O rio Gresso é afluente do Vouga e tem origem no cimo da serra do Arestal, a quase 800 metros de altitude. Este rio percorre, na sua descida para a foz, pouco mais de 7 km, tendo um desnível total de mais de 700 metros. É, por isso, um rio de montanha com muitas cascatas e quedas de água com pouco caudal no verão, apenas enchendo com as chuvas de inverno. São duas as cascatas que se destacam no seu percurso, uma abaixo de Sanfins acessível pelo PR10 – Trilho do Gresso, e a segunda a montante da ponte entre Sanfins e Mouta. A cascata do Gresso, ou as cascatas do Gresso, são as menos conhecidas em Sever do Vouga, e levam-nos à descoberta de um rio sombrio, com uma galeria ripícola muito fechada e particular.
Na freguesia de Romariz, concelho de Stª Maria da Feira, encontra-se um monumento digno de se visitar para quem gosta do património arqueológico do país e não só: o castro de Romariz. Este constitui uma das estações arqueológicas mais expressivas da região de Entre Douro e Vouga (EDV). É um povoado fortificado datado do século V a.c. com níveis de ocupação até ao século I d.C. e os trabalhos arqueológicos aqui realizados permitiram identificar as diversas fases de ocupação proto-histórica e romana deste povoado.
O seu espólio é constituído por numerosas espécies de cerâmicas, vidros, metais, moedas e epígrafes, destacando-se um expressivo conjunto de cerâmica indígena, púnica, grega e romana e dois tesouros monetários, indicador da ergologia indígena, dos intercâmbios regionais e de longa distância que referenciam a riqueza do quadro cronológico e cultural do povoado, permitindo reconhecer a sua importância no contexto da cultura castreja do Noroeste Peninsular.
Note-se que o local está normalmente fechado ao público e que é necessário efetuar a marcação para visitar. Podem encontrar esses dados no link abaixo.