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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Subida do Rio Poio

28.05.10 | darasola

A última aventura Darasola foi uma subida de rio, perto de Ribeira de Pena, um pouco acima do Parque do Alvão. O rio em questão é o rio Poio (sim, Poio!), um pequeno rio de montanha, idêntico a outros que já percorri como o Caima ou o Teixeira. A dificuldade destes percursos é notória, principalmente se tivermos em conta que.. não há caminho, a não ser o leito do próprio rio. O que vale é que esse mesmo leito está cheio de fragões e penedos, que permitem andar a saltitar de pedra em pedra e assim evitar ir à água. Se fosse um dia mais quente, até saberia bem, mas a semana anterior tinha sido de chuva e o sol brilhava mas sem grande intensidade.
Do ponto de vista técnico, este percurso implica ter um calçado confortável e adequado para saltar de pedra em pedra, com uma boa aderência às rochas. As botas são, quanto a mim, desaconselhadas por terem um "cano" alto que acaba por pisar o tornozelo.
Certo é que um grupo de quase 20 pessoas acabou por se juntar com um objectivo comum: desfrutar das belezas do rio Poio.
A subida é longa e penosa para quem não tiver algum à vontade neste tipo de condições, o que acaba sempre por acontecer em grupos numerosos e este caso não foi excepção. O que vale é a boa disposição e a solidariedade do grupo que vai ajudando os menos desenrascados. Passámos por vários "poços" onde apeteciam mergulhar, encontrámos vários moinhos em ruínas que nos deixavam sempre com a mesma dúvida: "Como é que eles carregavam o milho até cá e depois levavam a farinha embora??". Tempos difíceis esses de outrora...
Deparámo-nos com uma verdadeira muralha numa das margens, cuja utilidade não conseguimos perceber... Alguém da zona sabe?
A progressão até ao Poço do Inferno foi penosa, mas valeu bem a pena... Um pouco mais e chegámos a uma fantástica cascata, que se despenha do alto de uma altura entre cinquenta e sessenta metros (estimativa minha) numa lagoa escura. Foi o local escolhido para almoçar. A partir daqui, tivemos de regressar pelo mesmo caminho, visto que era quase impossível ultrapassar o obstáculo do precipício da queda de água, sem material especial. O regresso foi algo complicado para um dos aventureiros, cujo almoço caiu mal e provocou uma forte indisposição que nos fez recear as condições do regresso, no entanto, pouco a pouco, lá conseguimos voltar aos carros.
Ainda tentámos atacar a vertente superior do rio, e para tal tivemos de descer uma ravina com 200 m de profundidade até o alcançar, no entanto, como o dia estava quase a acabar e antes de ficarmos sem luz natural, optámos por regressar e subir os 200 m, serra acima.
Foi uma grande ( e dura) aventura que acabou por causar dores nas pernas durante dois dias, mas que valeu bem a pena. Voltaria a repetir sem hesitar o percurso.
Boas caminhadas
Darasola

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