamente molhados e enlameados. Lá conseguimos descer pela encosta de um campo e seguimos caminhando sobre os seixos da praia. A atmosfera na fajã é estranha e misteriosa, deixando-nos a pensar como será pernoitar numa daquelas cabanas isoladas no meio do Atlântico, sem sequer termos a coragem de pensar como será viver realmente ali. Notamos que algumas das cabanas pareciam estar habitadas, mas mesmo assim não vimos ninguém, até aparecer um pequeno grupo barulhento, que quebrou o encanto do local.

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Painel informativo junto ao miradouro.

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Sinalética do percurso.

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O início do trilho junto ao miradouro.

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O caminho é de +/- 1200 m, mas há que contar a volta, o que acaba por fazer 3.5 km.

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O aspeto do trilho com a ponta da fajã a espreitar.

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A vegetação é luxuriante ao longo de todo o trilho.

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A água a escorrer pelas encostas da serra.

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Parece que estamos nos trópicos.

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Uma curiosidade: nesta parede exposta de rocha vulcânica, encontramos "altares" improvisados...

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com bonecas/santas, rodeadas de flores de plástico. Estranho...

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Morangos selvagens.

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Na descida final para a fajã.

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A vista da fajã e das poucas cabanas que ali foram construídas, umas mais recentes, outras com ar de já terem algumas décadas.

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Embrenhámo-nos no meio daquela vegetação toda.

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Está aí alguém?

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A cabana com ar mais antigo.

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As bananeiras encontram ali ótimas condições para...

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... darem frutos.

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Seguimos pelo meio dos campos...

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... e ficamos completamente molhados devido ao estado da vegetação.

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Conseguimos finalmente alcançar a praia, onde a progressão era bem mais fácil.

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Uma mariola gigante.

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A observar o Atlântico.

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Esta era a cabana em melhor estado.

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"I dream of a world where chickens can cross the road without having their motives questioned" :-)

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Depois de uma breve pausa, regressamos pelo mesmo caminho.

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Vencendo as dificuldades da subida até ao miradouro da partida.

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Sempre a subir pelo meio da vegetação e junto à encosta.

Nunca tinha estado numa fajã tão isolada e (aparentemente) abandonada e foi sem dúvida uma boa experiência.

Boas caminhadas

darasola

 

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