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Voltar a Drave é sempre especial. Não é por acaso que esta aldeia é chamada de mágica. O regresso foi marcado para uma data em particular, para poder assistir à festa da Sra da Saúde, padroeira da aldeia. Nessa data especial, a aldeia ganha o fôlego que o tempo lhe foi tirando e enche-se de vida. Várias dezenas de pessoas entre escuteiros, descendentes dos Martins da Drave, ou simplesmente pessoas que se apaixonaram pela aldeia voltam para a singela festa religiosa em honra da Sra da Saúde. Abrem-se as portas da capela alva e limpa-se o pó das figuras religiosas. Foi aliás a primeira vez que entrei na capela, que até parece maior por dentro do que é por fora. Por ser impossível albergar no interior todos os que ali estão, o "altar" para a cerimónia é colocado cá fora. E é ali que todos esperam pelo pároco, que chega visivelmente suado e com o rosto avermelhado. É fácil encontrar alguém que diz ter nascido naquela casa, que não passa agora de um monte de pedras. Outros dizem que vieram de propósito do estrangeiro para voltarem ali nesta data para honrar a família com origens na Drave. Muitos escuteiros aguardam com alegria e conversas o início da cerimónia, nesta que é uma segunda casa para eles. É ali, num equilíbrio periclitante, com um pé numa rocha e outro noutra mais alta, ou simplesmente sentados no chão, que muitos ouvem o sermão do padre. A dada altura, vestem-se as opas que cobrem os ombros dos que carregam os andores da procissão, erguem-se as bandeiras com as figuras religiosas e alinham-se os andores para a pequena procissão. Da capela até à cruz alta, percorrem-se poucas centenas de metros, numa cadência marcada pelos ritmo lento dos passos e com os olhares no chão para verem onde colocar os pés neste trilho irregular. Chegada à cruz, a fila volta para regressar à capela e as pessoas apertam-se para permitir a passagem nos dois sentidos. Os que regressam, deitam um olhar para o precipício à sua direita e outro para a capela na outra margem do ribeiro. Esse mal se vê, resultado da seca que o país viveu, mas a travessia da pequena ponte lembra que ele pode tornar-se um obstáculo. Terminada a cerimónia e dada a bênção, os grupos separam-se à procura de um sombra para merendar. Escolhemos um prado e a sombra de um castanheiro junto ao ribeiro da Drave, que mais parece uma calçada de seixos, com algumas poças aqui e ali, onde peixes e rãs temem pelo futuro. Com a tarde a avançar, é preciso fazer-se ao caminho porque o regresso ainda é longo e duro: 4 km até à aldeia de Regoufe. Muitos partem com a certeza de voltar no próximo ano, mas disso ninguém tem a certeza.

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Partida em Regoufe

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Ruas da aldeia de Regoufe

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Uma típica aldeia serrana beirã.

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A subida depois de Regoufe

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A vista para as "garras" da Serra da Arada

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A vista para a aldeia. O grande incêndio de 2016 deixou marcas na paisagem com muitas árvores queimadas.

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A vista para a capela de porta aberta

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O altar principal da capela

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Detalhe do interior da capela

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Durante a missa

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A procissão saindo da aldeia

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O irregular caminho da procissão

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Os vários andores da procissão

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Chegados à cruz alta, a procissão regressa em direção à aldeia

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Terminada a cerimónia, viemos para junto da ribeira da Drave que encontrámos neste estado.

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Mais parece uma estrada em calçada.

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Aqui e ali, algumas poças de água iam persistindo, aguardando o regresso da chuva e da força das águas.

Boas caminhadas

darasola

 

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A aldeia de Sistelo passou a andar nas bocas do mundo (limitando o mundo a este cantinho à beira-mar plantado) pela eleição no concurso de 7 maravilhas de Portugal, na categoria aldeias. Multiplicam-se um pouco por toda a web as referências à aldeia  como sendo o "pequeno tibete português", com a suposta semelhança dos seus campos em socalcos com o Tibete. Não acho que a comparação faça sentido, mas isso não retira qualquer encanto a Sistelo. A pitoresca aldeia do município de Arcos de Valdevez vale a visita, não só pela paisagem que a rodeia, mas também para percorrer as suas ruelas e descobrir a sua pequena igreja matriz, a casa do Castelo do Visconde de Sistelo, ou ainda, para os mais corajosos, descer a íngreme escadaria que nos leva até às pontes sobre o rio Vez.

O objetivo desta ida a Sistelo era descobrir a Ecovia do Vez, um percurso que liga a aldeia ao centro de Arcos de Valdevez, praticamente sempre ao longo das margens do rio. Na verdade, a Ecovia ainda continua para além do centro da vila de arcos de Valdevez, pois estende-se até Jolda S. Paio, num total de 32.7 km. Os 20 km entre Sistelo e Arcos de Valdevez pareceram-nos suficientes para fazer num só dia de calor. Optamos por começar na aldeia de Sistelo por forma a percorrer o percurso no sentido descendente, mas mesmo assim, o dia foi extenuante tal o calor desse dia.

A Ecovia do Vez é realmente fantástica, pois permite-nos descobrir recantos lindíssimos do rio, pontes antigas como a ponte medieval de Vilela, praias fluviais (Poço das Caldeiras)

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Vista sobre a aldeia de Sistelo.

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Painéis informativos à entrada da aldeia.

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Cruzeiro e o castelo de Sistelo.

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Já só faltavam quase 20 km até Arcos de Valdevez.

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A oferta de trilhos pedestres em Sistelo é muito variada.

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Espigueiros de Sistelo.

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O fontanário no meio da aldeia.

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A casa amarela é a da antiga escola primária e atual junta de freguesia.

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Ponte sobre o rio Vez.

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A ecovia inicia-se por caminhos rurais.

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Início da parte dos passadiços.

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Serpenteando pelo meio da vegetação.

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... com o rio a correr mais abaixo.

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Esta parte é muito curiosa, a fazer lembrar um pouco aqueles templos asiáticos cobertos pelas raízes.

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A transparência da água do Vez na praia fluvial de Sistelo.

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Encostado às rochas.

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A parte dos passadiços é muito agradável.

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A vegetação é luxuriante e, neste dia de calor, as zonas de sombra foram muito apreciadas.

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O percurso faz uma pequena incursão por estrada, numa zona onde o fogo tinha deixado a sua marca negra.

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Regressámos rapidamente à margem do rio.

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Descida para o Poço das Caldeiras.

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A zona de banhos era muito apetecível, mas ainda tínhamos muitos quilómetros pela frente.

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A ponte medieval de Vilela.

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Aspeto da ponte...

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... e a vista do alto da mesma.

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Voltamos a uma pequena parte de passadiço.

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Passagem numa zona de poldras para cruzar o rio, no entanto o trilho da ecovia não vai por ali.

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Uma ponte/passadiço.

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Mais umas poldras.

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Junto ao rio, encontrámos uma exploração de criação de avestruzes. Estas eram as pequenas.

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Mais uma zona de banhos.

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À medida que nos aproximávamos de Arcos de Valdevez, íamos encontrando mais pessoas pela ecovia.

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Uma zona de águas calmas.

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Nesta zona, o piso é uma espécie de grelha de cimento por cima de uma conduta de água.

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O centro de Arcos de Valdevez à vista.

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A zona de banhos da vila estava completamente lotada.

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A velha Ponte da Vila, junto da qual demos por terminada esta aventura da descoberta da Ecovia do rio Vez. A parte restante até Jolda S. Paio ficará para uma próxima oportunidade.

Ficha técnica: 

Distância: 20 km

Tempo: +/- 6 h

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso

Ponto positivos: a aldeia de Sistelo, as zonas dos passadiços perto de Sistelo, as praias fluviais

Pontos negativos: a distância com o calor do dia tornou o percurso exigente.

 

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