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Em Esmoriz, a requalificação da barrinha deu origem a um belo passadiço, que leva a descobrir os encantos desta zona. Apesar dos problemas de poluição da lagoa não estarem ainda resolvidos (esperemos que não tarde muito), a construção deste novo passadiço "devolveu" a barrinha à população, permitindo (re)descobrir a beleza desta importante área lagunar. É um local de grande importância para a fauna, em especial para as aves, tornando-se um ótimo local para "birdwatching", razão pela qual até foi construído um observatório de aves ao longo do percurso. O percurso pode ser iniciado em vários locais: a sul da lagoa, pode ser junto ao parque desportivo de Esmoriz, ou junto à praia de Esmoriz; a norte, pode ser iniciado na praia de Paramos (seguem por um belo passadiço mesmo em cima da praia) ou junto ao aeródromo de Espinho/perto do Regimento de Engenharia nº3.

Outro destaque é a ponte sobre a lagoa, uma bela obra que não só permite a travessia, mas dá também uma beleza especial à área. Tornou-se o cenário ideal para as fotografias e selfies nesta zona. Junto à ponte, existe também um pequeno cais de embarque.

Outra mais valia deste passadiço é servir de ligação à Ecopista do Atlântico, uma rota de cicloturismo que tem como objetivo percorrer toda a costa do nosso pequeno cantinho à beira-mar plantado. Também é possível ligar este percurso aos passadiços mais a norte que nos levam até Gaia, ou então ir até ao parque ambiental do Buçaquinho para sul.

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Sinalética com a ponte ao fundo.

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Vista sobre a parte poente da lagoa a partir da ponte.

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Vista para a parte nascente da lagoa.

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Do cimo da ponte, vista para norte.

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O pequeno cais de embarque.

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Vista para sudoeste, com a parte do passadiço que leva até à praia de Esmoriz.

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O acesso ao observatório de aves está tapado de cada lado por uma cobertura de canas para não assustar a fauna.

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A vista para a lagoa a partir do observatório.

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Junto à praia, uma perspetiva para a lagoa com a ponte em destaque bem no centro.

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As dunas que separam a lagoa do mar.

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Panorâmica da lagoa.

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Na parte mais a nascente da lagoa, o passadiço percorre uma área de juncos/canavial.

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O vento corre diante de nós sobre a vegetação.

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A ponte no horizonte.

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Visitei a barrinha por diversas ocasiões, numa dessas alturas encontrei-a assim: quase vazia.

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Na parte do acesso à zona desportiva de Esmoriz...

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... também existe uma outra pequena ponte sobre um canal.

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Junto à estrada de acesso a Esmoriz, o parque ambiental do Buçaquinho e a Ecopista do Atlântico estão assinalados.

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O acesso sul à ponte sobre a lagoa.

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Daqui pode seguir-se para a praia de Esmoriz...

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... ou então voltar para a ponte.

Ficha técnica: 

Distância: 6 a 8 km (consoante o ponto de partida e trajeto).

Tempo: +/- 2 h

Tipo: circular ou linear

Dureza física: 1/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso : n/a

Ponto positivos: a beleza natural da lagoa, os passadiços, a ponte, praias de Esmoriz e de Paramos

Pontos negativos: nada a assinalar

 

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Voltar a Drave é sempre especial. Não é por acaso que esta aldeia é chamada de mágica. O regresso foi marcado para uma data em particular, para poder assistir à festa da Sra da Saúde, padroeira da aldeia. Nessa data especial, a aldeia ganha o fôlego que o tempo lhe foi tirando e enche-se de vida. Várias dezenas de pessoas entre escuteiros, descendentes dos Martins da Drave, ou simplesmente pessoas que se apaixonaram pela aldeia voltam para a singela festa religiosa em honra da Sra da Saúde. Abrem-se as portas da capela alva e limpa-se o pó das figuras religiosas. Foi aliás a primeira vez que entrei na capela, que até parece maior por dentro do que é por fora. Por ser impossível albergar no interior todos os que ali estão, o "altar" para a cerimónia é colocado cá fora. E é ali que todos esperam pelo pároco, que chega visivelmente suado e com o rosto avermelhado. É fácil encontrar alguém que diz ter nascido naquela casa, que não passa agora de um monte de pedras. Outros dizem que vieram de propósito do estrangeiro para voltarem ali nesta data para honrar a família com origens na Drave. Muitos escuteiros aguardam com alegria e conversas o início da cerimónia, nesta que é uma segunda casa para eles. É ali, num equilíbrio periclitante, com um pé numa rocha e outro noutra mais alta, ou simplesmente sentados no chão, que muitos ouvem o sermão do padre. A dada altura, vestem-se as opas que cobrem os ombros dos que carregam os andores da procissão, erguem-se as bandeiras com as figuras religiosas e alinham-se os andores para a pequena procissão. Da capela até à cruz alta, percorrem-se poucas centenas de metros, numa cadência marcada pelos ritmo lento dos passos e com os olhares no chão para verem onde colocar os pés neste trilho irregular. Chegada à cruz, a fila volta para regressar à capela e as pessoas apertam-se para permitir a passagem nos dois sentidos. Os que regressam, deitam um olhar para o precipício à sua direita e outro para a capela na outra margem do ribeiro. Esse mal se vê, resultado da seca que o país viveu, mas a travessia da pequena ponte lembra que ele pode tornar-se um obstáculo. Terminada a cerimónia e dada a bênção, os grupos separam-se à procura de um sombra para merendar. Escolhemos um prado e a sombra de um castanheiro junto ao ribeiro da Drave, que mais parece uma calçada de seixos, com algumas poças aqui e ali, onde peixes e rãs temem pelo futuro. Com a tarde a avançar, é preciso fazer-se ao caminho porque o regresso ainda é longo e duro: 4 km até à aldeia de Regoufe. Muitos partem com a certeza de voltar no próximo ano, mas disso ninguém tem a certeza.

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Partida em Regoufe

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Ruas da aldeia de Regoufe

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Uma típica aldeia serrana beirã.

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A subida depois de Regoufe

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A vista para as "garras" da Serra da Arada

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A vista para a aldeia. O grande incêndio de 2016 deixou marcas na paisagem com muitas árvores queimadas.

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A vista para a capela de porta aberta

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O altar principal da capela

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Detalhe do interior da capela

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Durante a missa

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A procissão saindo da aldeia

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O irregular caminho da procissão

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Os vários andores da procissão

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Chegados à cruz alta, a procissão regressa em direção à aldeia

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Terminada a cerimónia, viemos para junto da ribeira da Drave que encontrámos neste estado.

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Mais parece uma estrada em calçada.

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Aqui e ali, algumas poças de água iam persistindo, aguardando o regresso da chuva e da força das águas.

Boas caminhadas

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