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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Boas festas

23.12.12 | darasola

A todos os amigos e leitores deste blog, deixo os votos de um bom Natal e um Feliz 2013!!

Boas caminhadas!

Trilho da Pedra Alçada - PR12 - Caminha

23.12.12 | darasola

Rumei em direção ao Norte do país, para mais um percurso pedestre na companhia do grupo ANDAR.CC. Os motivos para percorrê-lo eram vários, mas confesso que queria acima de tudo conhecer o Mosteiro de S. João de Arga. O PR12 leva-nos a conhecer alguns recantos da Serra de Arga, nomeadamente o seu ponto mais alto a 742 m. De lá até se consegue ver os dois rios mais importantes da região: o Minho a Norte e o Lima a Sul. Para além disso, avista-se perfeitamente a costa atlântica numa larga extensão. A parte inicial do percurso desde a aldeia de Arga de S. João passa pela igreja local e inicia uma longa ascensão pela encosta despida de árvores, apenas com vegetação rasteira. Por lá, consegui ver pela 1ª vez garranos em liberdade, um avistamento que muito me agradou. Para chegar ao cume e ao posto de vigia lá instalado, é necessário fazer um desvio do percurso circular, seguindo por um estradão local. Aproveitamos para contemplar a panorâmica fantástica que nos é oferecida antes de regressarmos pelo mesmo estradão até voltarmos a reencontrar o trilho circular. Depois de uma longa descida, a vegetação altera-se e passamos a bosques de bétulas. Mais abaixo, o grupo aproveitou um parque de merendas junto a um ribeiro para almoçar. De seguida, o trilho encontrar uma estrada ao longo da qual seguimos até avistar as placas assinalando o mosteiro. O local tem mesmo algo de especial, e é completamente diferente de todos os mosteiros que conheci até agora. Gostei do local onde está implantado, rodeado por um lado de um bosque denso e sombrio, e por outro com uma vista fantástica sobre a montanha. O estilo simples e despojado dos edifícios, entre os quais se destaca a alvura da capela, bem como os sobreiro seculares que testemunham e vigia com solenidade todo o local deixaram-me encantado. Seguimos então por trilhos pelo bosque, ouvindo o murmúrio de um ribeiro até passarmos uma ponte rudimentar. Finalmente, encetamos a subida que nos levaria de regresso à aldeia onde iniciámos este percurso com aproximadamente 14 km.

Ficam as fotos e a ficha técnica:

Sinalética

Igreja de Arga de S. João. 

Vista para o núcleo rural de Falgueiras.

O grupo a caminhar junto ao ribeiro.

Pastorícia.

Aspeto da vegetação onde se destacam os sobreiros e o mato rasteiro.

Marcações no percurso.

Até aqui encontrámos a praga das fitas!!! Mais uma prova como os senhores das provas organizadas continuam a esquecer o trabalho de limpeza!

A subida pelo flanco da serra.

O 1º grupo de garranos.

A foz do rio Minho e o monte de Stª Tecla do lado espanhol.

A água corria serra abaixo.

Depois de passarmos junto ao monte do Crasto do Alto da Coroa.

Mais à frente, passamos junto à pedra chapéu.

2º grupo de garranos.

Aqui avistámos o posto de vigia da pedra alçada e seguimos pelo caminho até lá.

O posto de vigia cada vez mais perto.

A vista para a costa atlântica.

Os dois vértices geodésicos locais.

O grupo abrigando-se do vento forte que se fazia sentir.

Era perfeitamente possível ver o brilho do rio Lima e o vulto de Santa Luzia de Viana do Castelo.

Uma melhor vista para o monte de Stª Tecla.

À medida que íamos descendo, conseguíamos ver o bosque onde se encontra o mosteiro.

O percurso segue descendo para sul, invertendo depois o sentido...

... e seguindo para uma zona arborizada.

Os bosques de bétulas.

Ao longo do percurso pudemos observar inúmeros cogumelos.

Parque de merendas.

A ribeira mesmo junto ao parque de merendas.

Seguimos por estrada até às imediações do mosteiro.

Sinalética.

Mais cogumelos.

Um belo bosque de coníferas.

Um cruzeiro indicando que o mosteiro estava perto.

Junto à entrada do mosteiro, um enorme sobreiro oco.

Entrada do recinto.

Portão e capela.

Pelo pátio interior do mosteiro, encontramos imensos sobreiros centenários.

O edifício das acomodações do mosteiro.

Várias perspetivas do local.

A vista para o vale e a montanha.

O corredor do edifício.

O grupo da caminhada.

Anões entre gigantes.

Descida depois do mosteiro.

Passagem de um pequeno ribeiro.

Formava uma pequena lagoa.

Trilhos enlameados.

Passagem de uma ponte antiga em cimento...

... antes de iniciar a subida até à aldeia.

A vista para a aldeia.

Azevinho (Ilex aquifolium).

Mais um anão entre gigantes.

Um belo percurso com cerca de 14 km que nos deu a conhecer um pouco da Serra de Arga.

 

Distância: cerca de 14 km

Tempo: 3h30 (+/-)

Tipo: circular (com desvio linear até à pedra alçada)

Dureza física

Dificuldade técnica

Beleza do Percurso

Marcação:

Informações sobre o percurso: (aqui)

Panfleto oficial: (aqui)

 

Ponto positivos: vistas sobre os rios Minho e Lima e sobre a costa, Mosteiro de S. João de Arga 

Pontos negativos: nada a assinalar

 

Boas caminhadas

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Descida da Ribeira da Pena Amarela - Arouca [Canyoning]

15.12.12 | darasola

A Ribeira da Pena Amarela é um pequeno curso de água que nasce na serra da Freita, passando junto à aldeia do Cando, descendo centenas de metros até desaguar no rio Paivó. O seu percurso é extremamente acidentado e desconhecia-o por completo. Quando surgiu a oportunidade de o percorrer praticando Canyoning, nem hesitei. Descobri locais praticamente intocados, onde apenas os praticantes desta modalidade conseguem aceder. Ao longo do seu curso foram 10 as zonas onde foi necessário recorrer a técnicas de rapel, para vencer desníveis de 30 a 40m de altura. A progressão foi a possível para um grupo de mais de uma dezena de pessoas e a verdade é que foi um dia inteiro passado dentro de água, com entrada no rio às 8h da manhã e saída perto das 17h40. Pelo meio, tivemos direito a uma paragem para reabastecimento, em que fomos abastecidos com sandes, frutas e sumos para termos forças para continuar. Foi exausto, mas muito satisfeito que alcancei a estrada que liga a Rio de Frades. Para quem nunca fez canyoning este percurso será talvez demasiado exigente, mas para aqueles que já descobriram os encantos da modalidade, vale a pena conhecer este belo local.

Ficam as imagens...

A vista para o vale de Arouca, com o nevoeiro ao longe, durante a subida à Freita.

Abandonando a estrada junto à aldeia do Cando, o grupo dirige-se para a ribeira.

Uma ribeira tão pequena que ninguém dá por ela...

Junto a esta ponte, o grupo entrou na água, bem gelada por sinal.

O 1º patamar.

A vista para o vale escavado pela ribeira até ao rio Paivó.

A aldeia de Bouceguedim ao longe.

Olhando para baixo, a altura impressiona.

O 1º desafio, a 1ª descida em rapel com um desnível de mais de 30 metros.

Já em baixo, a perspetiva era esta.

Ao longo do percurso as pequenas lagoas são muitas.

Por vezes, as cordas atrapalham e é necessário seguir deslizando pelas rochas.

Esta descida particular faz-se por um canal em jeito de escorrega criado pela erosão.

No final da descida, uma pequena marmita de gigante.

Mais uma descida imponente.

Noutras situações, a solução é mesmo saltar para as lagoas.

Mais um rapel

O grupo espalha-se nas zonas em que a progressão é feita sem recurso a cordas, mas volta a reagrupar-se antes de cada descida.

Nesta zona, cruzámo-nos com o PR8 de Arouca - A rota do Ouro Negro -  e neste mesmo local o grupo de reabastecimento veio trazer-nos o almoço que nos deu forças para continuar até ao fim.

Um escorrega natural por onde deslizámos.

Novo rapel.

Chegada ao final, a saída do rio faz-se pelo acesso da ponte metálica ali existente.

 

Distância: cerca de 3 km

Tempo: 6h30 (+/-)

Tipo: linear

Dureza física:

Dificuldade técnica:

Beleza do Percurso:

Marcação: inexistentes

Informações sobre o percurso: (não disponível)

Panfleto oficial: (não disponível)

 

Ponto positivos: as quedas de água, as vistas, a natureza intocada

Pontos negativos: perigo e dureza física

Picos da Europa - Bulnes (Mini GR-203)

11.12.12 | darasola

Para terminar a parte dos relatos das caminhadas nos Picos da Europa, fica aqui a descrição da visita à aldeia de Bulnes. Esta é uma localidade que esteve praticamente isolada da "civilização" (se é que se pode dizer assim) até 2001. Com efeito, o único acesso à aldeia fazia-se a pé desde Poncebos (onde termina/acaba a Ruta del Cares) por um trilho sinuoso (GR-203) e de relevo acentuado com uma duração média de 1h15 min. Convenhamos que não era pêra doce ir à padaria comprar pão. Felizmente (ou infelizmente), o governo espanhol decidiu proporcionar um acesso digno desse nome, escavando um túnel que rasga as entranhas da montanha ao longo de 2 227 m, com um desnível de 402 m e uma inclinação de 18,19% (obrigado Wikipedia). A viagem faz-se de funicular, quase como se fosse um metro de montanha. O preço é bastante inflacionado para turistas (cerca de 20€ - ida e volta). Note-se que até à sua criação, a aldeia não possuía qualquer veículo motorizado, sendo que com o funicular foram transportados alguns tratores agrícolas, que permitem o transporte de mercadorias e auxílio às tarefas dos campos. Chegados ao topo, resta-nos percorrer uma parte do trilho de acesso à aldeia, que nos leva à "La Villa", a parte inferior da aldeia e seguir até ao "Barrio del Castillo", a parte superior da mesma. As paisagens que a rodeia são fantásticas e o local é bastante pitoresco, no entanto vê-se que está convertido à exploração do turismo, com vários estabelecimentos para comida e dormida. Ninguém os pode censurar, já que apesar do progresso, calculo que não será nada fácil viver ali todo o ano. Ficam as fotos desta pequena caminhada, que foi mais um passeio.

Entrada da estação do Funicular por onde corria um vento gélido que vinha das entranhas da montanha.

O funicular / metro.

Going up!

Painel informativo I

Painel informativo II, com as referências aos trilhos que ali passam.

Sinalética do GR.

O acesso à aldeia.

Paisagem circundante.

A 1ª vista do casario.

Fuente de la Villa

Esplanadas junto ao ribeiro

E esta, hein? Nunca me tinha passado pela cabeça que umas botas também podiam servir para isto.

E outras ainda...

Ruela pelo centro da aldeia de baixo.

Caminho até ao "Barrio del Castillo"

Perspetiva sobre o vale por onde chegámos.

Chegada a El Castillo.

Lá em baixo, na construção mais acima, fica a saída do funicular.

O bode e o prado.

Fantástico prado!

Construção local.

Do alto do bairro El Castillo, pode ver-se o vale por onde era o antigo acesso à aldeia até Poncebos.

Uma pequena capela.

E o seu (escuro) interior.

No regresso, nova passagem pela parte inferior da aldeia até ao funicular.

Como referi, não foi bem uma caminhada, mas antes um passeio. Seria muito mais engraçado fazer o trilho desde Poncebos até aqui, mas depois de percorrer nesse dia a Ruta del Cares, e com o tempo contado para apanhar o autocarro de regresso, esta visita à aldeia foi bem agradável.

Boas caminhadas

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