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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

PR2 - Caminhos do Vale do Urtigosa - Arouca

19.09.07 | darasola

No dia 16 de Setembro, a Associação Unidos de Rossas promoveu um passeio pedestre pelo zona envolvente ao Vale do rio Urtigosa como forma de celebrar o seu aniversário. O passeio foi divulgado pela imprensa local e compareceram sensivelmente 25 pessoas.

O ponto de encontro era a Igreja Romana da Freguesia de Rossas . Na hora da partida, já se encontravam pessoas para a missa dominical. É nesse local que se inicia e termina o percurso pedestre que é circular e que tem aproximadamente 11 km.

Pouco depois do início do percurso, cruzámos pela primeira vez o rio Urtigosa . Este rio foi alvo de uma intervenção pela associação ambiental Urtiarda que todos os anos promove a limpeza das suas margens. Com isso, o rio ganhou outra vida e é local de eleição de trutas, bogas e outros peixes de água doce.

O percurso começa então a subir, primeiro por uma zona ainda habitacional (lugar de Torneiro) ...

... depois, pelo meio do monte.

O percurso segue uma levada que leva a água do Ribeiro de Escaiba por tubos até onde ela é mais precisa. 

Chegada ao Ribeiro de Escaiba , onde existe uma pequena represa. O percurso continua a subir (bastante)...

... e um pouco mais acima deparámo-nos com este triste espectáculo. Podia ainda gracejar dizendo uma piada como por exemplo "Tinham preparado a sala para nos receberem" mas a verdade é que me entristece profundamente ver atentados ao ambiente como este. Basta telefonar à câmara municipal de Arouca para que uma carrinha venha recolher os objectos volumosos de que nos queremos desfazer, no entanto, há pessoas que se dão ao trabalho de carregar tudo (certamente num tractor, pois o caminho é muito íngreme) e despejar a lixo no meio da natureza. Lamentável... 

Esta é a vista que se tem do vale de Rossas .

Chega-se então a uma zona de campos cultivados onde...

... devido à altura das colheitas e das vindimas que se aproxima, foi possível encontrar suculentas uvas conhecidas por cá como "uvas americanas". Uma delícia!

O trilho voltou a atravessar uma zona de monte, onde a poeira levantada pelo grupo fazia crer que se tratava de um grupo numeroso.

Chegada à capela de Póvoa - Provizende

Próximo da capela, a organização tinha providenciado um delicioso "reforço" com maças e broa com mel! Um espectáculo!

O percurso continua desta vez em direcção ao lugar de Souto Redondo.

Segue inicialmente pela estrada...

... passando por este cruzeiro...

... para logo voltar a zonas de campos de milho, com vistas fantásticas sobre o vale de Rossas ,

...com alminhas servindo de marca das crenças locais e do próprio percurso.

Uma outra perspectiva do caminho...

... que foi tantas vezes sulcado por carros de bois, que as lajes ficaram com esta marca.

Um campo de regadio ou "lameiro".

~

Atravessa-se uma pequena linha de água por uma pequena ponte e logo de seguida, passa-se por este pequeno souto (que não é redondo!) :-)

Chegada a Souto Redondo, um pequeno lugar onde todas as ruas têm nome...

... e onde as cebolas nos observam à janela!

Depois de sair da aldeia, o panorama, olhando para trás, era este: a Serra da Freita .

 

Chegada ao cruzamento na zona da Portelada . Aí, segue-se pela estrada ascendente e pouco depois de passar pela escola abandonada, vira-se à esquerda pelo monte.

Os caminhantes a descer pelo monte.

Chegada à zona da velha escola primária de Lourosa de Matos. Na foto, mal se vê o edifício branco à direita.

Passagem por uma antigo palheiro e logo a seguir passa-se pelo centro do lugar de Lourosa de Matos.

À saída do lugar, segue-se pela estrada abaixo...

...até encontrar à esquerda umas placas a indicar a proximidade do Rio Urtigosa e de Rossas .

Desta vez, cruza-se o rio mais a montante do seu curso...

... por uma ponte que mal se vê.

Mais adiante vai surgir novamente um rêgo de água ao longo do qual vamos seguir até encontrar as primeiras habitações.

Chegada novamente à Igreja de Rossas . A partir daqui, fomos convidados para o Parque de Lazer de Sinja que é relativamente próximo, para sermos brindados com um porco no espeto, petiscos e bebidas pela celebração do aniversário dos Unidos de Rossas .

Uma organização cinco estrelas num passeio agradável.

Boas caminhadas

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De S. Pedro de Castelões à Srª da Saúde - Vale de Cambra - PR2

19.09.07 | darasola

No passado dia 8 de Setembro, a Câmara Municipal de Vale de Cambra inaugurou o seu 2º percurso pedestre. Desta feita, o percurso liga S. Pedro de Castelões ao Santuário da Sr.ª da Saúde pelos caminhos utilizados antigamente pelos romeiros.

A igreja de S. Pedro de Castelões.

No largo abaixo da Igreja encontra-se o início do percurso.

O percurso tem um desnível bastante acentuado já que é sempre a subir até chegar ao lato da serra onde fica o Santuário da Sr.ª da Saúde. As duas primeiras subidas são algo penosas visto que o corpo ainda não está suficientemente quente para um esforço destes. De qualquer forma, é óptimo para perder o frio!

Passagem por um campo coberto de abóboras.

O cimo da 1ª subida. O grupo era relativamente reduzido, cerca de 25 pessoas. Espero que a câmara consiga divulgar melhor as suas actividades no sentido de que mais pessoas possam desfrutar da beleza das suas paisagens.

O percurso atravessa por duas vezes a Estrada Nacional 328 que liga Vale de Cambra a Sever do Vouga.

As paisagens rurais alternam...

...com paisagens florestais.

A 2ª travessia da EN 328.

Passagem por uma zona de caminhos entre campos, cobertos de ramadas...

... e de uvas a ficarem maduras.

De seguida surgem um bosque sombrio de carvalhos e castanheiros...

... ao fundo do qual existe uma represa.

Depois o percurso segue sempre por zonas de eucaliptais.

Passando ainda por uma fonte. Acho que é potável. De qualquer forma, eu bebi dessa água e ainda estou cá para escrever sobre isso.

Uma passagem de onde se avistava a EN 328 mais abaixo.

O percurso atravessa uma ribeira com uma pequena lagoa.

Chegada ao alto da serra, ao início da zona do santuário.

O Santuário da Sr.ª da Saúde de Vale de Cambra e a capela.

É um local muito agradável com muita sombra e relativamente calmo.

Outra perspectiva da capela.

Depois foi sempre a descer pelo mesmo percurso até S. Pedro de Castelões. O percurso tem cerca de 9 km e é obviamente linear. É um percurso agradável em especial a zona do santuário. Os meus parabéns à Câmara de Vale de Cambra pela iniciativa. Parece que vai ser para repetir em breve, em Outubro num novo percurso que vai ser inaugurado. Não vou perder.

Boas caminhadas

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PR4 - Cercanias da Freita - Arouca

10.09.07 | darasola

Mais um post sobre um Percurso Pedestre em Arouca. Já que tenho algum tempo livre, aproveito para caminhar e, da mesma forma, divulgar os percursos existentes em Arouca.

Desta feita, servi de guia a algumas pessoas para a descoberta do PR4 "Cercanias da Freita ". O percurso é circular e tem cerca de 13 km. Inicia-se na aldeia de Stª Maria do Monte dirigindo-se em direcção à Serra da Freita e regressando ao mesmo local de partida.

Pelos caminhos na aldeia de Stª Maria do Monte.

Adiante o percurso continua por zonas de floresta. Logo à saída da aldeia encontram-se estas curiosas "alminhas".

Pela sombra existente em quase toda a extensão do percurso, é uma boa escolha para um dia de verão.

Pelo caminho, as marcas do PR assinalam o crescimento da árvore e consequentemente a passagem do tempo.

A vista da Freita . Ainda falta subir um bom bocado...

Chegada à aldeia da Ameixieira, um local onde as tarefas do campo continuam a ser a rotina do dia a dia. Já pouca gente vive nesta aldeia...

Passagem debaixo de uma densa ramada, numa zona de campos. Um óptimo local para parar um pouco.

Segue-se novamente pelo monte em direcção ao ponto mais alto deste percurso, os viveiros da Granja.

Nesta zona sem árvores devido aos incêndios de 2005, o calor apertava...

... mas a paisagem é fantástica!

Chegada ao caminho de acesso aos viveiros. Chamo a este caminho, o caminho da "meia-encosta" porque percorre a Serra da Freita pelo meio do seu flanco virado a Norte.

A vista é fantásticas e, em dias de céu liso, é possível avistar com facilidade, o grande Porto, a torre do Monte da Virgem, o Estádio do Dragão e a torre das Antas. Nesse dia, a vista não estava grande coisa.

Chegada aos viveiros da Granja. é pena o estado de abandono em que se encontram os edifícios da Guarda Florestal. Seria óptimo restaurá-los e aproveitá-los para actividades ligadas à descoberta e conservação do património natural da Serra da Freita . Na estrada, o percurso segue descendo à esquerda.

Logo adiante vira-se em direcção às aldeia de Espinho e Chão-de-Espinho .

Passagem próximo da aldeia.

Um campo de milho com o "Coto de Boi" em pano de fundo.

O caminho segue pelos campos.

Até chegar novamente à estrada. Supostamente o PR continua à esquerda numa pequeno caminho, no entanto, a vegetação (silvas e mato) está tão alta que foi muito difícil transpor este obstáculo. É lamentável que a câmara ou qualquer outra entidade competente não proceda à limpeza dos percursos. Como alguns são menos conhecidos e têm menos afluência acabam por ser invadidos pela vegetação. Caso não seja feita devidamente a manutenção, os percursos correm o risco de serem intransitáveis.

Uma imagem vale por mil palavras: a altura da vegetação.

Mais abaixo um pinheiro caído em pleno caminho, mais um obstáculo!

Ultrapassados todos os obstáculos, chega-se a uma zona de soutos densos e sombrios.

Chegada ao lugar de Povos...

... de onde nos encaminhámos para a Forcada...

... por caminhos de acessos rurais.

Chegada à Forcada. Novamente um lugar e depois...

... campos...

... e bosques. Um percurso que alterna constantemente entre essas paisagens.

A vista sobre o vale de Arouca e sobre o monte da Srª da Mó a partir do lugar da Forcada. Pouco depois chegámos ao local de partida. Um passeio não muito difícil e aconselhável para quando querem caminhar sem apanhar muito sol. Pena mesmo foi mesmo o estado de conservação de uma parte do percurso (aproveitei as fotos para mandar um email à câmara municipal de Arouca e ao Posto de Turismo local a alertar para esse facto) e não haver um rio para tomar banho no fim do percurso.

Boas caminhadas

Darasola

Drave - a aldeia mágica

03.09.07 | darasola

Aproveitando o calor, fui fazer o PR 14 de Arouca, o percurso da Aldeia Mágica que liga as aldeias de Regoufe , onde existem as antigas minas de volfrâmio da 2ª guerra mundial, à aldeia abandonada de Drave .

 

A aldeia de Regoufe onde começa o percurso.

No centro da aldeia, cabras, galinhas, galos e cães andam calmamente pelas ruelas.

Regoufe, onde os campos são ainda cultivados e mantêm as culturas tradicionais e uma cor verde que se destaca na paisagem.

Para percorrer este PR, é necessário estacionar o carro à entrada da aldeia e percorrer as ruelas tranquilamente. Respeite os animais e as pessoas e aproveite para um dedo de conversa, pois as pessoas estão sempre disponíveis e revelam simpatia e boa vontade.

O percurso inicia-se depois de atravessar a aldeia e a ribeira de Regoufe e logo com uma subida daquelas que nos deixam ofegantes. O percurso é aqui muito duro com muita pedra solta.

No fim desta subida, chegamos a uma verdadeira varanda natural de onde podemos observar um cenário fantástico sobre as serras da Freita e da Arada e também da própria aldeia de Regoufe e das minas que ficaram para trás. Aproveite para descansar um pouco e apreciar a beleza.

No meio da encosta da serra, a oeste, é possível vislumbrar o caminho tradicional que liga Covelo de Paivó a Regoufe e que constitui o PR13 - "Na senda do Paivó

 

A imponência das serras é impressionante. No seu alto, existem agora vários aerogeradores . É triste, mas é um mal necessário.

Mais uma perspectiva das serras que formam as "garras".

 

O caminho começa então a descer em direcção à ribeira de Palhais.

Um outro pedestrianista. Este deve gastar imenso em botas :-D

 

Ao longe, disfarçada no meio da serra, devido ao xisto utilizado na construção das suas casas: Drave .

O caminho ao chegar à aldeia.

 

Mais uma perspectiva da aldeia, de onde se destaca o branco da capela, por contraste com o resto do casario.

 

No meio da aldeia existe um pequeno ribeiro que forma uma pequena lagoa de águas frias, puras e translúcidas. Um convite tentador...

... para um mergulho.

Já de regresso, passámos por um rebanho de cabras. É impressionante a facilidade com que percorrem as serras. Parecem muitas vezes andar sozinhas, mas, quando menos se espera, surge do nada um pastor ou uma pastora.

Escondida no meio das rochas de um muro, uma osga.

O caminho no regresso.

Mais uma vez, as serras com toda a sua imponência.

 

 

 

A descida, por outro caminho alternativo, até Regoufe .

Passámos no meio de campos cultivados onde até encontramos este pequeno portão.

A carta militar do percurso.

O gráfico de altimetria .

Este percurso é um dos melhores de Arouca, que recomendo vivamente. A visita à aldeia é qualquer coisa de muito especial. Apesar de abandonada, é frequente encontrar gente por lá, especialmente escuteiros, já que Drave constitui uma base de escuteiros. Algumas das suas casas foram adquiridas e restauradas pelos mesmos. Respeitem o seu trabalho , respeitem Drave .

Boas caminhadas

Darasola

 

Pirinéus - Ordesa e Monte Perdido

03.09.07 | darasola

Desta vez Darasola aventurou-se por Espanha, mais precisamente até aos Pirinéus espanhóis , numa visita ao Parque Natural de Ordesa e Monte Perdido.

A vista do parque é fantástica. Fica-se deslumbrado perante o tamanho das serras e dos vales. Na imagem, a perspectiva ao entrar no parque com o edifício do centro de interpretação ambiental (no primeiro plano, logo por cima do 2º "a" de Darasola ).

O parque de Ordesa e Monte Perdido é Património da Humanidade.

O acesso ao parque é proibido em veículo próprio, pelo que é necessário apanhar um autocarro na aldeia de Torla , que nos leva confortavelmente, primeiro ao centro de interpretação e em seguida à "Pradera " que constitui o ponto de partida para todos os trajectos.

O percurso escolhido foi o mais fácil e talvez o mais concorrido: o da "Cola de Caballo ". Muita gente percorria o mesmo trilho devido à dificuldade alta dos outros. A verdade é que se nota que há mesmo muita gente nestes trilhos. No entanto, o Parque está limitado a 1800 visitantes por dia.

Apesar de ser o percurso mais concorrido, não quer dizer que não tenha encantos. As paisagens, como poderão ver nestas fotos, são espectaculares.

A vegetação é variada: desde framboesas e morangos selvagens, cardos, e florestas de arvoredos densos e escuros.

Existem várias quedas de água, todas com o líquido precioso, límpido e gelado.

 

Cenários fantásticos.

Outros caminhantes na mesma direcção da "Cola de Caballo ".

Um verdadeiro prado de montanha com muitas flores.

Junto a este local, foi a paragem para o picnic . Como refrescar a água? Fácil! Só colocar no rio uns minutos.

Logo a seguir a esta curva a chegada ao fim do vale com uma paisagem fantástica .

Uma fonte de água dos Pirinéus . Muito fresca também.

Mais uma queda de água. Podem utilizar o caminhante como referência do tamanho das queda de água.

 

A mesma queda.

Outra perspectiva ainda e desta vez com a lagoa em evidência.

Outra perspectiva. Devem calcular que eu gostei mesmo desta zona. :-D

Esta parece um postal.

O fim do vale, com o cume do Monte perdido (3355m ) no horizonte à esquerda.

O caminho continua até à base do monte e da "Cola de caballo ".

Cá está ela: a "cauda de cavalo"

Na foto não dá muito para ver a altura da queda de água, mas podem tentar perceber como era grande pelas pessoas na sua base.

Junto à "Cola de Caballo " existe a continuação do trilho em direcção ao acampamento base (Refúgio de Goriz ) que se divide por duas alternativas, uma por um trilho que serpenteia pela serra acima e outro, mais directo, que obriga a escalar um pouco a montanha. Decidimos ir pelo lado da escalada. Foi um pouco arriscado para quem não tem experiência, mas , felizmente existiam umas correntes onde nos agarrarmos e pegas metálicas para auxiliar a subida. Mesmo assim, vimos pessoas carregadas com mochilas de 50L que tiveram sérias dificuldades em fazer essa parte. Depois dessa subida encontramos o caminho que faz parte do GR11 e uma placa onde alguém deixou ficar as botas e talheres no seu interior. Muito estranho... :-D

O regresso pelo percurso do GR11 .

A vista sobre todo o vale e o caminho percorrido.

Lá ao fundo, muito pequenina, a "Cola de Caballo ". A altitude era cerca de "1700 e qualquer coisa" metros.

Alguns observadores atentos.

A marcas do GR11 que atravessa os Pirinéus do Atlântico ao Mediterrâneo.

Já depois da descida e no caminho de regresso (com algumas dores no pés) ainda conseguimos encontrar mais cenários para nos deixar deslumbrados.

Perto da Pradera " uma vista diferente do rio e dos montes.

Um dos bosques por onde passámos à ida e novamente no regresso.

Apetecia mesmo ir lá, mas é proibido e demasiado frio.

Adorei esta zona. Ficou a vontade de regressar, desta vez com o equipamento necessário para ficar no refúgio e atacar o Monte Perdido. Mais informações em www.ordesa.net

Boas caminhadas

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