Ilha das Berlengas - Trilho da Berlenga
O segundo trilho (ver o primeiro aqui) percorrido na ilha das Berlengas é o chamado "Trilho da Berlenga", um percurso com cerca de 3 km, que nos leva a ponta sudoeste da ilha. É possível realizar este percurso na continuidade do trilho da ilha velha (o que eu fiz).
Fotografia aérea onde se pode ver a parte da ilha que o trilho percorre.

Mapa da ilha
Depois de percorrido o 1º trilho, continuei na subida até ao planalto da ilha onde se encontra o farol.
Durante a ascensão, pode ver-se do lado direito do trilho, o carreiro dos cações, um pequena enseada de águas azul turquesa.
O farol das Berlengas ou do Duque de Bragança, datado de 1841, alcança os 112 m acima do nível do mar e projeta o seu raio a cerca de 52 milhas de distância (mais de 90 km).
Aqui surgem outros trilhos apenas acessíveis a pescadores autorizados. Convém recordar que é uma reserva natural e como tal é necessário respeitar as normas existentes.
Continuámos pelo trilho, alcançando esta bifurcação. Seguindo pela esquerda alcançaríamos...
... um local de onde temos esta fantástica vista sobre o forte de S. João Baptista.
A descida até ao nível do mar é bastante exigente e com calor ainda mais. Felizmente (ou infelizmente) o dia estava meio cinzento, pelo que o percurso não foi muito complicado. Difícil sim, seria o regresso, na longa e dura subida pela escadaria até ao planalto.
A ponte de acesso ao forte sobre as águas límpidas proporciona um cenário muito agradável e digno de registo.
As águas são mesmo translúcidas.
Uma perspetiva que permite ter uma noção da descida até ao forte.
Ei-lo! O Forte de S. João Baptista é uma fortificação do Séc. XVII, assente num pequeno ilhéu, ligado pela ponte em arcadas e com um pequeno ancoradouro.
A vista a partir do terraço do forte. É pena encontrar alguns objetos que não têm nada a ver com o cenário expectável, mas apesar disso, a visita é muito agradável (e gratuita).
A vista por uma janela.
Painel informativo.
O referido ancoradouro, de onde partem os pequenos barcos que levam os turistas para o percurso marítimo do trilho das grutas (que não fizemos, infelizmente).
É possível realizar um percurso de kayak.
A despedida do forte, antes da dura e looonga subida. Por azar, o sol descobriu-se nesse momento e o calor aumentou a dificuldade.
De regresso ao planalto, seguimos na direção oposta ao farol e passámos por esta área cimentada, que, à primeira vista, deverá servir para aproveitamento das águas da chuva. No entanto, com tantos dejetos de gaivotas, não sei bem como conseguiam contornar este "incómodo".
O trilho continua até à ponta da ilha.
Mais um aspeto do mesmo, até alcançar o fim do percurso, sensivelmente onde estão as pessoas mais afastadas da fotografia.
O percurso permite avistar este local cuja beleza é impressionante.
É possível ver uma das grutas que atravessa o maciço de pedra.
Este é mesmo o fim do percurso e nada mais resta do que...
... regressar em direção ao farol...
... e descer para o bairro dos pescadores e aproveitar o resto da tarde na praia do carreiro do mosteiro. O bairro dos pescadores (construído em 1941) foi erigido, segundo os relatos, no local onde terá existido um mosteiro quinhentista da ordem jerónima.
A vista à ilha é um "must do" não só pelas paisagens e beleza natural, mas especilamente pelo valor ambiental, biológico e geológico. Claro que também é um paraíso para os mergulhadores, mas o mergulho é "uma cena que a mim não me assiste".
A despedida das Berlengas a bordo do Avelar Pessoa.
Uma outra perspetiva sobre o forte de S. João Baptista.
Um perspectiva abrangente de toda a ilha e dos ilhéus em redor.
O regresso a terra é feito com a passagem diante do cabo Carvoeiro e do seu farol.
O ficheiro do trilho que junta os dois percursos está disponível na conta darasola do wikiloc.
Boas caminhadas
Darasola































