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Viagem darasola - Visitar Guimarães

por darasola, em 27.05.18

Muitas vezes, as caminhadas relatadas no darasola são planeadas conjuntamente com outras atividades turísticas. Quer seja em período de férias ou nalgum fim-de-semana prolongado, tento conciliar sempre que possível as caminhadas com outros roteiros turísticos, para conhecer um pouco melhor os nosso pequeno país (e não só).

Inspirado por outros blogues aos quais recorro para obter alguma ajuda no planeamento dos roteiros, decidi dar também o meu contributo ao diversificar um pouco o blogue e alargá-lo à parte de roteiros e dicas de viagem. Será criado um novo tipo de posts, com algumas informações e propostas de roteiro correspondendo a escolhas pessoais.

O acaso fez coincidir esta ideia com a viagem feita à Cidade Berço - Guimarães - conhecida como o berço da nacionalidade por aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense. É também associada a esta cidade que nasce este primeiro post guia/roteiro do darasola.

 

Visitar Guimarães - o que ver em Guimarães?

O centro histórico de Guimarães é riquíssimo e não faltam local de interesse para visitar, não fosse ter sido classificado como património da Humanidade da UNESCO. Grande parte dos locais aqui destacados se alcançam a pé, pelo que podem aproveitar para "dar à sola" no centro histórico seguindo este roteiro.

 

10 coisas a ver em Guimarães

 

1) Castelo de Guimarães

Dominando a cidade e com a bandeira nacional erguida bem no alto, o castelo é o ex-libris a visitar. Lembro-me de ter visitado o castelo ainda criança e foi agradável reencontrá-lo preservado e com melhoramentos, como as estruturas de segurança para passear pelas muralhas. Recomendo muito subir as muralhas e apreciar as vistas para a cidade e a Penha, bem como para a capela de S. Miguel e o Palácio dos duques de Bragança.

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O castelo visto por fora no Parque da Colina Sagrada (Monte Latito).

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O interior do castelo. Dá para perceber que os pisos de madeira desapareceram ao longo dos tempos, ficando estruturas de pedra como a chaminé que se vê na foto.

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Os passadiços e proteções permitem dar a volta ao castelo pelo caminho de ronda e apreciar as vistas.

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A vista para a Capela de S. Miguel e para o Palácio dos Duques de Bragança.

É possível entrar e subir à torre de menagem, onde existe uma exposição ligada à história do castelo. O vídeo abaixo passava no ecrã e achei-o tão engraçado que não resisto em partilhar:

 

2 - Capela de S. Miguel

Na colina junto ao castelo, a pequena capela de S. Miguel vale o desvio. Reza a história que D. Afonso Henriques terá sido batizado ali mesmo e uma inscrição junto à pia batismal pretende corroborar esse facto. O seu interior está vazio, mas o seu interior escuro recorda-nos as lições de história sobre as igreja românicas.

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3 - Paço dos Duques de Bragança

Mandado construir na 1ª metade do Séc. XV pelo Duque de Bragança, um dos homens mais ricos e poderosos do Portugal da altura, este palácio vale definitivamente a visita, não só pelo seu riquíssimo recheio, mas também pela sua arquitetura particular. Destaca-se pelo seu aspeto "estranho" de um estilo que não se vê comummente no nosso país.

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A vista a partir do pátio interior. Destacam-se as chaminés esguias e altas por entre as ameias.

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A fantástica sala de jantar...

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... cuja estrutura do teto faz lembrar a estrutura de um navio invertido.

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Obras de arte num dos corredores do pátio interior.

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Aspeto geral do pátio interior.

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A vista do vitral do interior da capela do palácio.

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Na visita, é dado especial destaque às tapeçarias e porcelanas do museu.

Abandonando a colina do castelo, dirigimo-nos à parte do centro histórico da cidade, não sem antes passar pela famosa estátua de D. Afonso Henriques.

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4 - Praça de Santiago

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É uma praça onde o tempo parece ter parado. As casas típicas estão em perfeito estado de conservação e a preservação deste zona tem sido destacada como exemplo a seguir. Segundo a lenda, o seu nome deve-se ao facto do apóstolo Santiago ter trazido uma imagem da Virgem Maria para ser ali colocada numa antiga capela, entretanto desaparecida.

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5 - Largo da Oliveira

O local passou durante uns tempos nas nossas televisões devido a uma publicidade de uma conhecida marca de bebidas, mas não é por isso que é conhecido. Não é pela presença de uma oliveira, que esta pequena praça é tão famosa, mas talvez pela pequena capela gótica - o Padrão do Salado - que alberga um cruzeiro referente à batalha do Salado, onde portugueses e castelhanos se aliaram para vencer os mouros do reino de Granada.

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É também a praça do edifício dos antigos Paços do concelho e ainda da Igreja de N. Srª da Oliveira. Quando visitarem o local não deixem de reparar no estranho pormenor de uma estátua que aparece no centro da fachada da foto abaixo.

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6 - Museu Alberto Sampaio

O museu fica no local exato do antigo mosteiro mandado fundar pela condessa Mumadona, à volta do qual se terá desenvolvido o burgo antigo. Alberga um património riquíssimo da antiga Colegiada de N. Srª da Oliveira bem como inúmeros objetos de valor artístico e histórico. A sua visita permite percorrer os claustros medievais e salas medievais contiguas à Igreja de N. Srª da Oliveira.

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7 - Torre da Alfândega de Guimarães "Aqui nasceu Portugal"

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Localizada junto à entrada da Praça do Toural, é um dos vestígios da antiga muralha que protegia a cidade. Tornou-se mais conhecida pela inscrição em letras brancas "Aqui nasceu Portugal".

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Contrariamente ao que muita gente pensa, esta inscrição não está no Castelo, mas sim neste vestígio da muralha no centro da cidade.

 

8 - Largo do Toural

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É uma das principais praças da cidade. Toda coberta por calçada portuguesa, tem a particularidade de ter um curioso gradeamento baixo em linha de um dos lados. Possui um belo chafariz numa das extremidades e é rodeada por edifícios centenários lindíssimos. O seu nome vem do facto de ter sido antigamente o local da feira de gado (touros) fora das muralhas da cidade. É possível encontrar ainda a Igreja de S. Pedro, com uma das duas torres previstas.

 

9 - Zona de Couros

Deixando o largo do Toural pela Alameda de São Dâmaso, é possível deslocar-nos até à zona de couros. O local tem essa designação devido à industria dos curtumes que se desenvolveu nesta área da cidade desde a época medieval.

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Esta herança foi valorizada através de uma intervenção para preservar o património arqueológico industrial e é possível ver vários tanques de tinturaria e outras ferramentas usadas.

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10 - Monte da Penha

A zona do santuário da Penha fica fora do centro da cidade, contudo é fácil alcançá-la a pé, tal como fizemos no percurso da Rota da Penha. Contudo para quem não se quiser cansar existem outras opções, como o teleférico de Guimarães ou simplesmente o carro.

No alto da Penha, existe um santuário natural e religioso. O local carateriza-se pela presença de blocos de granitos gigantescos, que modelam a paisagem e criam pequenas grutas e recantos, que foram transformados em capelas e monumentos.

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O edifício do Santuário da nossa Senhora do Carmo da Penha destaca-se pela sua arquitetura imponente do período do Estado Novo e pela beleza do arranjo dos jardins em redor.

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As vistas sobre a cidade de Guimarães são fantásticas e valem o desvio.

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Um dos gigantescos blocos de granito esculpido e transformado em monumento.

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Uma da pequenas capelas escondidas num gruta no meio dos rochedos.

Espero que gostem deste novo tipo de post e que partilhem. Se tiverem outras dicas e sugestões, por favor, deixem as sugestões nos comentários.

Boas viagens e bons passeios

darasola

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O Parque Nacional de Doñana situa-se em Espanha, na província da Andaluzia e cobre parte do território das províncias de Huelva, Sevilha e Cádis e de 14 municípios. É Património da Humanidade desde 1994 e constitui a maior reserva biológica de Espanha com mais de 100 000 ha. É também célebre por ser o último reduto de um dos felinos mais ameaçados do mundo: o lince ibérico. A aldeia de El Rocio fica também à entrada do parque e é o local da maior peregrinação religiosa de Espanha, por isso tudo não faltam motivos para querer conhecer a zona.

Como é óbvio também dá para aproveitar para caminhar e descobrir alguns dos encantos da zona. Embora a maior parte do parque esteja vedada e a entrada proibida, existem centros interpretativos com pequenos trilhos marcados. Este é um deles: o percurso da Laguna del Acebuche. O termómetro do carro marcava 41º mas isso não nos impediu de nos fazermos ao trilho. No centro interpretativo, o ar condicionado convidava-nos ficar. Os ecrãs de uma televisão mostravam imagens de péssima qualidade do interior de uma cela onde uma fêmea de lince ibérico se refugiara do calor tórrido. Abrir a porta do edifício parecia a abertura da porta de um forno, mas mesmo assim fomos conhecer o pequeno trilho, os observatório da vida selvagem (cuja sombra era um regalo). Conseguimos ver várias aves e até um corço

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Junto ao centro de visitantes de El Acebuche. É junto ao parque de estacionamento deste centro que encontramos os autocarros turísticos 4x4 que permitem visitar o interior do parque. Apenas há saídas cedo de manhã ou ao final da tarde e como tínhamos o tempo contado, não deu para fazer a visita. É mais um motivo para voltar a Doñana.

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Relógio solar

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No interior do centro interpretativo, o ecrã que mostrava um das celas onde os linces ibéricos são criados em cativeiro para salvar a espécie. Existe outro centro semelhante em Portugal, em Silves, no Algarve.

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Fizemos o percurso da direita.

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O trilho tem cerca de 5.4 km e leva-nos a vários observatórios a partir dos quais se podem observar a fauna local.

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Trilho sobre passadiços.

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A vegetação tipicamente mediterrânica.

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A "laguna" tinha muito pouca água.

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La Chozas - pequenas construções típicas com telhados de colmo.

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Uma das aves que conseguimos ver.

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Existe outro sendero (o da esquerda na foto mais acima), mas dado o calor que estava, decidimos ficar pelo trilho inicial.

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Painel sobre os vários tipos de aves que por ali passam/vivem.

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Mais aves.

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Uma garça a levantar voo.

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Regresso ao centro interpretativo, com passagem junto a um curioso engenho...

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... uma máquina que servia para retirar os pinhões das pinhas.

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Olhando assim para isto, nunca teria chegado à sua função.

Boas caminhadas

PS: se gostou, partilhe e dê a conhecer o "darasola".

 

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