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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Pelo vale do Bestança - PR2 de Cinfães

07.09.10 | darasola

Para começar a época de caminhadas, nada como um passeio pelo lindíssimo vale do Bestança. Nascido na Serra do Montemuro a 1229m de altitude, este pequeno rio afluente do Douro criou um belíssimo vale até chegar à sua foz, em Porto antigo, depois de apenas 13,5 km. O seu vale caracteriza-se pelas encostas bastante acentuadas, onde a agricultura é apenas possível recorrendo a campos em socalcos. Da vegetação ao longo desse vale destaca-se o castanheiro, o carvalho, o amieiro, o freixo e o salgueiro.

 

 

O percurso inicia no largo da Nogueira, no entanto, por não ser possível estacionar, acabámos por deixar o carro mais à frente, junto ao cemitério. Aí existe uma placa do PR que dá indicação para a ponte de Covelas. A descida por um trilho de lajes enormes e escorregadias é acentuada e convém ter cuidado para não escorregar, em especial se tiver chovido. Felizmente não era o caso, estava calor, uma excelente tarde de final de verão em que pudemos aproveitar para comer as maiores amoras da minha vida! Chegados à ponte, pudemos apreciar a imponente construção que deve ter sido uma via de ligação fundamental em outras épocas. Por baixo, o rio corria calmo e com água límpidas e apetecíveis. A seguir à ponte, o trilho bifurca ligeiramente para a esquerda, onde iniciámos uma subida íngreme no mesmo tipo de piso, pelo Caminho da ponte de Covelas, até alcançar o lugar com o mesmo nome. A partir daí seguimos a Carreira Chã, sensivelmente sempre pela mesma cota, num caminho agrícola que passa por algumas habitações e pelo meio de campos e bosques. Nas videiras, as uvas já estavam a pintar, preparando-se para a época das vindimas. Aqui e ali , era possível apreciar o vale do Bestança que se estende em direcção à Serra do Montemuro. A certa altura, atravessámos uma zona que tinha ardido, felizmente uma zona pequena. Mais adiante, depois de passar uma cancela, encontrámos uma descida íngreme (muito mesmo) em direcção ao rio. A sinalização deixava algumas dúvidas. Não sabia se devíamos descer por ali ou seguir em frente, no entanto a descida tinha ar de ser bastante usada, pelo que descemos por aí. Foi uma aventura descer sem escorregar e o bastão de caminhada que levei deu bastante jeito. Chegámos então a uma ponte de tijolo, atravessando para o prado do Bestança e seguimos pelo rio até chegar à velha ponte de madeira. Devido ao seu aparente mau estado, optámos por não a atravessar e seguirmos pelas pedras ao lado até ao prado do Ribeiro de Barrondes, uma zona agradável com zonas amplas de cultivo. Pouco a pouco fomos subindo até chegar à estrada e ao lugar de Vila de Muros e encontrar o carro junto ao cemitério.

É um percurso pouco extenso (cerca de 7 km) e agradável pela vegetação abundante e pela passagem, por duas vezes, junto ao rio Bestança, no entanto tem algumas falhas ao nível da sinalização.

Boas caminhadas

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