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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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PR Burgo [Arouca] - Água da Serra, Sombra de Pedra

26.09.12 | darasola

Água da Serra, Sombra de Pedra é o nome do último percurso marcado de Arouca. A sua criação foi, pelo que percebi, uma iniciativa da Junta de freguesia do Burgo e ainda não está homologado. A informação disponível na net é praticamente nenhuma.

A única coisa que encontrei foram estas duas imagens no site do jornal local RodaVida.

O mapa que está disponível é este, sendo muito limitado para abordar o terreno. Como conheço o terreno, aventurei-me à descoberta deste trilho, mas acabei por não ser muito bem sucedido.

Iniciei o percurso na zona da Igreja de S. Salvador do Burgo, procurando as marcações existentes.

A tarefa não foi fácil, mas lá avistámos uma marcação no final da alameda de plátanos.

Fomos descendo em direção às Eiras, passando por este cruzeiro. Acabámos por alcançar a capela do Burgo, junto à EN 224 e a uma loja de uma cadeia de mercados conhecida. Nessa zona perdemos as marcações e acabámos por improvisar um bocado, apanhando a estrada para seguir em direção a Pimenta, seguindo as indicações do mapa.

Umas alminhas.

Uma casa antiga na zona de Pimenta.

O percurso voltou a deixar-nos "apeados" em vários cruzamentos e fomos tentando várias hipóteses para alcançar o caminho correto. Acabámos por passar debaixo de um imponente viaduto da variante local e iniciar uma pequena subida junto à referida estrada.

A vista sobre a variante e o vale de Arouca.

Depois de uma zona florestal, avistamos um dos monumentos mais misteriosos de Arouca: a Torre dos Mouros.

A Torre Medieval do Burgo é um edifício com características góticas, edificada a meia encosta, com domínio visual sobre o vale de Arouca e de frente para o Castro de Valinhas que lhe sustenta a lenda de "Torre dos Mouros" que vem dos tempos da Reconquista Cristã, em tempos medievais. A Torre e a quinta onde se situa pertenceram a cavaleiros medievais. Referentes à sua transacção ou penhora existem diversos documentos datados do século XIII. Ainda no século XIII a quinta dos mouros pertenceu ao Mosteiro de Paços de Sousa que a transmitiu aos Jesuítas em 1283. A sua posse passaria depois para a Universidade de Coimbra que acabaria por vendê-la. A Torre teve no seu interior uma cisterna que se encontra aterrada. De características militares defensivas, a Torre tem seteiras e elementos góticos na cornija. A torre dos mouros é um edifício sólido, em granito, único no concelho e encontra-se em bom estado de conservação, apesar de ser utilizada como palheiro e não ter qualquer intervenção oficial, quer no que diz respeito à sua conservação, quer à classificação como imóvel de interesse público. Por isso, pode visitar-se só com autorização dos proprietários. Quadrangular, de estilo gótico, com uma cisterna (hoje aterrada) com seteiros e uma inscrição ainda por decifrar. Datada do séc. XII, é um monumento não classificado. Situa-se no lugar de Lourosa de Campos, da freguesia do Burgo.


É um momnumento do património de Arouca que considero interessante e único na zona, no entanto, por ser propriedade privada, o seu acesso está vedado e nunca o visitei. Uma pena...

Passagem por um pequeno carreiro entre campos.

Ao longo do percurso encontrámos sinais das antigas propriedades agrícolas da zona.

Já na aproximação à Forcada, a passagem pelo meio de campos.

Um enorme canastro (ou espigueiro) comprova que era zona de grande propriedades agrícolas.

Campos de milho com vista para o vale.

Um tanque de rega no meio de um souto.

O percurso começou a subir um pouco mais, mas sempre numa zona de sombras densas.

Chegámos então ao ponto mais alto do percurso: o cabeço da Pena ou calhau da Moura, de onde se tem uma vista espectacular.

Um pouco abaixo do miradouro natural, encontra-se os chamados "cortiços", que era as antigas colmeias, colocadas por ali para apanhar algum enxame.

Na zona da Granja, o percurso segue pela estrada de acesso à Freita.

Abandonamos a estrada seguindo pelo mesmo percurso do PR4.

A zona é muito agradável pois passa naquele que é talvez o souto mais denso e extenso que eu conheço em Arouca.

Durante o outono, a zona deve ganhar um outro encanto com as tonalidades amareladas típicas da época.

Aqui, os caminhos separam-se, PR4 por um lado e este percurso para outro.

Até aqui as marcas eram visíveis, mas pouco depois, na zona de Povos, surgiu nova confusão com a passagem por cruzamentos sem marcações, após tentar algumas hipóteses, a frustração falou mais alto (o cansaço também já era algum) e desistimos de encontrar o trilho certo. Fomos seguindo pela estrada na direção de Figueiredo.

Ainda encontramos este moinho abandonado, no entanto acabámos por passar ao lado da carreira de moinhos do Burgo, uma das atrações do percurso, que tinha descoberto numa outra caminhada.

Passagem pela capela de Figueiredo...

... onde voltámos a seguir as marcações, que nos levaram até à variante.

Ainda passámos pelo cruzeiro do S. Aleixo e daí descemos até à Igreja de onde tínhamos partido.

Fazendo uma análise global ao percurso, considero que tem alguns motivos de interesse e que merece complementar a oferta do concelho de Arouca, no entanto precisa urgentemente de correções nas marcações, já que pode tornar-se uma dor de cabeça para quem não conhecer minimamente a zona. Espero que o façam quanto antes, para voltar a percorrê-lo como deve ser.

 

Ficha técnica:

Distância: cerca de 14 km

Tempo: 4h30 (+/-)

Tipo: circular

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação:

Informações sobre o percurso: (não disponíveis)

Panfleto oficial. (Não disponível)

 

Ponto positivos: paisagem rural típica da zona, vista do miradouro da Pena, Torre dos Mouros.

Pontos negativos: Falta de marcações do PR

Fitas - Essa praga das provas organizadas!

21.09.12 | darasola

Há uns anos atrás, apareciam só nas provas de BTT. Sempre achei uma má política por parte das entidades organizadoras e parece que agora também chega às provas pedestres. No último Ultra Trail da Serra da Freita, o percurso foi todos sinalizado com fitas de uma marca de artigos de desporto.

A prova realizou-se no dia 30 de junho 2012.

Em finais de agosto, as malfadadas fitas ainda continuam por lá.

Em 5 minutos, ao longo de menos de 100 metros, apanhei todas estas!

E o dinheiro da inscrição? Foi para quê meus senhores?? Não cobre a limpeza do lixo que deixam?!

Ide poluir a vossa terra! Aposto que não gostariam que fizessem isso!

Lamentável...

Rio Teixeira [S. Pedro do Sul] - Descida em Canyoning

20.09.12 | darasola

Já tinha feito a subida do rio Teixeira, um rio que nasce na Serra da Freita e desagua no Vouga, mas faltava conhecer uma parte pela qual é impossível passar. Se não dá para subir, nada como conhecer a descer. Aproveitei a oportunidade para regressar ao local para uma atividade de Canyoning. Embora de forma diferente é também uma atividade para "dar à sola".

O grupo seguindo equipado até ao acesso do rio.

Lá a baixo, embora não pareça, corria o Teixeira. Na encosta à direita, é possível ver o acesso ao túnel.

O acesso segue ao longo da conduta da água da mini-hídrica local e está quase tomado pelas silvas.

A já conhecida passagem pelo túnel da conduta. Depois dessa zona, iniciámos a verdadeira descida até ao leito do rio.

Depois de instalado o equipamento de segurança, faltava a descida do primeiro rappel.

A vista da mesma queda de água, agora com uma outra perspetiva, depois da minha descida.

Apesar de deslumbrante, a altura intimida um pouco.

A descida tem cerca de 25 metro.

Seguindo pelo leito do rio onde não parece correr nenhuma água. Na verdade, infiltra-se debaixo das rochas que cobriram o rio.

Uma última vista para a queda que ficava para trás.

No alto da 2ª queda de água. Mas onde está a água?

Toca a descer!

Esta queda de água é mais alta que a anterior, tem cerca de 35m de altura.

A descida foi um pouco mais complicada devido ao facto de a parede ser particularmente escorregadia.

Por brincadeira, era possível bloquear o curso de água com o próprio corpo. Quando alguém ia a meio da descida, lá vinha a enxurrada.

A chegada à maior e mais profunda lagoa do percurso.

Um spashhh, depois do salto de mais de 10 metros.

Uma outra perspetiva da mesma lagoa.

Seguindo para jusante, foram vários os locais paradisíacos onde passámos.

A últmia lagoa do percurso obriga a mais uma pequena descida em rappel (por segurança), embora seja possível saltar para o poço.

A descida para a última lagoa vista de jusante.

Continuamos até chegar à quinta dos escuteiro e aí chegou a pior parte: a da subida até ao local dos carros, carregados com os fatos e equipamento, com um calor intenso. Apesar da dureza dessa parte final, o dia foi fantástico, com uma grande dose de adrenalina e aventura.

Boas caminadas e descidas

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Castelo de Paiva - PR1 - Ilha dos amores

17.09.12 | darasola

Apesar de conhecer bem a zona, nunca tinha percorrido o único PR marcado de Castelo de Paiva. Sabia mais ou menos por onde passava, mas a oportunidade nunca surgira, até esta vez.

O percurso começa junto ao cais recreativo no rio Douro.

No local, existe um painel informativo do PR1 - Ilha dos amores.

O percurso leva-nos por uma antiga ruela em paralelos, que é o único acesso ao próprio cais.

Um belo azulejo que recorda que o Douro e o vinho estão interligados.

Vista para a ponte de Escamarão sobre o rio Paiva, cuja foz é mesmo ali ao lado.

A 1ª placa do PR.

A parte inicial do percurso é essencialmente a subir.

Estas alminhas marcam um ponto em que o percurso passa duas vezes fazendo um círculo.

Uma nódoa no percurso, mas um ponto de referência.

Passando por calçadas...

Atravessando a EN 222.

Autorretrato.

Um marco de referência.

Passagem pela capela de Stº António.

Na entrada do adro da igreja de Fornos, encontramos este original cruzeiro.

Igreja de São Pelágio de Fornos.

O percurso desce por uma pequena escadaria entre a igreja e o cemitério.

O trilho segue por estrada.

Ladeando a estrada, surge uma conduta de água no próprio muro.

O líquido precioso a correr.

Um tanque com água potável.

Ao longo do percurso, encontramos sinais da grandeza de antiga propriedades rurais.

Uma borboleta.

Castelo de Paiva é conhecida como sendo uma terra de bom vinho verde e a paisagem parece comprová-lo.

A vista sobre a igreja de Fornos por onde passámos.

Uma represa...

... com uma fonte de água fresca. (A garrafa de cerveja estava vazia).

Abandonamos então o caminho rural, para seguir por este pequeno carreiro.

As marcações falham em várias zonas do PR, nomeadamente nesta onde se pode encontrar marcas apagadas, tal como comprovado na foto.

Depois de passar junto ao que parece ser as ruínas de um edifício da cooperativa agrícola local, chegamos novamente à estrada nacional, junto à placa de Moimenta.

A grande confusão começa aqui, pois tudo sugere que se deve continuar do outro lado da estrada, no entanto a placa não deixa dúvidas de que se trata de uma propriedade privada. Aventurei-me à mesma, em busca de outras marcações até encontrar um indivíduo, que me perguntou o que andava ali a fazer. Explicada a situação, o mesmo informou-me que o percurso já não passa por ali. O traçado foi cortado nesta zona, mas a verdade é que a entidade que criou o percurso nunca atualizou as marcações.

Voltei à estrada e depois de estudar o mapa da zona, calculei que deveria reencontrar o PR se seguisse estrada abaixo e virasse depois à esquerda no 1º caminho que aparecesse. Foi o que fiz.

Seguimos então em direção ao que parece ser uma propriedade em ruínas, que entretanto foi parcialmente ocupada.

As marcações acabaram por voltar a aparecer, mas mais abaixo outra surpresa.

Esta curiosa placa, cuja resistência ao tempo me deixa sérias dúvidas, informava que o PR tinha sido novamente cortado e que deveria seguir à direita.

O percurso leva-nos então por um caminho rural...

... até regressar ao local das alminhas onde tinhamos passado no início do PR, fazendo um percurso circular até esta zona.

As alminhas que tinha visto no início.

Devemos então seguir este caminho, apesar de as marcações indicarem o caminho errado.

Aspeto do caminho a seguir.

Passagem do viaduto sobre a via rápida local.

Dali, já se conseguia avistar o Douro e a Ilha dos Amores.

Vista sobre a via rápida.

A vista para o Douro a jusante.

Entrámos então numa zona pertencente a uma grande propriedade (Quinta das Eirinhas?).

Seguimos ao longo de caminhos com muro antigos, num trilho cada vez mais a descer.

E encontramos um casa majestosa da Quinta do Castelo.

A entrada da quinta.

O percurso segue debaixo de uma bela ramada (nome dado a pérgulas que sustentam vinhas).

O vinho e o rio.

O percurso alcança então a zona do ponto de partida...

... com a chegada à zona do cais fluvial da praia do Castelo.

Nessa tarde quente, era possível ver muita gente a aproveitar a frescura do rio.

Alguns mais aventureiros até se arriscava a nada até à ilha do Castelo ou ilha dos amores, que dá nome a este percurso.

Confesso que fiquei algo desiludido com este PR, embora soubesse de antemão que o principal ponto de interesse era o ponto de partida e de chegada. Ao longo do mesmo, passou-se por outros locais com algum interesse de cariz essencialmente religioso. É uma pena ver que a entidade que o marcou, não tratou da sua atualização. É muito difícil arranjar o panfleto do percurso e acabei por encontrá-lo no site da Junta de Freguesia local, depois de ter contactado, em vão, as entidades de turismo locais, que nunca chegaram a responder-me. Acho que vale a pena conhecer a zona da ilha do Castelo e a foz do Rio Paiva, mas quanto ao percurso... só se tiverem muita vontade de caminhar.

 

Ficha técnica:

Distância: 7 km

Tempo: 2h (+/-)

Tipo: circular (em oito)

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação

Informações sobre o percurso aqui.

Panfleto oficial clicando aqui. (Não está atualizado)

 

Ponto positivos: local de partida/chegada (Ilha do Castelo / Foz do rio Paiva), paisagem rural típica da zona.

Pontos negativos: Falta de zonas de interesse, falta de atualização das marcações do PR, demasiado alcatrão, poucos trilhos

Porto subterrâneo - Túneis de Arca de Água

03.09.12 | darasola

Esta caminhada foi bastante diferente do habitual: nada de PR, nada de marcações, nada de quilómetros a caminhar... mas garanto que foi muito interessante!

Já há muitos anos que vinha ouvindo o pessoal a falar de um percurso subterrâneo nos antigos túneis de água existentes debaixo das ruas do Porto. Existem alguns sites onde se podem encontrar fotografias e informações sobre o percurso. O mesmo permitiria viajar desde o jardim de Arca de água e terminaria junto à Praça dos Leões. Ao longo do mesmo, seria necessário voltar à superfície, para reentrar novamente.

Infelizmente, não foi esse o percurso, ou melhor, foi apenas uma parte dele. Organizado pela associação campoaberto e pelos SMAS do Porto, foi-nos permitido conhecer uma pequena (pequeníssima) parte desse percurso, mas que serviu para tomar consciência das antigas linhas de água do Porto.

O jardim de Arca de água é sempre um local agradável com as suas sombras e verdura.

No meio da relva estava o acesso ao manancial de Arca de água.

Lá fomos descendo um a um, sempre sob a orientação dos técnicos dos SMAS.

O aspeto da descida.

Trata-se de uma obra que data já do Século XVI, apesar de ter sido concluída apenas no século seguinte. Impressionante!

Por baixo de terra encontrámos uma sala bastante ampla, com várias arcadas, que deram nome ao local "arca de água".

O fundo ainda tinha alguma água pelo que era necessário circular numas poldras existentes para esse propósito.

Por trás das escadas de acesso.

As poldras.

Foi-nos explicado que havia neste local várias nascentes, cuja água (não potável) era aproveitada para rega de alguns jardins e funcionamento de fontes decorativas, nomeadamente na zona dos Jardins do Palácio de Cristal.

A espreitar por uma galeria...

Uma das nascentes tinha secado.

Regressando pelo mesmo caminho...

Seguimos então por outra galeria adiante, uns atrás dos outros.

Sempre em cima de poldras.

Chegamos a uma nova sala, mais pequena desta vez, onde havia uma nascente.

Saído da sala 2.

Regressando pelas poldras.

Cruzamento com o restante grupo que vinha da primeira sala.

Seguimos em frente, passando debaixo da rua de Vale Formoso.

Uma pilha de "raposo", o nome dado à amálgama de raízes que se infiltram até chegar às zonas de água. Podem entupir as canalizações e como tal é necessário retirá-las.

Uma confusão de canos.

Foi preciso alguma ginástica para passar.

Um balde numa instalação aparentemente improvisada, bem à tuga.

Chegámos então à rua de Monsanto.

... saindo junto ao lavadouro de Arca de água.

Não foi bem uma caminhada, já que percorremos pouco mais de 100 metros (sim, 100 metros) mas foi muito interessante e ficou a vontade de fazer todo o percurso até à Praça dos Leões.

Boas caminhadas

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