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Percursos pedestres, caminhadas, pedestrianismo, trekking, trilhos, aventuras, viagens, passeios e descobertas!

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Drave - a aldeia mágica

03.09.07 | darasola

Aproveitando o calor, fui fazer o PR 14 de Arouca, o percurso da Aldeia Mágica que liga as aldeias de Regoufe , onde existem as antigas minas de volfrâmio da 2ª guerra mundial, à aldeia abandonada de Drave .

 

A aldeia de Regoufe onde começa o percurso.

No centro da aldeia, cabras, galinhas, galos e cães andam calmamente pelas ruelas.

Regoufe, onde os campos são ainda cultivados e mantêm as culturas tradicionais e uma cor verde que se destaca na paisagem.

Para percorrer este PR, é necessário estacionar o carro à entrada da aldeia e percorrer as ruelas tranquilamente. Respeite os animais e as pessoas e aproveite para um dedo de conversa, pois as pessoas estão sempre disponíveis e revelam simpatia e boa vontade.

O percurso inicia-se depois de atravessar a aldeia e a ribeira de Regoufe e logo com uma subida daquelas que nos deixam ofegantes. O percurso é aqui muito duro com muita pedra solta.

No fim desta subida, chegamos a uma verdadeira varanda natural de onde podemos observar um cenário fantástico sobre as serras da Freita e da Arada e também da própria aldeia de Regoufe e das minas que ficaram para trás. Aproveite para descansar um pouco e apreciar a beleza.

No meio da encosta da serra, a oeste, é possível vislumbrar o caminho tradicional que liga Covelo de Paivó a Regoufe e que constitui o PR13 - "Na senda do Paivó

 

A imponência das serras é impressionante. No seu alto, existem agora vários aerogeradores . É triste, mas é um mal necessário.

Mais uma perspectiva das serras que formam as "garras".

 

O caminho começa então a descer em direcção à ribeira de Palhais.

Um outro pedestrianista. Este deve gastar imenso em botas :-D

 

Ao longe, disfarçada no meio da serra, devido ao xisto utilizado na construção das suas casas: Drave .

O caminho ao chegar à aldeia.

 

Mais uma perspectiva da aldeia, de onde se destaca o branco da capela, por contraste com o resto do casario.

 

No meio da aldeia existe um pequeno ribeiro que forma uma pequena lagoa de águas frias, puras e translúcidas. Um convite tentador...

... para um mergulho.

Já de regresso, passámos por um rebanho de cabras. É impressionante a facilidade com que percorrem as serras. Parecem muitas vezes andar sozinhas, mas, quando menos se espera, surge do nada um pastor ou uma pastora.

Escondida no meio das rochas de um muro, uma osga.

O caminho no regresso.

Mais uma vez, as serras com toda a sua imponência.

 

 

 

A descida, por outro caminho alternativo, até Regoufe .

Passámos no meio de campos cultivados onde até encontramos este pequeno portão.

A carta militar do percurso.

O gráfico de altimetria .

Este percurso é um dos melhores de Arouca, que recomendo vivamente. A visita à aldeia é qualquer coisa de muito especial. Apesar de abandonada, é frequente encontrar gente por lá, especialmente escuteiros, já que Drave constitui uma base de escuteiros. Algumas das suas casas foram adquiridas e restauradas pelos mesmos. Respeitem o seu trabalho , respeitem Drave .

Boas caminhadas

Darasola

 

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3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    João

    26.07.10

    Boas. Diogo, a casa foi incendiada? Porque motivo?
  • Sem imagem de perfil

    Diogo

    10.08.10

    Oi João...Antes de mais a casa está em nome do meu padrinho, segundo os meus conhecimento. A casa era muito antiga, o meu pai e uns familiares meus encontraram Drave , há cerca de 20 anos num passeio pelas serras. A casa estava um pouco estragada pelo passar dos anos. Nessa altura ainda vivia lá gente! Então o meu padrinho comprou a casa a começaram a trabalhar todos no duro! Levou muito tempo até que a casa estivesse pronta. Então os meus familiares mais muitos amigos deles passavam sempre lá os Verões..Iam todos os anos cerca de 30 pessoas no Verão. Passávamos lá alguns dias até o dia da festa (15 de Agosto). Eu vou a Drave todos os anos desde que nasci por isso já lá vão 14 anos! Na minha opinião mas sem ser para me gabar, a nossa casa era a melhor de Drave :
    na cozinha tinhamos lareira, armário cheio de comida, fogão, mesa de jantar...
    na sala tinhamos 3 sofás, uma televisão móvel a preto e branco, um rádio enorme, no chão da sala um tapete grande.
    Ao lado tinhamos um enorme quarto onde dormiam quase toda a gente que tinha duas camas de molas, quem dormia nelas eram as mulheres que tinham filhos bébés. Nesse enorme quarto tinha todo o material que eles usaram para reconstruir a casa como martelos, pregos, madeira...
    Na sala tinha umas excelentes escadas de lousa que iam dar ao andar abaixo. Esse andar tinha um beliche, os sacos de cama, uma varanda e uma fabulosa casa de banho com chuveiro, que as pessoas usavam para tomar banho à noite, em vez de irem à lagoa tomar banho por causa do escuro. Esse chuveiro tinha um tubo que trazia a àgua do ribeiro...
    Fora de casa tinhamos um pátio com estilo de esplanada: mesas em louza , fogueira para de noite e mais ao lado tinhamos uma mini fonte onde lavavamos os pratos. Esse mini fonte é pública mas praticamente só nós usavamos.
    Mas voltando ao que tu queres saber João...há pucos anos atrás, recebemos a notícia que um grupo de homens que incendiaram e estragaram 3 casas de Drave , uma delas era a nossa. Ouvimos muitos boatos a dizerem que fizeram isso a Drave porque não gostavam da aldeia, disseram também que foi por ter ciúmes da nossa casa e disseram também que fizeram isso tudo porque nos queriam roubar o que tinhamos lá dentro. A polícia não conseguiu oncontrar suspeitos, como é obvio. O mal é que apartir daí mais de metade do pessoal que ia connosco não foi mais até agora, nem tencionam ir mais porque a casa que temos agora não tem tantas condições como a anterior.
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