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Trilho do Canhão do Vale do Poio - Pombal

por darasola, em 09.08.16

A proposta do grupo ANDAR era a visita ao Canhão do Vale do Poio, trata-se de um canhão fluviocársico constituído por vertentes escarpadas, que a água escavou e modelou na Serra de Sicó. O trilho foi desenhado pelos membros do ANDAR e levou-nos a percorrer o canhão, bem como alguns caminhos da serra em redor. O percurso foi iniciado na aldeia de Poios e foi feito no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Depois de sairmos da aldeia, seguimos por caminho agrícolas, por entre campos, até entrarmos na parte mais larga do canhão. A sua largura e a altura das vertentes impressionam, sobretudo quando nos apercebemos que nos seu fundo corria apenas um pequeno ribeiro, para o qual bastava dar um salto para atravessar. As forças geológicas que por ali trabalharam durante milhares de anos criaram esta estranha formação sem pressas. Podemos observar alguma cavidades naturais formadas nas encostas, assemelhando-se a pequenas grutas. A vegetação era essencialmente composta por arbustos baixos, no entanto, em determinada parte do trilho, entramos num verdadeiro túnel de vegetação, que quase nos engole. Ali, a humidade e frescura eram elevadas, daí a presença de vários tipos de líquenes e musgos. Depois de sairmos do canhão, seguimos por caminhos rurais até às povoações de Mocifas de Santo Amaro e Covão das Favas. Pouco depois dessa segunda localidade, fomos até ao primeiro miradouro, onde fizemos uma foto de grupo. Finalmente, dirigimo-nos para a zona da capela da Sra da Estrela, onde um novo miradouro nos presenteou com vistas sobre a paisagem em redor. Não perdemos a oportunidade de registar em fotos a curiosa capela que se encontra cravada numa falésia calcária, formando um altar natural.

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O grupo na aldeia de Poios.

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A bifurcação no caminho: seguimos pela direita e voltaríamos pela esquerda para concluir o trilho.

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Por caminhos agrícolas.

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Início do trilho de pé posto para a entrada do canhão.

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Sinalética no início do trilho.

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A vista imponente para o canhão e as suas vertentes.

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O grupo seguindo em fila ao longo do trilho de pé posto.

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Não tive oportunidade de perceber qual era a Grande Rota que passava pelo canhão, mas sem dúvida que será um percurso bastante interessante.

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Observando uma das cavidades.

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Dentro da cavidade.

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Na zona onde a vegetação formava um túnel natural.

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Saindo do canhão para uma zona de campos agrícolas.

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Reflexos de um caminhante.

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Um gigante a observar o grupo.

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Zonas de vinha.

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O campos estão delimitados por muros de pedras calcárias bem características.

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O grupo no local do primeiro miradouro.

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O segundo miradouro, por cima da capela da Sra da Estrela.

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A vista.

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O miradouro e a capela cravada na encosta.

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Uma outra perspetiva da capela, onde se percebe a estranha cavidade natural junto ao edifício.

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Parece mesmo um altar natural.

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Descendo para voltar à aldeia de Poios.

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Monumento alusivo aos peregrinos locais.

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Regresso à bifurcação da aldeia de Poios.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 11 km

Tempo: 4h (+/- com paragens para fotos e almoço)

Tipo: circular

Dureza física: 2/5

Dificuldade técnica: 2/5

Beleza do Percurso: 3/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso: aqui

Outros sites de relevo:

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: o canhão do vale do poio, a capela da Sra da Estrela.

Pontos negativos: n/a

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 A Calçada do Diabo... o nome é bem sugestivo e deixa no imaginário de cada um a ideia de um local agreste e associado a lendas e histórias populares, essa é uma das facetas da Calçada de Alpajares. Bem a propósito, eis a lenda da Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo:
Diz a lenda que "Em tempos antigos era tudo por este sítios barrancos e precipícios medonhos, um cavaleiro vindo dos lados de Barca d'Alva em noite de tempestade, chegou à margem da Ribeira do Mosteiro que ia de mar a monte. Dada a necessidade impiedosa de atravessar o bravo curso de água, pois tinha a sua amada à espera, suspirou aflito: Valha-me Deus ou o Diabo. Foi Satanás que apareceu ao chamamento e disse: Se me deres a tua alma, antes que o galo preto cante, te darei uma ponte e uma estrada para que possas seguir a tua cavalgada sem perigo. O Cavaleiro aceitou e o infernal pedreiro e seus acólitos atarefaram-se na arrojada construção de uma calçada entre os fraguedos, distribuindo 18 elegantes lancetes em gogos da ribeira, ao som estridentes cantares de Bruxas que no terreiro se reuniram para festejar a conquista de mais uma alma. Eis que canta o galo três vezes quando apenas faltava colocar as duas últimas pedras da ponte. O cavaleiro liberto do seu compromisso prosseguido a sua viagem e o Diabo enraivecido, desapareceu com os seus acólitos através de uma bocarra que se abriu entre os penhascos".

Outra é de um paraíso para os geólogos, tal a quantidade de dobras e formações geológicas, que lembram a raiva retorcida do diabo ao ver fugir mais uma alma prometida. A paisagem é lindíssima, outra coisa não poderá ser, já que estamos em pleno Parque Natural do Douro Internacional.

O que nos trouxe a este local foi a inauguração de um centro interpretativo sobre a Calçada de Alpajares na antiga escola primária da aldeia de Poiares e foi mesmo aí que começou a caminhada, depois da inauguração, onde não faltou um porto de honra e umas amêndoas caramelizadas fabulosas. A partir daí o grupo percorreu as ruelas da aldeia e pouco a pouco foi abandonando a zona do casario, para percorrermos caminhos da serra em direção à calçada. Ainda deu para descobrir o interior de um pombal típico de Trás-os-Montes, umas sepulturas antropomórficas, pinturas rupestres ao ar livre e terminar com um belo lanche. Sem dúvida um dia em grande, que justificou os quilómetros percorridos de carro.

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Centro da aldeia de Poiares com a escola primária ao fundo, onde foi inaugurado o centro interpretativo.

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Percorrendo as ruelas da aldeia.

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Uma construção peculiar que reflete os materiais disponíveis na região.

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Outra casa de relevo.

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Pelos caminhos da serra.

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Chegada ao ponto mais alto do percurso. O horizonte estende-se a perder de vista.

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O rio Douro serpenteia entre estes montes e espreita a alguns quilómetros.

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A partir daqui foi sempre a descer.

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Aqui encontramos o percurso pedestre marcado que existe na calçada de Alpajares, no entanto, hoje apenas íamos percorrer uma metade deste percurso sinalizado, a que consiste justamente com a Calçada de Alpajares.

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A seta mostra por onde seguimos.

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... as vistas para o vale eram fantásticas. Como nos sentimos pequenos perante a grandeza da mãe natureza. Impressiona a verdadeira muralha que existe neste vale. Até parece uma construção do homem, a famosa muralha do Norte ?

 

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No alto do castro de S. Paulito...

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... pudemos apreciar uma construção típica do norte transmontano: um pombal.

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Também pudemos apreciar estas sepulturas antropomórficas escavadas na rocha.

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Os famosos pombais são construções muito particulares em forma de U e telhado inclinado.

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As paredes interiores estão revestidas de pequenas "prateleiras" ou nichos, onde os pombos faziam os seus ninhos. A sua importância era assinalável, visto que tinha várias funções. Os pombos era um alimento acessível, mesmo às famílias mais pobres que viviam da agricultura, e ainda podiam utilizar os excrementos para fertilizar os solos.

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Era época das amendoeiras em flores, a época mais bonita para percorrer esta zona.

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Tão pequeno no meio da imensidão da serra.

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Num promontório de pedra.

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A beleza das flores de amendoeiras.

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A placa informativa da Calçada de Alpajares.

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Eis a famosa calçada e a paisagem do vale da ribeira de Mosteiro.

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A calçada é uma construção um pouco banal, mas que deixa imaginar as dificuldades que terão tido aquando da sua construção.

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Dobras geológicas.

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Um aspeto das paredes rochosas no percurso.

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Esta parede tem a particularidade de ter uma pintura rupestre ao ar livre - algo de muito raro - que representam dois animais: a vermelho, uma possível lontra e a preto, um bufo. Algo único e a preservar.

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Também encontramos uma rocha especial, com pequenas cavidades e riscos, onde era costume deixar oferendas.

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Quase a chegar ao fundo da calçada.

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Na foto, as partes brancas correspondem a excrementos de um ninho de abutres.

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O vale da ribeira.

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Uma pequena ponte improvisada.

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Esta é a perspectiva para quem inicia a subida da calçada.

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Panorâmica sobre a ribeira e o moinho.

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O antigo moinho estava arranjado e aberto para podermos visitar.

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O interior.

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Seguimos pelo percurso marcado.

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Ribeira de Mosteiro

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Um antiga ponte que ruiu?

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A parte final fez-se por um caminho rural.

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Aspeto final do percurso e do vale que ficou para trás.

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O início do percurso marcado.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 8 km

Tempo: 3h (com paragens)

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 2/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso: n/a

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: n/a

Ponto positivos: Calçada de Alpajares, Castro de S. Paulito e sepulturas antropomórficas, aspetos geológicos, amendoeiras em flor,

Pontos negativos: nada de especial a apontar

 

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