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A aldeia de Sistelo passou a andar nas bocas do mundo (limitando o mundo a este cantinho à beira-mar plantado) pela eleição no concurso de 7 maravilhas de Portugal, na categoria aldeias. Multiplicam-se um pouco por toda a web as referências à aldeia  como sendo o "pequeno tibete português", com a suposta semelhança dos seus campos em socalcos com o Tibete. Não acho que a comparação faça sentido, mas isso não retira qualquer encanto a Sistelo. A pitoresca aldeia do município de Arcos de Valdevez vale a visita, não só pela paisagem que a rodeia, mas também para percorrer as suas ruelas e descobrir a sua pequena igreja matriz, a casa do Castelo do Visconde de Sistelo, ou ainda, para os mais corajosos, descer a íngreme escadaria que nos leva até às pontes sobre o rio Vez.

O objetivo desta ida a Sistelo era descobrir a Ecovia do Vez, um percurso que liga a aldeia ao centro de Arcos de Valdevez, praticamente sempre ao longo das margens do rio. Na verdade, a Ecovia ainda continua para além do centro da vila de arcos de Valdevez, pois estende-se até Jolda S. Paio, num total de 32.7 km. Os 20 km entre Sistelo e Arcos de Valdevez pareceram-nos suficientes para fazer num só dia de calor. Optamos por começar na aldeia de Sistelo por forma a percorrer o percurso no sentido descendente, mas mesmo assim, o dia foi extenuante tal o calor desse dia.

A Ecovia do Vez é realmente fantástica, pois permite-nos descobrir recantos lindíssimos do rio, pontes antigas como a ponte medieval de Vilela, praias fluviais (Poço das Caldeiras)

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Vista sobre a aldeia de Sistelo.

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Painéis informativos à entrada da aldeia.

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Cruzeiro e o castelo de Sistelo.

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Já só faltavam quase 20 km até Arcos de Valdevez.

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A oferta de trilhos pedestres em Sistelo é muito variada.

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Espigueiros de Sistelo.

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O fontanário no meio da aldeia.

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A casa amarela é a da antiga escola primária e atual junta de freguesia.

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Ponte sobre o rio Vez.

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A ecovia inicia-se por caminhos rurais.

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Início da parte dos passadiços.

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Serpenteando pelo meio da vegetação.

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... com o rio a correr mais abaixo.

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Esta parte é muito curiosa, a fazer lembrar um pouco aqueles templos asiáticos cobertos pelas raízes.

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A transparência da água do Vez na praia fluvial de Sistelo.

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Encostado às rochas.

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A parte dos passadiços é muito agradável.

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A vegetação é luxuriante e, neste dia de calor, as zonas de sombra foram muito apreciadas.

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O percurso faz uma pequena incursão por estrada, numa zona onde o fogo tinha deixado a sua marca negra.

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Regressámos rapidamente à margem do rio.

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Descida para o Poço das Caldeiras.

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A zona de banhos era muito apetecível, mas ainda tínhamos muitos quilómetros pela frente.

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A ponte medieval de Vilela.

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Aspeto da ponte...

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... e a vista do alto da mesma.

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Voltamos a uma pequena parte de passadiço.

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Passagem numa zona de poldras para cruzar o rio, no entanto o trilho da ecovia não vai por ali.

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Uma ponte/passadiço.

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Mais umas poldras.

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Junto ao rio, encontrámos uma exploração de criação de avestruzes. Estas eram as pequenas.

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Mais uma zona de banhos.

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À medida que nos aproximávamos de Arcos de Valdevez, íamos encontrando mais pessoas pela ecovia.

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Uma zona de águas calmas.

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Nesta zona, o piso é uma espécie de grelha de cimento por cima de uma conduta de água.

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O centro de Arcos de Valdevez à vista.

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A zona de banhos da vila estava completamente lotada.

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A velha Ponte da Vila, junto da qual demos por terminada esta aventura da descoberta da Ecovia do rio Vez. A parte restante até Jolda S. Paio ficará para uma próxima oportunidade.

Ficha técnica: 

Distância: 20 km

Tempo: +/- 6 h

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 5/5

Marcação: n/a

Informações sobre o percurso

Ponto positivos: a aldeia de Sistelo, as zonas dos passadiços perto de Sistelo, as praias fluviais

Pontos negativos: a distância com o calor do dia tornou o percurso exigente.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais uma etapa do GR 28 de Arouca (ufa, que isto nunca mais acaba). Desta vez, a etapa iria começar no meio de nenhures, precisamente onde tínhamos terminado a etapa anterior, na estrada que liga Meitriz a Alvarenga. Esta etapa foi bastante monótona no que diz respeito ao percurso e à paisagem, pois grande parte é feita por estrada e estradões de ligação, com as intermináveis florestas de eucaliptos. Felizmente, a boa disposição do grupo era alta e as paisagens sobre o vale do Paiva, em especial sobre as curvas junto à aldeia de Janarde, serviram para uns disparos fotográficos. Ao chegarmos ao aglomerado urbano de Alvarenga, pudemos apreciar algumas casas e quintas muito interessantes. De destacar também o centro de Alvarenga junto ao pelourinho de Trancoso. Não houve tempo para parar para ficar a apreciar a especialidade gastronómica local: os conhecidos Bifes de Alvarenga, mas o regresso estava previsto. Cerca de 1 km depois de passar pela imponente quinta Guiomar, o percurso abandona finalmente a estrada nacional e começa a longa descida até voltar a alcançar o rio Paiva na praia do Vau. Infelizmente a travessia no local não existe, no entanto, fruto da obra dos passadiços do vale do Paiva, está agora a ser iniciada a construção de uma ponte nesse local que permitirá fazer a ligação das duas margens.

Ficam as fotos:

 

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Arouca é terra de rochas e de geoparque.

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As vistas sobre o rio Paiva e a aldeia de Janarde.

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É por aqui!

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Alcançámos Vilar de Servos.

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Felizmente parece que a atividade agrícola local está a prosperar.

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Um pórtico (felizmente sem portagem)

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Seguimos então durante algum tempo por estrada.

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Abandonamos então a estrada para cruzarmos uma parte florestal em direção a Casais.

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Vista sobre Casais.

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Vista sobre os campos de Casais.

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Um belo espécimen de raça arouquesa.

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Encontramos esta preciosidade, a capela da Quinta de S. João.

 

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Existem várias construções típicas do início do século passado.

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O guardião! Aqui ninguém passa!

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Outro guardião!

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Vista sobre os campos de Alvarenga.

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Chegada ao cruzeiro de Trancoso, o local que era sede do antigo concelho de Alvarenga, antes de ser extinto em finais do séc. XIX.

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O casario da zona central da Vila.

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O nome diz tudo...

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... e a foto também.

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Mais uma quinta fantástica.

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Outra perspectiva da mesma quinta.

 

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A antiga escola primária local que está a ser restaurada, provavelmente para alguma nova utilidade.

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Chegada à Quinta de Vila Guiomar.

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Portão principal da quinta.

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A entrada é espectacular.

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O percurso finalmente abandona a estrada e começa a descida até ao Paiva.

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Mais uma aldeia semi-abandonada.

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O caminho segue por entre carreiros.

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... até chegarmos ao lugar de Póvoa, onde tinha ficado um dos veículos para podermos regressar. O caminho ali segue por uma zona de estradões que andam a ser arranjados.

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Toda a zona está a ser alvo de trabalhos de terraplanagem. Vamos ver o que dali vai sair.

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Quase a chegarmos ao Paiva.

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A vista para a praia do Vau, onde se vê o novo passadiço do vale do Paiva (ainda em construção) e a cascata do Ribeiro da Estreitinha.

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Chegada ao rio e à zona do Vau. Do outro lado, a rampa de acesso para os barcos de rafting.

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A praia do Vau é um local fantástico de uma beleza única.

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Espero sinceramente que a afluência de visitantes criada pelos novos passadiços não venha destruir este tesouro.

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A próxima etapa começa na outra margem, visto que ainda não está pronta a ponte para a travessia.

 

Ficha técnica: 

Distância: cerca de 15 km

Tempo: 4h (+/-)

Tipo: linear

Dureza física: 3/5

Dificuldade técnica: 1/5

Beleza do Percurso: 2/5

Marcação: 4/5

Informações sobre o percurso: n/a

Outros sites de relevo: n/a

Panfleto oficial: n/a

Trilho GPX: Wikiloc darasola

Ponto positivos: Alvarenga e o seu casario, paisagens rurais e serranias, praia fluvial do rio Paiva, Rio Paiva

Pontos negativos: muita estrada e eucalipto, a falta de travessia pronta no Vau (Editado: com a constução dos passadiços do Paiva foi feita uma ponte suspensa para a travessia do rio).

 

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