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Las Médulas - León - Espanha

por darasola, em 22.10.18

"Las Médulas" é o nome de uma pequena povoação situada a alguns quilómetros de Ponferrada, na Província de León. Situa-se em plena rota do Caminho de Inverno para Santiago de Compostela, mas não é por isso que é conhecida. Esta zona tem um património natural e histórico tão rico que lhe valeu a distinção de ter sido declarada Património da Humanidade em 1997.

O motivo para tal é a existência de uma das maiores explorações mineiras de ouro da época romana, que deu lugar a uma paisagem única onde se destacam formações alaranjadas enormes, a fazer lembrar as termiteiras gigantes. Com recurso a um processo rudimentar de escavação conhecido como - ruina montium - , os romanos abriam pequenos poços e galerias no antigo monte Medilianum, para onde encaminhava o curso de rios que iam desviando. A força das águas iam erodindo as falésias, que ruíam e permitiam fazer a lavagem dos sedimentos, revelando o metal precioso procurado. Essa atividade modelou a paisagem natural, dando um aspeto único e inconfundível.

Existem vários percurso pedestres no local que permitem descobrir toda esta região. Optámos por uma mistura de dois percursos a "Senda Perimetral" e a "Senda de las Valiñas" para podermos descobrir alguns dos pontos mais emblemáticos como as cavidades gigantes de La Cuevona e La Encantada e ainda o mirador de Orellan. Tivemos a sorte de apanhar o pôr-do-sol no alto do miradouro de Orellan e fomos brindados com toda a magia do momento, com a luz natural a pintar (ainda mais) as falésias de tons alaranjados. A época da visita - o Outono - também foi a ideal, pois apanhamos os bosques de castanheiros com as mesmas tonalidades de outono, e ainda com o bónus das castanhas.

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Painel informativo do percurso da Senda Perimetral junto ao estacionamento.

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Café/Taperia alusivo ao Caminho.

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Centro interpretativo de Las Médulas. Como já estávamos com o tempo contado, não deu para ir visitar.

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Marco do Caminho de Santiago.

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Um antigo lavadouro no centro da aldeia.

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Bifurcação para os vários percursos.

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 Esquema dos percursos existentes.

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O curioso aspeto da igreja da aldeia.

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O curioso campanário destaca-se, com os cumes em pano de fundo.

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Seguimos pelo trilho por entre castanheiros.

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As elevações em terra ocre são realmente imponentes e fora do vulgar.

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As sombras já se prolongavam à medida que o sol ia descendo no horizonte.

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Verde e laranja (embora as fotos tenham saído com uma cor estranha...)

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Por onde quer que se olhe, o destaque vai sempre para as "torres alaranjadas".

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O "monstrengo".

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O curioso aspeto de uma parede de uma das torres.

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Paisagem de Outono.

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A entrada de La Cuevona, uma cavidade gigantesca numa das torres.

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Vamos à próxima.

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Uma das cavidades de uma galeria escavada na montanha.

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Esquema ilustrativo da técnica ruina montium usada para encontrar o ouro.

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Troncos de castanheiros centenários.

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Fim de tarde de outono.

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Iniciámos então a subida para o alto do miradouro de Orellán, por entre um souto de castanheiros novos. Uma curiosidade: o sinal a pedir para não apanhar castanhas.

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A paisagem parece uma pintura de outono.

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Chegados ao alto, pudemos finalmente contemplar a magnificência da beleza do local.

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Um verdadeiro postal de outono.

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A plataforma do miradouro de Orellán.

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Na encosta em frente, a cavidade acolhe pessoas que atravessam a galeria de Orellán para admirar a perspetiva desta balcão muito especial. Infelizmente, quando chegámos lá, o horário da última visita já tinha passado.

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Já na descida para regressar pelo mesmo caminho por onde viéramos.

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Uma fonte no caminho.

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Apanhámos então a senda de Las Valiñas para regressar ao centro da aldeia.

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Um pormenor curioso do gradeamento desta propriedade junto à igreja.

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Despedimo-nos de Las Médulas com a lua a brilhar por cima das torres.

 

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 Plitvice foi provavelmente "A" razão de termos ido à Croácia.

As fotografias que se encontram pela net fora mostram um local incrível, com cores e tonalidades que nos levam a desconfiar se aquilo é mesmo real ou se haverá ali muito trabalho de edição fotográfica. A cor azul turquesa das águas é fantástica e as tábuas toscas, quase rudimentares, dos passadiços dão um toque pitoresco ao passeio.

Foi assim a cereja no topo do bolo da viagem pela Croácia e Bósnia e Herzegovina cujo roteiro hei de colocar aqui. Apenas não tivemos muita sorte com a meteorologia pois esteve bastante coberto e na parte final do percurso fomos brindados com uma irritante chuvinha, que não chegou para nos tirar o ânimo de conhecer este pequeno paraíso. Um dos danos do alojamento onde ficámos disse-nos na altura que já não chovia há cerca de 4 meses. Pois tinha de chover no final das nossas férias.

O parque nacional de Plitvice foi o primeiro parque natural da Croácia e os seus encantos levaram-no a ser reconhecido pela UNESCO como Património Natural da Humanidade desde 1979. É o maior parque natural croata com uma área de mais de 300 km2 e a área mais procurada - a dos lagos - representa apenas 1% do território do parque. Nota-se que o parque é o motor de desenvolvimento de toda esta região pois facilmente se percebe que as pequenas localidades em redor vivem e crescem graças ao turismo.

O complexo turístico do acesso à zona dos lagos está dividido em duas entradas distintas e optamos pela entrada nº1 que dá acesso ao complexo dos lagos, dividido entre os lagos superiores e os lagos inferiores. Existem vários trilhos propostos, e acabámos por escolher percorrer o Trilho "C" que, com cerca de 8 km e uma duração prevista de 4 a 6 h nos parecia ser adequado para uma descoberta turística, que incluía a travessia do lago em barco elétrico.

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Depois de passar a bilheteira, o ponto de início do percurso.

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Painel informativo com os trilhos propostos neste entrada do parque.

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Escolhemos o trilho "C" - mapa acima

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Mal iniciámos o percurso deparamo-nos com esta vista fantástica: a Big Waterfall.

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Conseguir ver isto e ainda nem tínhamos começado. Isto promete!

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Os trilhos estão muito bem assinalados, com indicações para cada percurso.

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A primeira vista para as águas turquesas. Nem a falta de sol consegue tirar a beleza a estas águas. Como será quando o sol brilha?

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O percurso leva-nos até à Big Waterfall.

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Existem também várias placas cada vez que chegamos a um dos lagos, onde surge o nome com o esquema/profundidade das águas.

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É um cenário digno de inspirar qualquer pessoa e levar-me a desejar ser pintor para poder retratar esta maravilha da natureza.

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Os passadiços ao longo do trilho não são feitos de tábuas como os que conhecemos por cá. São compostos por tronco estreitos de madeira, alisados e pregados uns aos outros para formar uma superfície irregular e tosca por onde circulamos. Parecem mais naturais e integram-se perfeitamente com a paisagem. Temia que fossem escorregadios com a humidade, mas surpreendentemente não eram.

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Cada recanto era motivo para mais uma foto.

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Na base da Big Waterfall.

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Subindo em direção aos lagos superiores.

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Na base da gruta.

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Ainda nos aventuramos pela escadaria acima, por entre uma zona que é habitat de várias espécies de morcegos.

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De regresso aos lagos e ao percurso.

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Ao longo de todo o trilho, são centenas as pequenas cascatas naturais.

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A água escolhe o seu próprio caminho e segue por onde lhe apetece.

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A meio do percurso encontramos a zona de embarque para a travessia do lago com alguns edifícios de apoio (WC, loja e cafetaria)

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O cais de embarque.

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A travessia é feita em barcos elétricos, o que a torna extremamente silenciosa.

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Deslizamos muito lentamente pelas águas calmas e com neblina.

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O cais de desembarque do outro lado do lago.

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A vegetação é fantástica e luxuriante

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Um espelho de água natural.

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Quedas de água em todo o lado.

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 Uma equipa de reparações a fazer a manutenção de uma secção de passadiço.

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Pequeninos perante a grandiosidade da mãe natureza.

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Seria de esperar que erosão dos solos pela água, contudo parece que as árvores vivem em equilíbrio.

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E ainda deslumbrados com tudo o que tínhamos visto, chegámos sem contar ao final do trilho.

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Encontramos este autocarros 4x4 que nos levavam (pensava eu) em direção ao início do percurso. Felizmente não. Os autocarros deixam-nos num local onde ainda temos de percorrer um pequeno trilho que nos leva ao miradouro mais fantástico do parque.

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O miradouro natural dá-nos uma vista sobre o percurso inicial só ao alcance de uma ave... ou de um drone.

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A vista é fantástica e inesquecível.

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Terminamos a visita com a vista coma qual tínhamos iniciado o percurso.

Cliquem na imagem para aceder ao site oficial.

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Boa caminhadas e boas viagens

darasola

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