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Passadiço de Carvoeiro - Lagoa - Algarve

por darasola, em 06.11.16

Deixo aqui mais uma sugestão para um pequeno passeio agradável na região algarvia, mais precisamente na localidade de Carvoeiro, em Lagoa. Foi construído em 2014 um passadiço ligando a zona do Forte da N. Sra da Encarnação até ao Algar Seco. São apenas 570 metros, mas as vistas para o mar e as falésias são fantásticas. 

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As vistas para a praia do Carvoeiro.

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As falésias douradas caraterísticas da zona de Lagoa.

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A reconstituição da caravela portuguesa quinhentista passeia os turistas junto às falésias. 

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A vista dos passadiços.

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O passadiço permite o acesso em segurança à zona das falésias.

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Panorâmica sobre o acesso a uma falésia.

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Não percebo como deixaram construir um bar nesta falésia.

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O algar seco... que curiosamente tem água no fundo.

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Vista para oeste

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Vista para as falésias a este.

Bom passeio

darasola

 

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Passadiços do Rio Paiva - Arouca

por darasola, em 03.02.16

Os passadiços do Paiva...

O que dizer que ainda não foi dito sobre o percurso mais falado de 2015?

Tantos elogios e tantas críticas foram feitas a esta obra ambiciosa e faraónica, que trouxe a Arouca a maior enchente de sempre para percorrer este troço de 8 km lineares pelas escarpas do rio Paiva. As vistas são fantásticas e a paisagem é fabulosa, isso toda a gente concorda, mas há a outra face da moeda. O curso do rio Paiva é uma zona especial do ponto de vista ambiental e exige cuidados especiais para preservá-la. Não vou retomar aquele argumento que ainda se ouve de que o rio Paiva é um dos mais limpos da Europa. Não é! Já deve ter sido, mas infelizmente já não é. Mas, ainda assim, é um tesouro especial a cuidar por fazer parte da Rede Natura 2000. Partilhar esse tesouro com quem percorre os passadiços é uma forma de o dar a conhecer, para que saibam o seu valor e a sua riqueza, e para que percebam que é frágil e que é preciso preservá-lo. Infelizmente, há quem não saiba apreciar o que lhe é oferecido, mesmo que seja um dos mais requintados pratos gourmet.

Foi isso que aconteceu com os passadiços do Paiva. Foi uma invasão de quem não sabe apreciar a beleza da natureza e (pior ainda) não a sabe preservar. Foi invadido por pessoas que não sabiam sequer ao que iam: senhoras de saltos altos, pais com carrinhos de bebés, família com crianças pequenas que nunca deveriam estar sob o sol mais intenso do meio dia. Não podem dizer que foi por falta de informação pois esta está ao alcance de qualquer um através do site oficial : http://www.passadicosdopaiva.pt

Foi invadido por imbecis que não tinham mais que fazer do que pintar as rochas com publicidades a estabelecimentos comerciais, ou rabiscar a madeira com o seu nome e a data em que visitaram o local, porque não sabem que na natureza não se deve deixar marcas para além das pegadas. Pessoas que preferem atirar garrafas vazias ou beatas para a natureza, queixando-se por não haver cinzeiros ou caixotes do lixo ao longo do trilho, em vez de levarem consigo o seu próprio lixo.

Acredito que quem idealizou este percurso não imaginava que viria a ter tanto sucesso e tanto impacto (200 000 visitantes em 2 meses, com uma média de cerca de 7000 visitas diárias). Essa deve ter sido a principal falha. Os incêndios que o atingiram, em especial o de 7 de setembro 2015, viriam a dar razão aos cépticos que criticavam a obra por ser um risco e de risco. O caos nos acessos ao nível do estacionamento também foi algo que não deve ter sido devidamente equacionado e que deveria ter sido planeado, quer para facilitar a vida dos habitantes locais, quer por questões de segurança.

Acredito que há males que vêm por bem. O incêndio que destrui uma parte do percurso e levou ao seu encerramento pode levar a uma reformulação do "conceito" e a uma correção dos erros. Pelo menos assim espero. A reabertura está prevista para este mês de fevereiro 2016, com um sistema de reserva online, limitando os visitantes a 3500 pessoas por dia, criando infraestruturas (estacionamento extra e casas de banho). A visita passará a ser paga (1 euro por pessoa), um preço que até considero baixo, tendo em conta a necessidade de controlar as visitas. Não me importo de pagar para visitar locais que valem a pena, tal como este. É uma forma de criar empregos na região e também permite que sejam feitos investimentos na zona.

A ver vamos o que reserva esta segunda fase dos passadiços do Paiva.

Feita esta introdução em forma de página de opinião, passo à parte habitual da descrição do percurso.

Os passadiços do Paiva são um percurso que seguem o curso do rio pelas escarpas acidentadas do Paiva, entre os lugares de Espiunca e de Areinho, onde existem praias fluviais.

COMO CHEGAR:

O acesso faz-se passando pelo centro da vila de Arouca e seguindo em direção a Alvarenga. Para ajudar, basta percorrer a avenida principal da vila, passar diante do mosteiro até ao cimo da avenida, até encontrar o edifício da câmara municipal. Aí, basta virar à esquerda para Alvarenga e passados 9 km encontram o cruzamento para Espiunca. Pode optar por seguir por mais 3 km até encontrar o corte para o Areinho, onde está a outra extremidade do percurso.

CARATERÍSTICAS DO PERCURSO:

Convém recordar as caraterísticas do percurso: é um trilho linear, o que quer dizer que são cerca de 8 km para cada lado. Para regressar ao ponto de partida é obviamente necessário percorrer outro tanto, perfazendo um total de 16 km. Grande parte do percurso faz-se em área exposta, o que quer dizer que não há sombras para proteger do sol e do calor que se faz sentir no pico do verão. Na maior parte do trilho, o rio está inacessível e corre lá ao fundo, bem fora do alcance, para azar de quem pretende refrescar-se. Mesmo nalguns sítios onde é possível chegar ao rio, o acesso é complicado e pode ser perigoso. Contudo, existem 3 praias fluviais ao longo do curso: apenas uma (a do Areinho) pode ser considerada uma praia oficial, já que tem infraestruturas preparadas (bar, estacionamento, casas de banho e vigilante na altura balnear). As outras duas (o Vau e a Espiunca) possuem areais naturais mas não tem edifícios de apoios (embora isto esteja a mudar). Esta situação é uma das que está a ser corrigida e provavelmente será alterada aquando da reabertura de fevereiro 2016.

O rio corre do Areinho, passando pela zona da Ponte de Alvarenga, a praia do Vau até à Espiunca, e segue o seu curso passando pelo concelho de Castelo de Paiva até desaguar no Douro. Assim, apesar da diferença de altitude entre as extremidades do Areinho e da Espiunca não serem grandes, convém recordar que do Areinho até à Espiunca o sentido é descendente (e logicamente ascendente em sentido contrário), para poder escolher o melhor sentido para percorrer o trilho.

O principal obstáculo do percurso é a zona da Garganta do Paiva, onde o trilho se afasta do rio em duas enormes escadarias que vencem o desnível das escarpas. A zona é crítica para quem não estiver fisicamente preparado (idosos e crianças) em especial em alturas de maior calor. Contudo o esforço vale a pena: a recompensa é uma vista de cortar a respiração sobre a cascata das Aguieiras e a Garganta do Paiva. No pico do verão, a cascata das Aguieiras é uma pequena linha de água, mas no inverno corre com a pujança que as chuvadas lhe dão.

Ao longo do percurso passamos por locais assinalados como locais especiais, em especial para as modalidades de águas bravas (rafting, kayak, etc.), como o rápido da Parede, o rápido do Salto, o rápido das Escadinhas, o rápido dos 3 saltinhos, onde existem miradouros especiais. Também acabamos por encontrar locais de relevo geológico como a falha da Espiunca ou a garganta do Paiva, que constituem geossítios do Arouca Geopark.

Recomendações:

Não deixe de conhecer este percurso, pois será certamente um dos mais bonitos do país, no entanto esteja preparado para o que vai encontrar. Planifique com tempo, faça a reserva no site oficial para a sua entrada e venha com um espírito aberto para apreciar e valorizar esta dádiva da natureza. Respeite-o acima de tudo, perserve-o, não o danifique e não deixe lixo nenhum local.

 

NOTA: A reabertura fez-se a 15/02/2016 e é necessário fazer uma reserva mediante pagamento de 1€ por pessoa, tal como previsto. Mais informações no site oficial : http://www.passadicosdopaiva.pt

 

Deixo aqui fotos ao longo do percurso tiradas no sentido ascendente (Espiunca - Areinho)

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Entrada junto à ponte de Espiunca, com o painel informativo.

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Placa descerrada na inauguração.

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Ao longo do trilho encontrámos vários painéis informativos relativamente à fauna e à flora existente nesta região.

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Encontramos uma pequena escadaria para transição de patamares. Nada de cansativo, o pior está para vir.

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Uma parte intermédia do trilho é feita por um caminho florestal bastante monótono. O percurso é assinalado com poste de madeira na margem do trilho.

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A diversidade nas rochas.

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Existem ponto de contacto SOS (como nas autoestradas) para eventuais situações de emergência. Não são nada estéticos, mas a sua função e a segurança está acima de tudo.

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O passadiço serpenteia junto às escarpas, moldando-se às formas das encostas.

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Uma verdadeira varanda pregada na escarpa.

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Varanda sobre o rio.

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Arbustos típicos dos matos mediterrânicos.

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A zona atingida durante o primeiro incêndio antes da inauguração.

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A zona da gola do Salto.

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O miradouro sobre a zona do salto.

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O mesmo miradouro noutra perspetiva.

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Vista a partir do miradouro do rápido da parede.

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Painel informativo sobre os aspetos geológico.

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Esta zona é completamente exposta ao sol e muitos aproveitavam esta pequena sombra oferecida por uma azinheira.

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As borboletas e as suas plantas hospedeiras.

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Posto SOS junto à ponte sobre a ribeira de Canelas. Junto a este local, é possível observar alguma ruínas de moinhos abandonados.

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Chegada à zona da Praia do Vau, onde se pode observar o areal natural.

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A ponte construída junto à queda de água da foz do ribeiro do Fontão.

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A solução é de gosto discutível e pessoalmente acho que tiraram o encanto à zona da cascata.

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Para além disso, o acesso ficou facilitado para abusos como o acampamento selvagem da foto acima, ou o acesso a scooters, na foto mais acima. Espero que isto venha a ser melhor controlado.

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Caloptérix de Portugal.

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Chegada à zona da já famosa ponte suspensa. Muita gente não percebe a razão desta ponte, no entanto, o seu principal propósito é para permitir a travessia do percurso de grande rota de Arouca , o GR 28. Até então, a travessia era inexistente e complicava a realização do mesmo, como podem ver no meu relato.

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A regras para a travessia, que vi serem sistematicamente ignoradas.

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A vista a partir da outra margem.

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A partir do Vau, o curso do passadiço é bastante mais protegido pelas árvores.

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A prioridade está para quem já existia antes: a rocha.

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Os fetos ao longo do percurso.

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Ziguezagueando

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Uma das mais belas perspectivas sobre o varandim na escarpa.

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Mais uma pequena escadaria.

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Biologia e geologia do percurso.

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Por entre as árvores, conseguimos ver a muralha que a imponente escadaria nos levará a vencer.

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Um labirinto em escadas.

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as primeiras escadas do início da subida para a garganta do Paiva.

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Olhando para trás.

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Vista para a garganta do Paiva, com a cascata das Aguieiras

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A paisagem é fantástica e mesmo perante a grandeza da escadaria, verificamos que é muito, muito pequena perante a imensa garganta do Paiva.

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As espécies ameaçadas.

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Já perto da subida da escadaria.

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Passado uma semana depois da inauguração, já se encontrava esta tábua partida.

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A perspetiva da maior escadaria do percurso.

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A obra é impressionante.

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Sobe, sobe!!!

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Já a meio.

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Há quem aproveite a sombra para recuperar forças para o resto da subida.

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Uma sombrinha para repousar!

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Uma patamar de observação.

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Mais um pouco até ao miradouro da garganta do Paiva.

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A vista para a cascata das Aguieiras, que era uma mera linha de água.

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Voltamos a encontrar uma parte feita em estradão de terra batida.

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Esta parte tem cerca de 1 km e é sem dúvida a parte menos interessante. Esta zona vai ser substituída para a reabertura dos passadiços por uma nova escadaria, quer permitirá evitar esta parte.

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Reencontramos o passadiço e o início da outra escadaria que nos leva até à ponte de Alvarenga.

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Iniciando a descida.

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A vista sobre o rio e a estrada em cada uma das margens.

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A ponte de Alvarenga.

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Já a chegar à ponte. É necessária alguma cautela na travessia da estrada para o outro lado do passadiço.

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Vista sobre o rio.

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A outra perspetiva sobre a ponte de Alvarenga e a escadaria.

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O último (ou primeiro) dos painéis informativos.

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O painel da entrada junto à praia do Areinho.

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Mapa do percurso.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 8 km (16 km ida e volta)

Tempo: 2h30 (5h ida e volta)

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso: http://passadicosdopaiva.pt/

Outros sites de relevo: http://www.geoparquearouca.com/

Panfleto oficial: aqui

Trilho GPX: aqui

Ponto positivos: o rio Paiva, as suas paisagens, a beleza do percurso

Pontos negativos: o excesso de visitantes, o caos dos acessos, o impacto ambiental das pessoas

 

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