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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Açores - Faial - Vulcão dos Capelinhos

26.02.17 | darasola

Um dos locais a não perder na ilha do Faial é a zona do vulcão dos Capelinhos. O local é o resultado da erupção de 1957 que durou 13 meses, em que a terra expeliu tonelada de rocha até dar origem a esta área com um aspeto lunar. A zona é extremamente árida e o solo parece apenas areia e pó. Chegar ali parece ser a chegada ao fim do mundo, um marco apenas assinalado pela presença das ruínas do farol. No local existe o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, cujo edifício se encontra completamente enterrado. Quem chega ao local, quase nem dá por tal é a sua integração na paisagem. Sem dúvida, um projeto muito bem pensado e com uma arquitetura notável que se torna uma mais valia para este local. É possível visitar uma série de painéis informativos sobre a formação e geologia das várias ilhas dos Açores, sobre a construção do próprio edifício, visualizar um filme 3D sobre geologia e vulcanologia do local, nem como subir ao topo do farol (algo que não pudemos fazer por o local estar em manutenção). Apesar de haver um percurso pedestre no local (o Caminho dos Baleeiros), optei por uma pequena caminhada circular na zona em redor. Ficam as fotos.

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Chegado ao local, apenas se vê o foral e nem damos conta que o edifício do centro de interpretação está mesmo ali.

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Painel informativo sobre o percurso do Caminho dos baleeiros.

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Já dentro do átrio principal do centro de interpretação do vulcão dos Capelinhos. O local faz lembrar o covil secreto de um super-vilão dos filmes de 007.

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O globo terrestre gigante assinala com luzinhas os locais de atividade vulcânica pelo mundo fora.

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Um dos painéis informativos.

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A torre do farol.

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Do farol, apenas restam as paredes e a torre.

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A única visão à superfície do edifício soterrado.

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No alto, o farol parece bem pequeno.

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O promontório de terra formado pela erupção de 1957.

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A vista panorâmica sobre o local do estacionamento e sobre o pequeno porto.

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Mais um grupo a percorrer o local.

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Quase parecem nómadas perdidos no deserto.

Boas caminhadas

@darasola

Açores - Faial - percurso da caldeira - PR4 FAI

10.02.17 | darasola

Depois de ter ficado encantado com os Açores quando descobri S. Miguel, a vontade de regressar ao este fantástico arquipélago foi imediata. O objetivo era conhecer outras ilhas e foi assim que aterrámos no Faial. A caminhada "must-do" da ilha é o trilho da caldeira que circunda pela cumeada a cratera do vulcão ao longo de 8 km. O ponto de partida é local de muita afluência de turistas de autocarro, mas aparentemente (e felizmente) regressam quase todos pelo asfalto. Assim, o trilho fica livre para podermos apreciar a sua beleza. Pena foi o nevoeiro ter feito das suas. Surgiu tão rapidamente e tão denso que mais de metade do percurso foi feito com uma visibilidade muito reduzida. Foi pena, mas mesmo assim valeu pela parte inicial em que pudemos apreciar tanto a beleza do fundo da cratera (um zona protegida de acesso restrito) como as vistas para o mar.

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A estrada de acesso à cratera leva-nos a um largo sem saída (para automóveis) onde encontramos 3 painéis informativos dos percurso que ali passam.

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O que nos interessava era o PR4 FAI

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Existe um pequeno túnel escavado na parede da cratera...

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... que nos leva a uma miradouro sobre o interior da caldeira.

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Pena que o fundo estivesse completamente oculto no denso nevoeiro.

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Voltamos então ao largo do estacionamento para iniciarmos o trilho...

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... por uma pequena escadaria.

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Por um lado ou pelo outro, o destino vem dar sempre ao mesmo local.

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Vista para o ponto de partida, onde se consegue ver os carros e a pequena capela onde viríamos a terminar o percurso umas horas depois.

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Um dos poucos momentos em que conseguimos vislumbrar o fundo da caldeira.

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Marco geodésico com marcação do PR.

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Mais uma espreitadela ao fundo da caldeira.

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No sentido em que seguimos, o percurso tem uma desnível bastante acentuada.

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O desnível serviu para aquecer pois estava uma ventania enorme.

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A minha esperança era que o vento fizesse desaparecer o nevoeiro e permitisse apreciar em pleno a beleza do percurso. Bem me enganou!

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Sobe, sobe...

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O trilho não chega sequer a ter um caminho definido tendo apenas algumas estacas marcadas a servir de orientação.

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Marco de cimento com marcação. O trilho é bastante irregular.

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Chegado ao alto das antenas, podemos seguir pela estrada ou pelo trilho que segue em paralelo alguns metros abaixo.

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Os outros percurso que são comuns a este local: o GR1 do Faial (Costa a costa) e o dos 10 vulcões (PR6 FAI)

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Nalgumas zonas existem proteções de segurança devido ao declive das paredes da caldeira. Como não conseguíamos ver nada, nem tínhamos bem a noção do risco.

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Morango silvestre, uma constante ao longo do percurso.

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Este marco no chão assinala a vista para a ilha da Graciosa. Escusado será dizer que não vimos rigorosamente nada.

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O denso nevoeiro e o forte forte obrigaram a tirar os impermeáveis para proteger da humidade.

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Chegada ao ponto de partida com a pequena capela a servir de marco.

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Aspeto da capela, que pouco mais é do que um pequeno altar com uma figura pintada em azulejos.

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Para quem quiser saber as distâncias quando se está no meio do Atlântico.

Boas caminhadas

@darasola

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