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Torcal de Antequera - Andaluzia - Espanha

por darasola, em 11.02.18

Antequera fica bem perto da zona do Caminito del Rey e destaca-se pelas curiosas formações rochosas do Torcal de Antequera. Resumindo um pouco, esta curiosas rochas eram sedimentos do fundo marinho há 150 milhões de anos atrás, que se elevaram mais de 1300 m na Era Terciária para o atual nível. A erosão encarregou-se de esculpi-las e deu origem a estas verdadeiras obras de arte da natureza, que foram classificadas Património da Humanidade pela UNESCO em 2016. Existem vários percursos nesta paisagem protegida de acordo com a escolha de cada um. Optámos pelo percurso amarelo, um trilho simples e curto que nos permitiu explorar este labiríntico cárstico e maravilhar-nos com verdadeiras obras de arte da natureza.

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Centro interpretativo do Torcal de Antequera, com visita interpretativa e um pequeno café/restaurante.

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Início do trilho junto ao parque de estacionamento.

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Painel do trilho da Ruta Amarilla.

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O percurso está marcado com pequenas estacas coloridas e marcas pintadas na rocha. Mesmo assim, as rochas e a vegetação podem confundir-nos e levar-nos a perder o trilho.

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Árvores verdes e árvores de pedra.

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A paisagem é simplesmente fantástica, quase parece que estamos noutro planeta.

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Um entroncamento de "senderos"

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Algumas passagens são bastante estreitas. O solo é também muito irregular e as botas de caminhadas são obrigatórias.

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O vale perdido.

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Parece chaminés de pedra.

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Os gigantes vigiam-nos.

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A passagem é mesmo por ali e não convém ser muito largo para poder passar.

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Conseguem ver o camelo de pedra?

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É impossível perceber por onde andamos a trilhar esta planalto único.

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Já perto do final, com o centro interpretativo à vista.

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Linhas horizontais

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Fim do percurso.

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Ainda fizemos um pequeno desvio para o Mirador Las Ventanillas.

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Chegada ao miradouro.

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Painel explicativo dos fenómenos de erosão que esculpiram a paisagem.

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A vista do miradouro. O dia tinha névoa no horizonte e não nos deixavam avistar Málaga e o Mediterrâneo.

Ficha técnica: 

Distância: 3 km

Tempo: 1 h

Tipo: circular

Dureza física: 1/5

Dificuldade técnica: 3/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: 4/5

Site oficial

Trilho GPX

Ponto positivos: paisagens e fenómenos rochosos

Pontos negativos: o piso é muito traiçoeiro sendo fácil tropeçar e cair. Olhar bem para onde se pisa é fundamental.

 

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A Fajã de Lopo Vaz é uma pequena porção de terra na costa sul da ilha, muito perto da Laje das Flores, que tem a particularidade de possuir um micro-clima, que conserva a fauna e flora originais das ilhas da Macaronésia. Este terá sido o primeiro local habitado da ilha da Flores. O único acesso à fajã faz-se por um caminho íngreme e estreito, e não há outro forma de lá chegar por terra. Este é o percurso do trilho PRC4FLO, que se inicia junto ao Miradouro da Fajã de Lopo Vaz, descendo até à fajã para contornar as poucas "habitações" por lá existentes pela praia e regressar pelo mesmo caminho. A chuva que caiu durante a noite e o calor intenso da manhã tornaram o ambiente extremamente húmido, o que colava as roupas ao corpo e dificultou um pouco o percurso. A descida não teve qualquer dificuldade, nem alternativa que nos pudessem desviar do caminho, contudo ao chegarmos à fajã, foi muito difícil encontrar o caminho. Mesmo com o trilho no GPS, acabamos por entrar numa zona de vegetação densa e altíssima, que nos deixou completamente molhados e enlameados. Lá conseguimos descer pela encosta de um campo e seguimos caminhando sobre os seixos da praia. A atmosfera na fajã é estranha e misteriosa, deixando-nos a pensar como será pernoitar numa daquelas cabanas isoladas no meio do Atlântico, sem sequer termos a coragem de pensar como será viver realmente ali. Notamos que algumas das cabanas pareciam estar habitadas, mas mesmo assim não vimos ninguém, até aparecer um pequeno grupo barulhento, que quebrou o encanto do local.

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Painel informativo junto ao miradouro.

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Sinalética do percurso.

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O início do trilho junto ao miradouro.

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O caminho é de +/- 1200 m, mas há que contar a volta, o que acaba por fazer 3.5 km.

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O aspeto do trilho com a ponta da fajã a espreitar.

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A vegetação é luxuriante ao longo de todo o trilho.

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A água a escorrer pelas encostas da serra.

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Parece que estamos nos trópicos.

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Uma curiosidade: nesta parede exposta de rocha vulcânica, encontramos "altares" improvisados...

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com bonecas/santas, rodeadas de flores de plástico. Estranho...

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Morangos selvagens.

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Na descida final para a fajã.

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A vista da fajã e das poucas cabanas que ali foram construídas, umas mais recentes, outras com ar de já terem algumas décadas.

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Embrenhámo-nos no meio daquela vegetação toda.

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Está aí alguém?

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A cabana com ar mais antigo.

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As bananeiras encontram ali ótimas condições para...

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... darem frutos.

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Seguimos pelo meio dos campos...

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... e ficamos completamente molhados devido ao estado da vegetação.

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Conseguimos finalmente alcançar a praia, onde a progressão era bem mais fácil.

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Uma mariola gigante.

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A observar o Atlântico.

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Esta era a cabana em melhor estado.

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"I dream of a world where chickens can cross the road without having their motives questioned" :-)

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Depois de uma breve pausa, regressamos pelo mesmo caminho.

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Vencendo as dificuldades da subida até ao miradouro da partida.

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Sempre a subir pelo meio da vegetação e junto à encosta.

Nunca tinha estado numa fajã tão isolada e (aparentemente) abandonada e foi sem dúvida uma boa experiência.

Boas caminhadas

darasola

 

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