Trilho Inca [Póvoa das Leiras - S.P. Sul]
Já ouvia falar há muito tempo do "Trilho dos Incas". Segundo me tinha contado, ligava as aldeias de Póvoa das Leiras (S. Pedro do Sul) e Covelo de Paivô (Arouca), por um percurso bastante acentuado que descia pela cumeada até ao vale do rio Paivô. Este trilho não foi o que me tinham falado, mas antes uma versão mais curta e mais suave. Com partida e chegada a Póvoa das Leiras, o mesmo coincide inicialmente com a parte do "tal percurso" de que me tinham falado.
A partida foi junto à pequena capela de Póvoa das Leiras, junto à estrada que liga à Coelheira.
Seguimos inicialmente estrada abaixo com estas vistas sublimes para o vale do Paivô. As paisagens nesta zona da serra conseguem sempre impressionar.
Logo à frente saímos de estrada seguindo por um caminho de terra à direita.
Um pequeno portão que delimita um dos baldios da aldeia.
Os mirones que nos observavam: duas lindas vacas de raça arouquesa.
O vale da Ribeira do Paivô.
Lá vem o resto do grupo pelo trilho. A vegetação era densa e as lajes muuuito escorregadias. Ainda valeu algumas quedas na comitiva, incluindo eu.
Nova perspectiva do mesmo vale e, lá ao fundo, a aldeia de Covelo de Paivô.
Uma vontade enorme de fazer slide!
A aldeia de Covelo de Paivô.
Para terem uma ideia do trilho: era isto!
E isto!
Mais mato!
O percurso não é um percurso homologado e muito menos marcado. Valeu o GPS para guiar-nos, mas encontrámos aqui e ali algumas marcas amarelas que certamente servem de indicação deste trilho. Infelizmente são raras e já mal se vêem
A vegetação com as marcas do Outono.
A partir daqui o trilho subia.
Curiosamente, também encontrei alguns vestígios da primavera.
Olhando para trás, a perspectiva era esta! Lá ao fundo, a aldeia do Candal.
É por aqui!
O local escolhido (cerca de 855m de altitude) para uma pausa e um lanche, antes da subida até ao Alto da Cota (1033m).
O trilho (continuação)
Lá em baixo, o caminho que liga as aldeias de Regoufe e Drave, que corresponde ao PR14 da aldeia mágica.
Olhando para trás, o percurso ao longo da cumeada.
Nesta zona, o mato chegava a ser mais alto que nós, mas o trilho estava bem delineado e podíamos avançar sem (grandes) dificuldades.
A vista para a aldeia de Regoufe.
A chegada ao Alto da Cota e ao seu parque eólico.
Olhando para o vale de Arouca e a zona a norte, pudemos apreciar este manto de nevoeiro a formar um verdadeiro colchão de algodão. Fantástico! O pequeno ponto branco do lado direito, a meio da imagem é a capela da Srª da Mó.
Mais uma perspectiva.
Descemos então até à zona deste pequeno prado...
e encontrámos um trilho que fomos seguindo...
... junto a uma linha de água...
... até alcançar a estrada, já próximos do parque de campismo da coelheira.
Uma pequena nascente, mesmo junto à estrada.
Quando já estávamos na penumbra, as eólicas, ainda iluminadas pelo pôr-do-sol surgiam iluminada em tons alaranjados.
A vista para o Candal...
... durante a descida junto à estrada.
Umas alminhas em pedra.
O nevoeiro ia pouco a pouco avançado pelos vales lá ao fundo.
A chegada ao ponto de partida, a aldeia de Póvoa das leiras.
Mesmo ao lado da estrada e antes de chegar à capela visitámos alguns moinho de água, a maior parte em ruínas, mas que se sucedem ao longo de um rego de água, antigamente usado pela comunidade para mover os seus respectivos moinhos. Vale a pena visitá-los
Resumindo, foi um pequeno percurso com cerca de 6 km que nos fez descobrir um trilho muito agradável e sem grandes dificuldades a não ser as lajes escorregadias e a subida até ao Alto de Cota. A sua grande vantagem é o facto de ser circular, ao contrário da outra versão que leva a Covelo de Paivô. Fiquei com muita vontade de fazer essa versão lá para a primavera para poder apreciar o encanto das cores que pintam a natureza nessa época.
Boas caminhadas
Darasola







































